Stadium Arcadium é o nono disco de estúdio do Red Hot Chili Peppers. Lançado em 2006, é um CD duplo que possui aproximadamente duas horas de duração, sendo o último trabalho da banda (pelo menos por enquanto) com John Frusciante, que sairia do Chili Peppers em 2009, após a volta das "férias", tiradas logo depois da turnê do disco.
Para compensar a capa, meio sem graça, o disco tem umas texturas instrumentais bem interessantes, um dos trabalhos mais calcados em riffs, solos e ideias de Frusciante, que está acima da média nesse disco, fazendo frente ao Flea, o que é realmente raro. Além disso, após ouvi-lo todo, percebi que o disco possui algumas harmonias vocais, principalmente nos refrões, que não é comum no Red Hot.
DISCO 1: JUPITER
Apesar de conter os maiores sucessos do disco, singles e tal, acho inferior ao segundo disco, apesar de também ser ótimo. Um erro que o Red Hot comete desde o lançamento do Californication, é colocar geralmente as 7 melhores músicas logo de cara, o que faz com que outras boas canções, que ficam no final do disco, sejam desvalorizadas.
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Imagem do encarte do disco |
Quanto às músicas, Jupiter começa logo de cara com o maior hit deles dos últimos anos,
Dani California, aliás, som completamente "praia", mostrando a que veio. Logo em seguida, vem
Snow ((Hey Oh)), que não é nem balada, nem muito pesada, um meio termo. Apesar de ter uma construção e uma melodia interessantes, é uma música um pouco repetitiva nos últimos minutos, seria melhor se tivesse 4:30, como a versão do clipe, em vez de 5:30.
A terceira música é Charlie, tocada no RIR esse ano. Tem um baixo interessante, os contratempos entre bateria e guitarra são bem legais, mas o destaque mesmo é o refrão. Após Charlie, vem Stadium Arcadium, a faixa-título do disco, essa sim, bem melódica, puxada para o lado da balada. É mais desconhecida, porém é uma ótima música, superior a Charlie.
A próxima provavelmente todos conhecem. Como já vi em um cometário no Youtube, "não tem como não fazer pelo menos uma cara de retardado ouvindo esse refrão." Também, pudera... "Hump De Bump, Doop Bodu / Bump De Hump, Doop Bop...". A melodia retardadamente incrível de
Hump De Bump é completamente cativante e viciante, é uma música diferenciada.
A sexta música, She's Only 18 me lembra bastante a faixa-título de Blood Sugar Sex Magik, inclusive no seu andamento. Além disso, tem um baixo bem proeminente. Slow Cheetah, a música seguinte, é bem melódica, mais puxada pra balada, como Stadium Arcadium.
Das oito primeiras, Torture Me é a mais fraca. A sucessora de Slow Cheetah é legalzinha, mas é bem barulhenta, tem vocais meio chatinhos e enjoa fácil. Destaque (sempre) para o "baixo que fala" do Flea e o solo de Frusciante... Strip My Mind, a nona música, não é a melhor de todas, mas tem um andamento cadenciado bem legal e uma melodia de nóia total.
A música segunite, Especially In Michigan, merece destaque. Aliás, é a surpresa positiva do primeiro disco, é do nível dos hits, porém como está entre as últimas, desconhecidas, não é exceção.
Bem funkeada, no melhor estilo Red Hot das antigas, vem Warlocks, onde mais uma vez o baixo do Flea "fala" com quem está ouvindo o disco. C'mon Girl, a música seguinte, tem o andamento de Parallel Universe, com um baixo bem pronunciado. Ótima também. Wet Sand é uma música meio encheção de linguiça. Não é ruim, mas não é criativa. Audível, eu diria. E para fechar o ótimo primeiro disco, uma música meio "praia" também, Hey.
Jupiter, um disco com mais altos que baixos, apesar de não manter o nível na segunda metade, em relação á primeira (até uma covardia, diga-se de passagem), pode ser ouvido inteiro sem ressalvas. Pra mim, nota 8,5.