quinta-feira, 12 de setembro de 2013

Black Sabbath em Porto Alegre... e o setlist?

Bom, a expectativa é muito grande, afinal, faziam 35 anos que o Sabbath não tinha o Ozzy nos vocais. Infelizmente Bill Ward se recusou a fazer parte da turnê, pois segundo o próprio e, mais recentemente, Tony Iommi, houve divergência financeira. Ward alegou que tavam sacaneando ele no contrato, então ele preferiu ficar de fora.

Até agora, foram pouco mais de 30 shows, considerando os de 2012 e os de 2013 antes do lançamento do 13. O Sabbath tá tocando sempre o mesmo setlist nos shows, talvez mude alguma coisa porque esses shows no Brasil pertencem a outra perna da turnê. Mas enfim, o que esperar pra Porto Alegre?

Como o Sabbath encerrou uma perna da turnê agora, e só volta a tocar em Outubro, acredito que eles vão estar descansados e que o show vai ser tranquilo. Porto Alegre é o terceiro show da próxima perna. Quanto ao setlist, não posso garantir nada, mas eu tiro as minhas impressões sobre o que eles tão apresentando atualmente.

War Pigs - Clássico, é indispensável num show do Sabbath. Perfeita pra abrir o show.

Into the Void - É uma boa música, mas acho que um clássico como Sweet Leaf, do mesmo disco, não poderia ficar de fora do show. Talvez trocasse uma pela outra.

Under The Sun/Every Day Comes And Goes - Com certeza tem coisa melhor do Vol. 4, ou até de outros discos, que poderia estar no lugar dessa música, principalmente Loner, do disco novo, Supernaut, A National Acrobat, Sabbath Bloody Sabbath... as opções são muitas.

Snowblind - Ao contrário da anterior, é a melhor música do Vol. 4 e uma das melhores da carreira do Sabbath. Merece estar no setlist.

Age Of Reason - Uma das novas, é das melhores do 13. É justo que esteja no setlist, mas acho que eles poderiam revezar ela com Methademic, que parou de ser tocada no meio da turnê, e Loner, caso essa não entrasse no lugar de Under The Sun.

Black Sabbath - Dispensa maiores comentários.

Behind The Wall Of Sleep - Das melhores do debut da banda. Não vejo outras opções do mesmo disco que se encaixem aqui, talvez Evil Woman ou The Wizard. Mas entre elas e Behind The Wall Of Sleep, fico com a última.

N.I.B. - Dispensa maiores comentários [2]

End Of The Beginning - Junto com God Is Dead?, os grandes destaques do disco. Merece seu lugar no setlist.

Fairies Wear Boots - Na minha opinião, a melhor música do Paranoid, cheia de trocas de tempo e riffs sensacionais. Se tem uma música do Sabbath que eu faço questão de ver ao vivo, é essa.

Rat Salad - Um instrumental bem jazzístico, boa escolha porque tem o solo de bateria no final, e a "música" seguinte do show é o solo de bateria do Tommy Cluefetos.

Iron Man - Dispensa maiores comentários [3]

God Is Dead? - Maior hit do disco novo, merece seu lugar no show também.

Dirty Women - Não sei se eu faria essa escolha, ainda mais no final do show, mas acredito que eles fizeram mais pra incluir algo do Technical Ecstasy no show, e a melhorzinha do disco é essa.

Children Of The Grave - Não é das mais conhecidas do Sabbath, mas pra fechar o set é uma boa escolha. Pesada, com trocas de tempo, uma bela letra do Ozzy.

Paranoid - O bis não poderia ser outro, pra fechar uma noite perfeita.


Músicas que eles chegaram a tocar no começo da turnê, mas abandonaram:

Methademic - Tocaram ela 7 vezes. Acho que seria uma boa escolha pra rodar entre as músicas do 13 que são tocadas nos shows.

Electric Funeral - Tocaram ela 7 vezes também. Não sei se teria lugar substituindo outra do Paranoid, mas com certeza no lugar de Dirty Women ou de Under The Sun ela poderia entrar.

The Wizard - Foi tocada 3 vezes. É mais um blues com umas pitadas de jazz, no estilo do Led Zeppelin, poderia entrar no set também.

Sweet Leaf - Foi tocada 3 vezes também. É pena que tenham deixado ela de fora, ela merecia um lugar no show.

Tomorrow's Dream - Foi tocada 2 vezes. Merecia estar no lugar de Under The Sun, com certeza.

Wheels Of Confusion - Foi tocada apenas uma vez. É um dos clássicos do Vol. 4, acho que se encaixa no mesmo caso de Tomorrow's Dream.

Loner - Foi tocada uma vez. Poderia revezar com as 3 do 13 que são tocadas no show.

Symptom Of The Universe - Foi tocada em todos os shows antes do lançamento do 13, depois caiu fora. É um sonzasso, poderia estar no setlist sem tirar o lugar de nenhuma outra.

Além dessas, algumas músicas que eu senti muita falta no set foram, principalmente Sabbath Bloody Sabbath e Killing Yourself To Live. Outras que na minha opinião poderiam ser tocadas são A National Acrobat, Sabbra Cadabra e Supernaut. Changes eu acredito que não cairia muito bem.

Bom, acho que é isso. Agora é esperar esses 20 e poucos dias. A expectativa é grande, e tenho certeza que os velhos não vão decepcionar e vão fazer um puta show.





terça-feira, 10 de setembro de 2013

Os 45 anos do Shades Of Deep Purple e os 20 do The Battle Rages On (2ª Parte)

Demorou, mas saiu. Como fazia tempo que eu não ouvia o Battle, pra fazer essa segunda parte eu preferi ouvir ele antes, pra tirar as minhas impressões.

Lançado em Julho de 1993, há pouco mais de um mês, o The Battle Rages On completou 20 anos. E, apesar de não ter o mesmo impacto do disco de estreia, que lançou o Deep Purple no mundo da música há 45 anos atrás, também é um disco histórico, assim como o Come Hell Or High Water, registrado na turnê do mesmo, por se tratarem dos últimos registros (de estúdio e oficial ao vivo, respectivamente) do Deep Purple com Ritchie Blackmore.

Pesado, tanto no instrumental como nas letras, o disco tem seus momentos. Não é nada comparável à MK II do Purple na década de 70, que gravou clássicos como Fireball, In Rock e Machine Head, e até mesmo a reunião dessa formação, que gravou Perfect Strangers. Pra dizer a verdade, dos discos com Gillan e Blackmore juntos, só não é mais fraco que o pseudo-new-wave-que-deu-errado The House Of Blue Light. Ainda assim, tem grandes músicas.

A faixa título, que abre o disco, foi tocada até um ou dois anos atrás, nos shows do Purple. Eu vi ela ao vivo em 2009, e os velhos ainda mandam tri bem nela. Ela tem uma abordagem diferente do Deep Purple clássico com o Blackmore, mesmo a banda estando com ele no disco. Ficou meio confuso, mas posso esclarecer. Por parte do Gillan, essa música já soa mais como o Deep Purple com o Morse, parece uma música do Purpendicular, só que mais pesada. Os vocais lembram bastante. Lick It Up, segunda música do disco (não, não é aquela farofa do Kiss que tem o mesmo nome xD) tem um riff mais funkeado na guitarra, coisa que o Blackmore aprendeu com o tempo. Apesar da letra falar de mulher e esse tipo de coisa, é algo um pouco mais intelectual, tem umas metáforas e tal. Boa música, mas nada demais.

Anya tem um começo interessantíssimo. Nela, Blackmore acaba mostrando o que viria a fazer posteriormente, com o Blackmore's Night, a introdução tem muito dessa mistura que é o grupo novo dele e da patroa Candice Night, uma espécie de folk/erudito/celta, mas com o peso do Deep Purple, o que é um puta diferencial. Sem dúvida é um destaque do disco, ótima música, saindo da mesmice. Talk About Love é a quarta música. Também é uma boa música, tem um interessante começo, intrincado e com uma bateria nada linear, depois cai no padrão do disco.

Com um andamento e uma progressão que lembram as músicas do Kiss, Time To Kill é uma boa música, mas nada demais. O principal problema do Battle é a duração das músicas. Umas musiquinhas mais ou menos tem uns 5 minutos e meio, 6 minutos, quando deveriam ter, no máximo, uns 4 e meio. Mas ela tem um refrão cativante, só que ele fica INCRIVELMENTE CHATO nos últimos 2 minutos, onde ele repete umas 2385298347593489689034 vezes.

O último grande destaque do disco é Ramshackle Man. Ela ainda tem um pouco do Deep Purple mais clássico, lembra o material do Perfect Strangers. Ela tem o balanço, o feeling, e nela ninguém tá apagado, como o Glover aparece no resto das músicas. Impressionante como o Glover se acomodou nas palhas, ele nunca foi um virtuose nem nada (até porque é algo difícil numa banda como o Purple), mas ele sempre fez umas linhas legais. Aqui ele tá parecendo o baixista do AC/DC (com todo o respeito, mas o Cliff Williams é um bosta).

Depois de Ramshackle Man, vem uma sequência de quatro musiquinhas bem meia bomba, com muito boa vontade, boas. A Twist In The Tale lembra mais algo do fraco Slaves And Masters, esquecível. Nasty Piece Of Work não é bem o sinônimo do título. Longe de ser uma bela peça, é no máximo uma boa peça, com o andamento cadenciado e mais uma boa linha de Glover, rara nesse disco.

O encerramento do disco tem Solitaire e One Man's Meat. A primeira lembra um pouco Vincent Price, presente no último lançamento, Now What?!. Meio sinistra, com duas vozes de Gillan. Ainda assim, é no máximo uma boa música. A segunda, é um peso que lembra mais o Rainbow. Boa música, a melhor das últimas quatro.

No overall, The Battle Rages On seria um ótimo disco do Rainbow, por exemplo, mas não é digno pra um último registro do Purple com o Blackmore. Parece que foi feito nas coxas, visando mais as individualidades do que o geral. O resultado são músicas cheias de solos extras, desnecessários, nos finais das músicas, o que as levam a ter uma duração maçante. Fora isso, como eu disse, o disco tem seus momentos, tem até alguns clássicos. Por sorte, a (infelizmente) saturada MK II e sua batalha de egos deu lugar à MK VII, com Steve Morse, que seu sangue novo à banda, fazendo o melhor disco desde o Perfect Strangers: o Purpendicular.

Ainda assim, o Battle é histórico e vai ficar marcado pra sempre como o último registro com o Blackmore. Só por isso, já merece estar aqui. Leva nota 6,5.



segunda-feira, 9 de setembro de 2013

Utilidade pública pros fãs de RHCP

Pessoal, pra quem não sabe, um canal do Youtube, RHCPtv6, que posta músicas ao vivo do RHCP na turnê do I'm With You (que eles tavam disponibilizando pra compra, eles compram e colocam no Youtube), teve uma ideia, juntamente com outro canal, pra conseguir material de qualidade, soundboard e tal, de outras turnês.

Eles organizaram uma petição pra solicitar pra Warner o lançamento desse material (da turnê do Californication e anteriores). Pra quem quiser assinar a petição, só ir nesse site abaixo. O vídeo também está aqui embaixo pra quem quiser entender melhor o que se trata. Eles precisam de pelo menos 5.000 assinaturas, faltam mais ou menos umas 800.

http://www.youtube.com/watch?v=-DJiH_uBDcA
http://www.youtube.com/watch?v=F9Bl6EjLmdI

Site da petição:

http://www.change.org/en-GB/petitions/warner-music-group-release-all-soundboard-recordings-from-previous-red-hot-chili-peppers-tours

quinta-feira, 5 de setembro de 2013

Parabéns ao Ilustríssimo: Freddie Mercury


Confere, produção? É o primeiro a participar em 3 anos da postagem de aniversário? Bom, então vamos lá... achei que pudesse faltar coisa pra falar, mas histórias sobre o Freddie é o que mais tem por aí. Hoje eu vou seguir a linha das postagens de aniversário esse ano. Em 2011 eu falei da vida do Freddie. Em 2012, algumas curiosidades. Esse ano é a vez dos discos solo.

Freddie lançou dois discos solo em sua carreira: Mr. Bad Guy, em 1985, e Barcelona, em 1988, um disco de ópera pop com a participação de Montserrat Caballe. Além disso, tem o The Great Pretender, lançado em 1987, uma coletânea com a faixa título inédita, uma grande releitura da música do The Platters.

Muito cara de "que interessante, conta mais" nessa foto xD
O Mr. Bad Guy foi bem criticado até, na época do lançamento. O principal problema dele é o mesmo problema do Hot Space: o Freddie foi com sede ao pote, em relação à eletrônica. Se fosse um disco com um pouco de guitarra, melhor arranjado, seria um puta disco. Tanto que o Queen "arrumou" 3 músicas do disco: I Was Born To Love You, Made In Heaven, ambas lançadas no póstumo Made In Heaven, e Living On My Own, que ganhou um arranjo mais "cheio", sem perder o dance. Essa última foi lançada no caça níqueis na coletânea Greatest Hits III, que na verdade tinha algumas músicas ao vivo, muitas músicas solo de Freddie e Brian May e apenas meia dúzia de músicas que realmente mereciam estar lá.

Outras músicas do disco, como Mr. Bad Guy, My Love Is Dangerous e Foolin' Around foram remixadas para lançamentos póstumos de Freddie, como o The Freddie Mercury Album. E, como de costume, ficaram muito melhores que a versão original. Completam o tracklist do disco a regular Let's Turn It On, as fracas Your Kind Of Lover e Man Made Paradise, a boa There Must Be More to Life Than This e outra música mais ou menos, Love Me Like There's No Tomorrow. Vou até colocar as duas versões das músicas citadas pra vocês compararem.

O outro disco, Barcelona, tem uma abordagem completamente diferente. Freddie sempre teve a vontade de cantar com Montserrat, que fosse uma música, mas ela fez questão de gravar um disco inteiro com ele. Apesar de ópera, nessa versão mais pop, não ser dos estilos que eu mais curto, é inegável reconhecer a beleza e a qualidade desse trabalho, que conta com clássicos como Barcelona e How Can I Go On, onde John Deacon tocou baixo, inclusive.

Além disso, vou deixar aqui embaixo alguns vídeos de erros ao vivo do Queen, achei bem interessante alguns, e outro vídeo com os maiores graves e agudos de Freddie no Queen,

LONG LIVE TO QUEEN!!! FREDDIE FOREVER!!! HAPPY BIRTHDAY!!!




segunda-feira, 2 de setembro de 2013

Top 5 Nata do Rock: Agosto

Mais um mês se foi. Estamos chegando perto do fim do ano.... e novamente Agosto foi o melhor mês desde aquele Janeiro com 2076 visitas. Esse mês eu tava em dúvidas se superaria Julho. Mas superou, por uma diferença bem pequena: 1306 em Julho e 1313 em Agosto.

Quanto as postagens, o top 5 ficou assim:

5 - Notícia: Lemmy dando cagaço em geral - 17 views

A notícia da saída prematura do Motörhead do palco do Wacken Open Air, no último dia 2, preocupou os fãs. Realmente Lemmy não tá com a saúde tão em dia, mas ainda assim foi só um susto.

4 - Os 40 anos do Queen - 29 views

Segundo mês que essa postagem aparece no top 5. Depois da resenha do Now What?!, de abril, e que já chegou em 175 views, esse é o maior sucesso recente do blog, já soma 112 views. Pra quem não viu, vale a pena dar uma conferida.

3 - Os 45 anos do Shades Of Deep Purple e os 20 do The Battle Rages On - 31 views

Sim, estou devendo a segunda parte, sobre o Battle. Acho que essa semana sai. A primeira parte, sobre os 45 anos do debut do Purple, disco histórico, fez bastante sucesso, ficando com o bronze.

2 - Chad Smith In Conversation #1: Tima Weymouth e Chris Frantz - 31 views

Essa postagem sobre os papos do Chad, bem interessantes, diga-se de passagem, com o casal 20 do Talking Heads rendeu também. Nos próximos dias eu posto a primeira parte da conversa com o Alex Lifeson.

1 - Nata do Rock apresenta: ZZ Top (Parte 1) - 47 views

É, to achando que essa postagem é a nova versão daquela de aniversário do Elvis e do Jimmy Page. Mais uma vez ela foi a primeira colocada. No top 10 geral, ela já aparece na terceira posição.

Bom, é isso. Espero que Setembro supere a meta, assim como nos outros meses. Valeu!