
E por que isso? Porque o Rush simplesmente encheu o saco de ter tanto trabalho. Como eles mesmos falam no documentário Beyond The Lighted Stage (aliás, recomendo a quem puder comprar...o faça) "já era algo que estava nos desgastando, turnês intermináveis, 200 shows por ano e discos complexos como esse. Depois do Hemispheres, prometemos a nós mesmos que não faríamos aquilo de novo." E não fizeram.

Aqui, temos um disco mais coeso, mais maduro. O primeiro épico do disco, Cygnus X-1 Book II: Hemispheres, uma continuação de Cygnus X-1 Book I, que aparece no antecessor, é melhor montado do que 2112. Como posso explicar isso?
Digamos que, enquanto na primeira a banda para muitas vezes entre uma parte e outra (sendo que uma dessas paradas parece mais o Alex afinando a guitarra), na segunda a grande parada que ocorre é aos 12 minutos, e só. Uma curiosidade: se escutarem o começo com atenção, vão perceber que tem meio que uma errada do Geddy, aos 2:25. Parece que ele escorrega pelo braço do baixo sem querer.
Outra vantagem da Cygnus em relação à 2112 é que a sonoridade da banda já tá diferente aqui. É o último sopro do Rush das antigas, dos robes, mas já incorpora muito do trabalho de guitarra, principalmente, que a banda apresentaria em discos como Permanent Waves e Moving Pictures.
Do lado II (sim, Cygnus ocupa todo o lado I), The Trees, um grande clássico da banda, que foi tocado quando o Rush veio pela primeira vez ao Brasil, e registrado no Rush In Rio, inclusive. Circumstances, terceira música, esperou mais um pouco pra voltar pro setlist da banda: só em 2007 que ela foi tocada, na turnê do Snakes & Arrows. Também foi registrada ao vivo, no DVD Rush Live In Holland. A última música do disco é uma velha conhecida do pessoal que lê o blog seguido: já foi trazida aqui, na seção dos épicos, só clicar aqui. La Villa Strangiato. Não tenho mais nada a dizer sobre ela, tudo que eu poderia rasgar de elogio tá lá. Esse disco não tem erro. É ouvir e curtir.
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