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sábado, 10 de janeiro de 2015

Shows Históricos #17: Cream - Live at the Royal Albert Hall

Sim, depois de quase um ano inativo, esse temático consagrado do blog volta, e volta com um show DAQUELES. Confesso que não estava pensando em retomar o Shows Históricos ainda, mas passando pelo youtube, vi esse baita show (que eu nem sabia que havia acontecido), e não pensei duas vezes em incluí-lo no panteão dos concertos mais memoráveis da história do rock.

Várias são as razões. Primeiramente, o Cream apareceu raras vezes aqui no Nata. Porra, o nome do blog tem uma certa identificação com o nome da banda. É uma afronta que ela tenha apenas duas aparições, as duas durante os últimos 20 dias e, pior, as duas como uma das bandas relacionadas, nunca como protagonista. Além disso, considero que, claro, nas circunstâncias que aconteceu, foi um show histórico, mas, mesmo assim, o que potencializou isso muito fortemente foi a morte de Jack Bruce, baixista e vocalista da banda. 

E por que isso? Muito simples. Esse show me lembra o Live 8, do Pink Floyd (que foi o primeiro show histórico) em alguns aspectos. Tanto Cream quanto Pink Floyd não tocavam juntos há anos. Claro, o tempo do Floyd era menor. Dez anos (se considerar um show com Waters, mais de 20), contra quase 40 anos do Cream (fora o Hall of Fame de 1993, é claro). Ambos os shows (no caso do Cream, a turnê) representaram as despedidas das formações originais: Rick Wright, tecladista do Floyd, morreu em 2008, vítima de um câncer, e Jack Bruce, como disse anteriormente, morreu há 2 meses, em outubro, de problemas no fígado. Felizmente, o Cream fez quase dez desses shows de reunião, e os registrou devidamente em um DVD, mostrando toda a maturidade e a sabedoria de uma banda que, quase 40 anos depois de seu último show, regressa ao Royal Albert Hall, palco de seu último espetáculo em 1968, para desfilar duas dezenas de seus maiores clássicos, compensando com tecnologia e técnica de sobra o que a idade levou embora de vigor físico. 
Quanto ao show, só vendo pra entender. A banda, como disse anteriormente, está incrivelmente coesa e interpretando suas músicas a contento, a despeito da idade de seus integrantes: à época, Jack Bruce estava com 62 anos, Eric Clapton com 60 e Ginger Baker com 66. Além disso, o Cream dispõe aqui de uma tecnologia logicamente impensável nos anos 60: um gigantesco telão de chão, que serve mais como painel luminoso na maioria do tempo, qualidade de gravação e instrumentos/equipamentos de primeira categoria, etc, tudo sintetizado na forma de um grande espetáculo, do nível desse grande power trio. Pra quem é fã, sabe que isso foi histórico, por isso está nessa seção. Pra quem não é fã e/ou não é iniciado na discografia da banda, vale a pena conferir o show porque muitas músicas aqui, como Toad e White Room, ganharam, com o advento da tecnologia e com a experiência/técnica aprimorada dos três, versões mais coesas e mais "smooth". 

Bem, chega de papo... com vocês, Cream!


quarta-feira, 26 de março de 2014

Shows Históricos #16: Led Zeppelin - Celebration Day

Sim, o Shows Históricos tá de volta, como prometido há algum tempo (só falta os épicos agora... não sei sobre qual fazer). A primeira postagem de 2014 da série vem com um show DAQUELES. É bem verdade que não precisaria nem texto pra justificar esse show que tá aparecendo hoje. Bastaria dizer "Led Zeppelin, ao vivo, em 2007", botar o vídeo do show completo e era isso. Mas por ser especial assim, acho que merece um pouco de enrolação texto.

Vamos à história do show. Tudo começa com o fato de todas as reuniões do Led Zeppelin pós-1980 terem sido, no mínimo, decepcionantes. Pra não dizer coisa pior. TODAS. Por várias razões... Page chapado demais, Plant dando umas desafinadas, sempre showzinhos de 4, 5 músicas, etc.
Enquanto o Queen roubava a cena no Live Aid da Inglaterra, o Led Zeppelin (aliás, nem colocou seu nome no festival como Led Zeppelin) que, supostamente, deveria ter conseguido esse status (afinal, não se apresentava há 5 anos, desde a morte de John Bonham, o batera), ficava, junto com o The Who, como as decepções do festival. Mesmo com Phil Collins na bateria em algumas músicas.

Em 1988, uma nova chance. 40 anos da Atlantic, a banda se chamando de Led Zeppelin de novo... com Jason Bonham, filho do home, na bateria. Foi melhor, mas ainda assim não foi algo do nível do Led. 5 músicas, aquela resistência em tocar Stairway to Heaven, a banda não estava ensaiada. Ainda teve um showzinho secreto num hotel em 1990, mas não conta como reunião.

A última "chance" tinha sido em 1995. A indução no Rock'n Roll Hall Of Fame. Acredito que não preciso dizer mais nada, só que, em uma reunião do Led Zeppelin, quem roubou a cena foi o Neil Young. Bom, tem mais coisa sim. Tocaram muitos covers, e o pessoal, logicamente, queria ver LED ZEPPELIN, não covers. Se bem que o fato de botar aquele monte de gente pra tocar junto no Hall Of Fame é sempre uma merda. Enfim...

Eis que chegou mais uma chance. 2007. A morte de Ahmet Ertegun. Um tributo a ele, afinal, era o fundador e presidente da Atlantic Records, selo pelo qual o Led gravou seus primeiros álbuns. E dessa vez, Jimmy Page foi quem fez questão de fazer um show completo. Era pra ser mais um desses shows de 5 músicas, mas Page queria 15. 16, pra ser mais exato.

Dessa vez, novamente acompanhados por Jason, a banda ensaiou bastante, se preparou pra grande noite (que teve que ser adiada, porque o Page quebrou o mindinho da mão esquerda, se não me engano), e esfregou na cara, de todo mundo que achava que o Led tava acabado, as próprias críticas. Page foi um... pra chinelear os críticos que diziam que ele improvisava ao vivo porque não sabia fazer os solos... tirou nota por nota. TODOS. Plant mostrando que, apesar da voz não ser a mesma, seu controle sobre ela é muito maior atualmente. JPJ... bom, o de sempre, altíssimo nível, um dos grandes músicos que esse mundo já viu. E Jason mostrando que o mesmo sangue do velho Bonham corre nas veias.

Além disso, uma daquelas curiosidades impressionantes. Batendo o recorde dos Beatles, esse show entrou pro Guinness como "Maior demanda de ingressos para um único show". E por que isso? Simplesmente porque o sorteio dos 20.000 ingressos, seria feito no site. VINTE MILHÕES de pessoas acessaram o site ao mesmo tempo, derrubando ele do ar, logicamente.

Pra nossa decepção, depois desse show matador, a banda novamente largou de mão. Plant (e suas bichices) disse que não achava uma boa uma reunião do Led, turnê e tal... e enquanto isso, os fãs (inclusive os novos fãs que nasceram mais de 15 anos após o fim da banda, como eu) implorando por uma turnê. E enquanto o Led não fizer uma turnê de despedida (e acredito que não vai rolar mesmo, infelizmente), a coisa vai ser assim. Espero que um dia o Deus do Rock mostre o caminho pra eles, e que eles ainda voltem pros palcos um dia. Juntos.

Acho que já dei motivos suficientes. Agora chega de enrolação... com vocês, CELEBRATION DAY.


segunda-feira, 28 de outubro de 2013

Shows Históricos #15: Titãs 30 anos

Bom, essa semana tem show dos Titãs, aqui no Araújo Vianna, e eu resolvi escolher essa semana pra falar um pouco sobre eles. Pra começar, trazer pela primeira vez uma banda nacional pros shows históricos. E por que eu escolhi esse? São alguns os motivos. 

Ser um octeto tem vantagens e desvantagens. Os vocalistas (eram três à época, Arnaldo Antunes, Paulo Miklos e Branco Mello) não precisam trabalhar o tempo todo, se revezando nas músicas (sendo que Nando Reis e Sérgio Britto também cantavam algumas, apesar de tocarem baixo e teclado), e tudo fica muito mais fácil. Os backing vocals da banda também eram bem trabalhados, já que eram muitos que podiam ajudar. 

Por outro lado, o que aconteceu com o Titãs é algo que pode acontecer numa empresa. É difícil se chegar num consenso e acabar uma banda de oito integrantes. Assim, o que aconteceu foi que a banda foi minguando, tipo sociedade. Primeiro, Arnaldo, lá em 1992. Voltou depois para uma turnê em 1997, mas nada além disso. 

Depois, a morte de Marcelo Fromer, o titã menos lembrado (junto com Branco). Guitarrista solo da banda, morreu uns dias depois de ser atropelado por uma moto em junho de 2001. Nando Reis foi o próximo, no final de 2002. Abalado pelas mortes de Marcelo e de seu amigo sua amiga Cássia Eller, resolveu sair da banda (oficialmente, porque Nando já aparecia como uma carta fora do baralho dos Titãs muito antes disso).

E quando parecia que finalmente o Titãs manter a formação até o fim da carreira, agora como um quinteto, mais uma baixa: em 2010, Charles Gavin, batera, resolveu sair, porque já encheu o saco de fazer turnê e tal. Aí me perguntam: "como que o show de 30 anos pode ser o histórico? O Titãs já era!". Eu concordo, mas os piores dias já passaram, sem dúvida. 

O Titãs ficou muito perdido durante um bom período. Mais ou menos entre 1997, onde gravou o acústico e realmente se acomodou, até 2003, quando Nando saiu, o Titãs ficou bem perdido. Não gravou nenhum disco inteiro de inéditas, exceção feita ao A Melhor Banda de Todos os Tempos da Última Semana, em 2001. Fora isso, entre os seis anos que separam Domingo, lançado em 1995, e o disco citado anteriormente, eles só lançaram picaretagem. Coletâneas, um disco de covers absolutamente desprezível, o acústico, enfim. Parecia que, finalmente, depois de 2003, a banda tinha se estabilizado. 2005 viu o lançamento do MTV ao Vivo, gravado em floripa, e o último lançamento de estúdio da banda foi o fraco Sacos Plásticos. 
E o que eu posso dizer aqui que convenceria vocês de que o Titãs ainda é uma banda que valha a pena se ver ao vivo? Provavelmente nada, mas pelo menos parece que eles pegaram o rumo de novo. Primeiro que tiraram os músicos contratados. Agora a guitarra base é feita pelo Paulo Miklos e o baixo pelo Branco Mello e pelo Sérgio Britto. Isso eu apoio. Bem na real, se o batera eles não tem como substituir, e o Mário Fabre vai continuar como contratado forevermente, que pelo menos aprendam os outros instrumentos e fiquem só os quatro mais ele. 

Um dos shows comemorativos dos 30 anos
Contou apenas com Charles e Arnaldo
O segundo ponto importante é que nos últimos anos a banda tem revezado um pouco a proposta pros shows. Não tão mais tocando aquele monte de músicas dos discos fracos pós acústico, no máximo duas ou três. O principal enfoque é nas antigas. Entre 2011 e 2013, o Titãs andou tocando o Cabeça Dinossauro na íntegra, em comemoração aos 30 anos. Atualmente, o show deles é outro: o Titãs Inédito. São umas 10 músicas que eles andam testando ao vivo, provavelmente estarão no próximo disco. Apesar de achar que é muita coisa, a iniciativa é válida. Por mim, o que devia acontecer mesmo era umas 10 músicas do Cabeça Dinossauro, e essas 10 novas, que eles revezassem umas 5 ou 6 por show. 

E mesmo com essa volta toda ao passado, ou esse olhar para o futuro, não é nenhum desses shows que tá aqui hoje. O verdadeiro motivo da presença dos Titãs nos Shows Históricos é o Titãs 30 Anos, o show comemorativo. Esse, que rolou em 6 de Outubro de 2012, contou com as presenças de Arnaldo Antunes, Nando Reis e Charles Gavin. Mesmo que Arnaldo ainda desse umas canjas de vez em quando, essa foi a primeira vez dos sete juntos em 15 anos. Isso sim é histórico, os sete de novo juntos. Eu ainda acho que podia rolar uma turnê disso, mas Nando e Arnaldo tem suas bem sucedidas carreiras solo, duvido que quisessem. Foi só esse show aí e mais uns dois ou três, já sem o Nando, só Arnaldo e Charles. O que fica é a celebração e o registro.







sexta-feira, 9 de agosto de 2013

Shows Históricos #14: Talking Heads - Stop Making Sense

Psycho Killer: o famoso gravador e o pé de Byrne
Se não me engano, é a primeira vez que o Talking Heads, grupo inglês liderado pelo original (pra não dizer louco) David Byrne. Pra uma primeira vez, tem que ser algo importante na carreira da banda, e esse show é mais do que isso: é um marco da banda na história. Um grupo absolutamente no auge.

Quanto ao show da banda, podemos fazer uma pergunta: De quantas maneiras uma banda pode inovar num show? Bom, pode ser tocando pra nenhuma pessoa, tocando em uma arena, improvisando nos shows, tocando no telhado da gravadora, ou até mesmo tocando junto com uma orquestra, em plena década de 60. Mas o que o Talking Heads fez foi fora de série.

Começa o show. Em clima de teatro, inclusive com os equipamentos da casa atrás, tipo cabos, sacos de areia e coisas do tipo, o primeiro a subir no palco é David Byrne, acompanhado de um violão e um gravador, que dá o ritmo para ele iniciar o show, abrindo com Psycho Killer, o maior hit da banda. Enquanto David toca a música, uma plataforma é carregada para o palco, junto com o equipamento de Tina Weymouth, baixista do grupo. Heaven é a segunda música a ser interpretada, já com os dois no palco. No mesmo esquema de Psycho Killer, outra plataforma vem sendo carregada para o palco, com a bateria do, devo dizer, medíocre, Chris Frantz, que se destaca mais pelo fato de ser marido da Tina do que bom baterista. O trio interpreta a terceira música, Thank You For Sending Me An Angel. Enquanto isso, mais uma plataforma é colocada no palco: o teclado de Jerry Harrison, que também toca guitarra, como em Found a Job, quarta música interpretada no show, agora pela banda completa.

Bom, agora a banda está completa. O show segue normal a partir daqui? Não diria isso, recomendo que vejam o show para descobrir. Além disso tudo, é um show com muita energia, fruto das ideias do "maluco" David Byrne. Outro ponto interessante é o clima que o show tem, por não ter iluminação profissional. A iluminação do show se resume a abajures e algumas lâmpadas compridas, o que, segundo Byrne, "é para captar a essência do show, a música, não os destaques individuais".

Enfim, com vocês, Talking Heads!






terça-feira, 2 de julho de 2013

Shows Históricos #13: Deep Purple - Come Hell Or High Water

Um show pode ser histórico por muitos motivos...

Por ser lendário pelo contexto (como o terceiro dessa série, Queen no Live Aid);
pela quantidade de público presente (como o oitavo da série, sobre os Stones no Rio em 2006);
por não ter público (como o sexto da série, Pink Floyd em Pompeii);
por simplesmente registrar a banda no auge (como o último da série, sobre o INXS em Wembley, 1991)
por ser uma das primeiras performances da banda (como o segundo da série, Led Zeppelin na rádio dinamarquesa em 1969);
ou por ser a última de todas (como o primeiríssimo da série, Pink Floyd no Live 8 em 2005)

Mas quem disse que um show é histórico apenas por motivos positivos? Hoje, esse famoso concerto do Deep Purple está aqui para ser o pioneiro dos shows históricos desastrosos, e para quebrar esse estereótipo.

Acredito que a primeira música é um bom ponto pra começar. O Deep Purple estava com a MK II (Gillan, Blackmore, Lord, Glover e Paice) reunida novamente, para uma turnê comemorativa de 25 anos do Deep Purple e, ao mesmo tempo, turnê do The Battle Rages On, lançamento mais recente da banda. O show em si era uma grande produção para os padrões do Purple, com pirâmides de laser simulando a luta de um dragão contra a própria cauda e afins em Highway Star, primeira música. Bah, legal mesmo, mas pera... CADÊ O BLACKMORE?

Sim, justamente nesse show o homem de preto do Deep Purple deu esse grande vexame. Os outros 4 da banda tem que tocar até o solo de Highway Star sem ele. Eis que chega Blackmore (Gillan até faz uma reverência pra ele, que até hoje me intriga se foi algo espontâneo ou por educação), toca 15 segundos de solo, PARA O SOLO, PEGA UM COPO DE ÁGUA E TOCA NUM CÂMERA! Depois ele termina a música e SAI do palco de novo. É ou não é de ficar um tanto quanto muito puto?

Enfim, essa foi apenas uma das tantas presepadas que Blackmore fez durante o show. Outras, como o início  de Black Night, praticamente todas as outras músicas antigas, onde ele só fica solando ao invés de tocar a base, enfim. Só vendo o show pra entender como Blackmore está uma carta fora do baralho ali. E não só pra Gillan, mas toda a banda estava puta com ele.

Fora isso, mais uma das tantas performances incríveis dos outros 4 membros do Purple, e fica o registro histórico da última turnê (e um dos últimos shows) do Deep Purple com o Blackmore.

Agora, sem mais delongas, Come Hell Or High Water




segunda-feira, 8 de abril de 2013

Shows Históricos #12: INXS - Live Baby Live

O ano era 1991. O INXS já tinha chegado ao auge com o Kick (1987), mas ainda colhia os louros com outro disco praticamente perfeito, o X, lançado em 1990. Com esses discos, a banda foi soterrada por prêmios e, principalmente, grana.  Foram duas turnês gigantescas, o INXS passava a ser a banda do momento, passava de banda de abertura à atração principal. Antes disso, em 1986, com o ótimo Listen Like Thieves, que tem uma vibe muito surf, o INXS conseguiu uma turnê boa, mas nada comparável. Eles também abriram para o Queen no histórico concerto de Wembley (certamente aparecerá aqui um dia) nessa época.

Pois 5 anos depois, quase exatamente 5 anos (pois o show do Queen foi em 11 e 12 de Julho de 1986, e o do INXS foi em 13 de Julho de 1991), bem no final de uma cansativa turnê, o INXS tava pronto para entrar para a história do rock. Apesar de ser uma turnê cansativa, em nenhum momento eles pareciam cansados, dando uma incrível performance. A banda faz ao vivo melhor do que em estúdio, o que se repetiria em raras ocasiões a partir de 1993. Michael Hutchence está incrível nesse show, cantando versos tons acima da versão original.

Enfim, só vendo pra entender... como diz na entrevista do DVD, "sabe aquele momento que dá tudo certo? até o vento estava perfeito no dia do show, fraco, o que permitia que o P.A. transmitisse melhor o som.". E é bem isso... a jam no começo do show é perfeita, as músicas estão perfeitas, a performance, quase tudo. A única ressalva é a falta de mais músicas do Listen Like Thieves no show, nem que fosse só a faixa título e Kiss The Dirt (Falling Down The Mountain). Mas igual, é colocar pra rodar e se divertir com esse baita show.




Então é isso, galera, espero que gostem!!!

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

Shows Históricos #11: Pink Floyd - P.U.L.S.E

Depois de algum tempo, voltamos a ter um show histórico pertencente ao Floyd (acho que os únicos até agora tinham sido o primeiro da série e o Pompeii). Então, agora um show bem maior, em todos os sentidos.
O Pink Floyd tinha ares de "banda respirando nos aparelhos" em 1994. Não que não fosse, pois acabou logo depois, mais ou menos em 2 anos. Desde 1979, depois do The Wall, a banda não se entendia com Roger Waters, e depois do The Final Cut, de 1983, ele resolveu abandonar o barco. Então houve uma disputa judicial, David Gilmour e Nick Mason ficaram com o nome da banda, gravaram o fraco A Momentary Lapse of Reason em 1987, depois o tecladista Rick Wright voltou pra banda e, em 1994 chegava às lojas The Division Bell, que até é um bom disco, mas nada demais comparado aos clássicos do Floyd.
Então a banda entrou em turnê para promover o disco e, na noite de 20 de Outubro de 1994, foi registrada em vídeo uma obra prima, que está aí em baixo para quem quiser conferir. Não tenho mais nada a dizer, a não ser o seguinte: Shine On You Crazy Diamond, Dark Side Of The Moon na íntegra e simplesmente a MELHOR versão de Comfortably Numb que o ser humano conhece até hoje.
Espero que gostem xD




Link pro show completo: https://www.youtube.com/watch?v=lKL1MVc7Sr0

domingo, 23 de setembro de 2012

Shows Históricos #10 - Rush In Rio

Dessa vez eu apelei. Peguei pesado mesmo. Acho que é um dos shows mais históricos do novo milênio, se não o mais.
Só pelo fato do Rush estar vindo, na época, pela primeira vez ao Brasil, já era algo histórico. Soma-se isso ao fato da banda estar voltando de um hiato de 5 anos pelas duas tragédias na vida do baterista Neil Peart (a morte de sua filha, num acidente de carro, 1997, e a morte de sua esposa, de câncer, 1998), ao fato de serem os 3 últimos shows da turnê do Vapor Trails, e ao fato da banda ter escolhido justamente o último show, no Rio de Janeiro, para gravar um DVD.
Eu me lembro da época dos shows, principalmente pelo fato do meu pai ter ido no show aqui em Porto Alegre. Para se ter uma ideia, eu tinha 6 anos, mas já sabia quem era o Rush, ouvia eles e inclusive queria ir no show. xD
Bom, não tem mais nada que falar, os 3 shows COMPLETAMENTE LOTADOS. Não tem preço, em YYZ, por exemplo, a plateia como uma torcida, "cantando" uma música instrumental. É como eu vi em um comentário no Youtube, "você sabe que tem fãs de verdade quando eles cantam suas músicas instrumentais". Além disso, só acrescento que, na minha opinião pessoal, foi o melhor setlist dos caras. Pode ser meio poser, mas eles não priorizaram as músicas do Vapor Trails que, diga-se de passagem, não é um primor de disco, apesar de ter alguns hits, e fizeram uma grande passagem por toda a carreira, tocando até músicas como By-Tor And The Snow Dog e Cygnus X-1, além da adição de Closer To The Heart para os últimos 5 shows, na América do Sul porque, segundo o próprio Geddy Lee, "descobriram que essa música era popular por aqui".

Então é isso, com vocês, Rush In Rio. Divirtam-se com essa maravilha:



quarta-feira, 18 de julho de 2012

Shows Históricos #9 : Concerto For Group And Orchestra

Parece até que eu abandonei o rock, mas não. Quem conhece Purple sabe o porquê desse show.
Resolvi postar justamente esse show hoje como uma última homenagem a Jon Lord, que faleceu na última segunda feira. Já havia postado esse show lá, mas sem nenhuma descrição. Hoje eu vou falar um pouco sobre o que foi o Concerto For Group And Orchestra.

O ano era 1969. A banda, um Deep Purple tentando se afirmar no cenário do Rock inglês. Eles estavam em uma fase de transição: sai Nick Simper e Rod Evans, entra Roger Glover e Ian Gillan. A antiga MK I do Deep Purple dava lugar a uma das formações mais poderosas de uma banda na história do Rock: A MK II, composta por Ian Gillan, Ritchie Blackmore, Jon Lord, Roger Glover e Ian Paice. Uma formação que tinha muito a contribuir no Rock do período de 1969-1973, com discos e shows incríveis. 

E por incrível que pareça, o primeiro sucesso dessa formação foi... um concerto orquestrado!!?!?? Isso mesmo. Assim como (guardadas as proporções, sou mil vezes o Purple) o Kiss, que não fez sucesso com os primeiros discos, mas seu registro das mesmas músicas, ao vivo, foi o que lhes garantiu o sucesso, o Deep Purple deu seu primeiro passo grande rumo ao sucesso com o Concerto For Group And Orchestra.

Aí vocês me perguntam: e onde o Lord entra na história? Simples: Lord, além de ser o tecladista do Purple à época, era simplesmente O CRIADOR do Concerto. Ele, com o auxílio de Ian Gillan apenas para as letras, elaborou um concerto de música clássica, misturado com rock. Além de deixar claro toda a genialidade de Lord, mostra que toda e qualquer banda que já pensou ou fez shows com orquestra, como o Metallica, o próprio Deep Purple anos depois ou o Rush, que vai trazer uma orquestra pra turnê do disco novo, entre outras bandas, devem ao pioneiro Deep Purple. 
Infelizmente a partitura do Concerto foi perdida após uma segunda e última execução, em 1970. Jon Lord, no entanto, elaborou uma nova versão do mesmo nos anos 2000. 


Ah, se querem ver uma homenagem ao Mestre Lord de emocionar mesmo, recomendo o blog Purpendicular. Marcelo Soares é um verdadeiro fã de Deep Purple, e falou tudo que poderia ter me passado à cabeça dizer numa hora como essa. Vale a pena ver.

http://purpendicular.blogspot.com.br/2012/07/jon-lord-vida-o-universo-e-tudo-mais.html

quinta-feira, 7 de junho de 2012

Shows Históricos #8 - Rolling Stones no Rio

Bom, o pessoal do blog tava discutindo sobre abandonar a ideia de fazer uma semana pros Stones, já que ninguém ali era fã da banda a ponto de fazer postagens do nível que o blog exige. Mas lembrei de algo que podia ser postado e então vai ficar como homenagem do blog aos 50 anos da banda.

O show em questão é o na praia de Copacabana, em 2006. Histórico porque, até agora, foi o último dos Stones no Brasil, divulgando o até agora último álbum de estúdio, A Bigger Bang, e foi feito para o público de mais de UM MILHÃO DE PESSOAS. Por ser tanta gente assim eu considero um show absolutamente histórico.

Vídeo para iniciar a playlist do show (no canal oficial dos Stones no Youtube):



quarta-feira, 23 de maio de 2012

Shows Historicos #7: Led Zeppelin em Knebworth.




Bem, serei breve. Basicamente, os contornos históricos desse show em Knebworth passam pelos problemas pessoais da banda à época, que já a tinham afastado do palco nos dois anos anteriores : Robert Plant, com a perda do filho e Jimmy Page, com seu sério vício em heroína.
Após uma turnê norte americana em 1977, a banda passou esses dois anos inativa até que surgiu a oportunidade do Led ser o headliner do Knebworth Festival de 1979. Peter Grant, que não era bobo nem nada ("baita empresário, digase de pasage" - NETO, Crack), aceitou a proposta, sabendo que um "retorno triunfal" da banda ia dar uma motivada nas coisas. Aliás, muita$ motivaçõe$ permeiam a participação do Led em Knebworth. Diziam as más línguas, na época, que era o maior cachê já pago para uma única banda, o que, como sempre, só mitificou mais um pouquinho a imagem do Zeppelin. 
Além desses fatores, somemos o fato de que, em uma das duas apresentações (a banda tocou em Knebworth em 4 e 11 de agosto), o Jimmy Page DESTRUIU. Bom, na real ele destruiu nas duas, só que só em uma foi no bom sentido. A outra foi o que ele vinha fazendo desde 1975, quando começou a ficar mais complicado o problema dele com a heroína.
Por fim, eu gostaria de lembrar o quão completo tá esse setlist, com músicas de quase todos os discos (faltou algo do Led Zeppelin I, mas né, é sempre assim, como faltou algo dos últimos discos na reunião de 2007).
Sem mais delongas...showzasso, absolutamente histórico. Hora de dar o play


Show completo

domingo, 20 de maio de 2012

Shows Históricos #6: Pink Floyd Live at Pompeii


Bom, lhe pergunto, meu caro... o que é um show? Se você disser "uma interação entre a banda e o público", não vá falar com o Pink Floyd. Em meus anos de fã de Pink Floyd e principalmente de Rock sempre quis fazer uma pergunta aos membros da banda:

 - Qual é a moral de um show para ninguém?
Piazza Anfiteatro
            Desde criança soube que o Pink Floyd não era uma banda normal, pois poderíamos fazer vários Shows Históricos (até já tem um) com eles (alias ainda pretendo fazer o The Wall), mas quando soube que eles fizeram um show pra ninguém exclamei:
            - Porra eles devem te fumado muito pra te essa idéia!
             Mas depois pensei melhor e tipo, cara, que ideia genial. Pensa bem vai da muito mais dinheiro que só um show e tu não tem que aguentar aquele bando de fã chato no teu pé.
            Assim antes do show eu sei que tem certas pessoas que não consideram isso um show só assim oh vai te cata porque bom a lá sei eu. Só aproveita aí.
            Só por curiosidade, Pompeii fica no sul da Itália.





sexta-feira, 18 de maio de 2012

Shows históricos #5: The Beatles no teto da Apple Records

Imagina tu estar andando na rua, e quando percebe, os Beatles estão em um telhado tocando? Depois de alguns anos sem fazer shows.
Acredito que esse é um dos momentos mais lembrados da história do rock. Os Beatles resolveram fazer em 1969 um showzinho no telhado da gravadora para divulgar algumas músicas do disco que ainda estava por vir, Let It Be, e inclusive pegar algum possível take desse show para usar no disco. Depois de alguns minutos, uma multidão já estava reunida nas calçadas e sacadas da rua. Apesar disso logo após apareceu a polícia e terminou com o show :(
Sortudos foram os que assistiram ao show, diga-se de passagem, afinal, esse foi o último show dos Beatles. Pra sempre.

E o resultado foi esse:


quinta-feira, 3 de maio de 2012

Shows Históricos #4: Deep Purple no California Jam 1974

Quando se pensa em Deep Purple ao vivo, a primeira lembrança que se tem da banda é o Made In Japan, um sério candidato a melhor disco ao vivo de todos os tempos (além de candidato ao recorde de "Mais longo e ensurdecedor grito de todos os tempos do Rock - GILLAN, IAN. Strange Kind of Woman, 1972").

Apesar disso, o Purple já fez muitas outras apresentações memoráveis. Uma delas aconteceu em 1974, no festival California Jam, já com a MK III consolidada. Esse showzaço é uma grande referência do Deep Purple quando se fala de performance, uma das melhores (Blackmore tá quebrando tudo, literalmente, mas um dia conto isso em alguma daquelas postagens de histórias do Rock). 

Bom, sem mais papo, vou deixar pra vocês o show completo.



sábado, 24 de março de 2012

Shows Históricos #3 : Queen no Live Aid

Bom, não são poucos os shows históricos que o Queen estava presente... mas esse tem algo de especial, como pode um show ser tão pequeno e ao mesmo tempo tão histórico?
Pois então, como dito no Days Of Our Lives, documentário do Queen, a banda andava meio por baixo em 1984. Depois do sucesso estrondoso do The Game (1980), mas os fiascos do Flash Gordon OST (1980) e Hot Space (1982 - não é um disco ruim ao vivo, mas foi mal produzido) EM SEQUÊNCIA, o Queen resolveu dar um tempo. Nessa época surgiram alguns discos solo de Roger Taylor, o Star Fleet Project, de Brian May e Eddie Van Halen, e o Mr. Bad Guy, do Freddie Mercury. Em 1984 a banda resolveu voltar pra estúdio pra ver o que dava. Constantes brigas e várias "saídas da banda" pelos 4 membros. O Queen parecia cada vez mais perto do fim. Com apenas um sucesso recente (Radio Gaga - single lançado antes do The Works em si), andava fazendo alguns shows, inclusive um em playback (festival de Sanremo - porém contra a vontade da banda), surge a oportunidade de alavancar as vendas do disco - agora já lançado - e voltar pros holofotes: duas datas no Rock In Rio e um show no Live Aid.
E o Queen aproveitou bem essas duas oportunidades. A primeira entrou pra história do festival brasileiro, já a segunda... é considerada simplesmente a maior performance da história do Rock. E faz jus a essa definição: Queen tocando muito como sempre, sem os limitadores de som que tinha pras outras bandas, e com Freddie Mercury fazendo TODOS os agudos das músicas do The Works (exceto Hammer To Fall, mas ele nunca fez exatamente igual ao vivo). Após o show mesmo, Freddie Mercury e Brian May ainda retornariam para um dos números do fechamento do festival, tocando Is This The World We Created...?
Enfim, show absolutamente histórico, vale a pena conferir.

sexta-feira, 9 de março de 2012

Shows Históricos #2 : Led Zeppelin na Rádio Dinamarquesa

O ano era 1969. Uma certa rádio dinamarquesa resolveu chamar uma banda para se apresentar em 17 de março. Pois é, essa banda era nada menos que o Led Zeppelin. Um show extremamente simples, em preto e branco, com uma plateia de não mais que 50 pessoas, todas SENTADAS no chão...
John Bonham, Jimmy Page, John Paul Jones e Robert Plant no auge, logo no começo, livres de drogas.Uma curiosidade interessante é que Jimmy Page usa uma Telecaster nesse show, bem como no primeiro disco.
Enfim, sem mais palavras, show valiosíssimo, que segue abaixo pra galera.



segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Shows Históricos #1 : Pink Floyd no Live 8

E aí galera, tudo beleza? Resolvi fazer mais um temático pro blog, onde eu vou trazer shows que entraram pra história do Rock, acho que é bem interessante para as pessoas conhecerem mais sobre alguns desses shows.
Abraço da banda no fim do show, imagem mais marcante do evento
E pra começar a série, escolhi nada mais nada menos que o último show do Pink Floyd com os 4 membros da formação clássica vivos.
Todas as conversações para a reunião começaram em 2004, um ano antes, quando Bob Geldof, organizador do Live 8, conversou com Nick Mason sobre essa possibilidade. Geldof então contatou Gilmour, que recusou a oferta. Então ele tentou, por meio de Mason, convencer Gilmour a se apresentar. Mason recusou fazer isso, mas contatou Waters, que de cara aceitou. Semanas depois, Waters conversou com Gilmour a possibilidade da apresentação (a primeira conversa que tinham de novo em 2 anos) e Gilmour acabou aceitando. Depois Wright foi chamado e imediatamente aceitou. 
Fora algumas desavenças entre o estilo de tocar as músicas, foi tudo relativamente amigável, organizaram o setlist ainda no hotel, 4 músicas : Speak To Me/Breathe/Breathe (reprise) , Money, Wish You Were Here e Comfortably Numb. É um show absolutamente histórico, o último registro dos 4 ao vivo pra sempre (Wright infelizmente morreu de câncer em 2008). Então deixarei pra vocês conferirem também: