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sexta-feira, 16 de maio de 2014

Especial Titãs #8 - Quinta Underground #23: Titãs (2ª Parte)

Prometi que não faria mais isso de postar um Quinta Underground na sexta, mas sempre tem que ter um bug, puta que pariu também. Troço chato.

Bom, continuando... essa é a última postagem do especial dos Titãs, que fez bastante sucesso até, especialmente a primeira postagem e a resenha do Nheengatu, que já são as duas mais vistas de Maio. E, na real, era pra resenha ser a última postagem do especial, mas não consegui fazer todo o Quinta Underground semana passada. Mas chega de enrolação e vamos terminar logo o especial.

O Fácil É o Certo, Filantrópico, Cabeça, Eu Vezes Eu, Flat-Cemitério-Apartamento, Não é Por Não Falar e Se Você Está Aqui (1991 - Tudo Ao Mesmo Tempo Agora)

Saia de Mim foi o único sucesso. Já Obrigado e Clitóris, as únicas que foram tocadas posteriormente. Eu Não Sei Fazer Música, foi recuperada muitos anos depois e voltou pros setlists. Agora, cantada por Miklos, ganhou até mesmo um cover de Maria Bethânia. Somamos a elas a fraca Uma Coisa de Cada Vez e a terrível Isso Para Mim É Perfume, temos as músicas que não fazem parte das "injustiçadas".
Fora a mixagem irregular e a simplicidade exagerada de algumas músicas (a contribuição das dorgas pro disco), Tudo Ao Mesmo Tempo Agora tem músicas boas, mas foi ofuscado pela crítica, que só olhou pras letras mais "podres" do disco.



O Fácil É o Certo - Como disse na postagem sobre a carreira deles, Sérgio, que nesse disco fez as melhores letras, retirou esse provérbio dos ensinamentos de Chung Tsu, pensador chinês do Século III a.C. Aposto que se fosse o Renato Russo fazendo essa citação, pagariam o maior pau, mas a música é dos Titãs.

Filantrópico - Uma boa oportunidade de conferir o vocal do Branco antes que a falta de fôlego pegasse ele. A letra é sobre as obrigações éticas e morais do ser humano de ser generoso e altruísta com os outros, em detrimento de sua própria paz de espírito. Como diz ele na música, "acumulando raiva e rancor".

Cabeça - Um bom instrumental, com um show à parte de Charles na batera, e na letra resta a dúvida... de qual cabeça Miklos está falando? Depois de analisar melhor a letra, concluí que pode não ser a de baixo, como se pensa.

Eu Vezes Eu - Um instrumental pesado, mas mais limpo que os outros do disco. Mais uma letra de Sérgio, um pouco mais reflexiva e filosófica.

Flat-Cemitério-Apartamento - Mais uma das tantas brincadeiras de Branco com as contradições.

Não É Por Não Falar - Apesar do teclado bem estranho, é uma boa música. A letra aqui soa mais como um jogo de palavras do que qualquer outra coisa.

Se Você Está Aqui - Sinceramente, Nando não fez uma letra que prestasse nesse disco. Mas o instrumental dela é um dos melhores do disco. Acho que só perde pra Saia de Mim.

Disneylândia, Estados Alterados da Mente, Agonizando, Fazer O Quê?, Tempo Pra Gastar, Dissertação do Papa Sobre O Crime Seguida de Orgia.

Titanomaquia tem muitas músicas boas e pesadas. Difícil escolher as que se destacam, porque o disco tem uma unidade muito grande. Só o que sei é que as que foram tocadas recentemente não entram, porque não são injustiçadas.

Disneylândia - Titãs falando de globalização antes de aparecer em qualquer sitezinho por aí. Caiu no ENEM do ano passado, e é uma das preferidas dos professores de Sociologia para debater o tema da globalização.

Estados Alterados da Mente - Coisas do Branco. Mas o instrumental é muito foda.

Agonizando - A música mais metal dos Titãs. Nunca mais eles vão fazer algo tão pesado quanto isso. Beira o grindcore.

Fazer O Quê? - Depois de uma introdução que parece mais uma sonoplastia, daquelas cenas dramáticas de filme, tipo a Marcha Imperial, mais peso.

Tempo Pra Gastar - Apesar de pesada, ela soa até um pouco funkeada, mais leve que as outras do disco.

Dissertação do Papa Sobre O Crime Seguida de Orgia -  Ao melhor estilo Disneylândia, Violência, entre outras, Branco narra aqui várias situações de crime, assassinato, violência, etc.

Tudo em Dia, Eu Não Vou Dizer Nada (Além do Que Estou Dizendo), O Caroço da Cabeça, Qualquer Negócio

É muito difícil encontrar músicas realmente injustiçadas no Domingo. Fora os sucessos, o disco é composto em sua maioria por músicas medianas. Bem medianas, por sinal. Esse disco me soa como um Chinese Democracy dos Titãs. Faltou criatividade, sobrou produção e o resultado não foi nem perto do que foi o Titanomaquia. Ainda assim, temos umas joias no meio.

Tudo Em Dia - Contribuição de Arnaldo. Não poderia deixar de ser uma música foda.

Eu Não Vou Dizer Nada (Além do Que Estou Dizendo) - A leveza que faltou nos discos anteriores. Mesmo o disco todo sendo uma porrada, falta uma musiquinha no meio, que seja um pouco mais funkeada, pra dar um tempo na loucura. Tipo Canalha, no Nheengatu.

O Caroço Da Cabeça - Cantada por Nando, tem o toque Paralamas do Sucesso que veio junto com a participação de Herbert Vianna na música.

Qualquer Negócio - Formada por conhecidas frases do comércio e da vida em geral, como "o que os olhos não veem, o coração não sente". É uma reflexão interessante. Ahh, Branco, como sempre, entra no meio e narra umas bostas. Branco também cita algumas frases da música no início do clipe de Isso.

Bônus - Vamos Ao Trabalho e Cuidado Com Você

Sinceramente, os discos que vieram depois são tão fracos que vale a pena somente separar as músicas que prestam e colocar como um bônus. E esses são os únicos dois lampejos de "Titãs das antigas" que vi no A Melhor Banda de Todos Os Tempos da Última Semana. Aliás, Vamos Ao Trabalho é um baita bote, porque o disco começa com ela, e quando parece que a coisa vai pegar preço, vem a faixa título, que é boa, mas muuuuito popzinha. E aí só vai ladeira abaixo. E pra fechar o disco, Cuidado Com Você ainda dá uma levantada na coisa, talvez até dando uma esperança pro próximo disco. E aí vem o Como Estão Vocês?, pra enterrar de vez as esperanças. Ainda bem que com o Nheengatu, a banda vai recuperar seu respeito perdido na estrada.

quinta-feira, 8 de maio de 2014

Especial Titãs #4 - Quinta Underground #22: Titãs (1ª Parte)

E o nosso especial segue, agora com um velho conhecido do blog, que anda adormecido. Como todas as bandas, o Titãs também é uma banda que tem ótimas músicas pouco lembradas. Como a história da carreira completa da banda vocês podem encontrar nas três postagens anteriores, vou direto ao ponto.

Babi Índio e Balada Para John e Yoko (1984 - Titãs)

Confesso que escolher músicas boas desconhecidas do debut da banda não é tarefa fácil. Nem o arranjo das conhecidas era decente. Todos sabem que as versões de sucesso de Marvin, Sonífera Ilha, Go Back, Toda Cor e Querem Meu Sangue são as que vieram depois, com um maior amadurecimento musical da banda. Mas tem duas músicas que até podem soar bobas, mas são legaizinhas.

Babí Índio - Mais ou menos grudenta. Além disso, Branco manda bem aqui.

Balada Para John e Yoko - A letra é uma bosta, mas vale pelo instrumental, bem fiel à original.

Pavimentação, Tudo Vai Passar, O Homem Cinza e Autonomia (1985 - Televisão)

Já aqui é mais fácil de falar alguma coisa. A banda mostrou uma bela evolução no seu segundo disco, ainda que não tivesse atingido um ponto máximo (e que pra mim também não aconteceu no Cabeça Dinossauro. A banda só ficou craque mesmo nos arranjos a partir do Jesus Não Tem Dentes). Além disso, muitas músicas desse disco ficaram paradas no tempo, ou foram tocadas até poucos anos depois do lançamento e esquecidas.

Pavimentação - Um bom exemplo do que eu disse antes. Não foi lançada em single, mas foi tocada até início dos anos 90. Hoje em dia, ninguém lembra dela. Injustiça. Já a TERRÍVEL Dona Nenê eles andaram tocando até ano passado.

Tudo Vai Passar - Pela letra, uma baladinha. Pelo instrumental, um rockzinho. Bem legalzinho.

O Homem Cinza - Uma das melhores músicas dos Titãs. Queria que o Nando tivesse tocado ela no show que ele fez aqui em Porto Alegre. Acredito que sequer tenha sido tocada ao vivo, o que é um crime. Tem uma divertida letra e um arranjo sensacional.

Autonomia - Um riff decididamente punk. A letra, sobre o dilema entre jovens, pais e a autonomia. E, de brinde, um Miklos com voz de Sérgio Britto, o que acontece às vezes em estúdio, de ambos os lados.

A Face do Destruidor, Tô Cansado e Dívidas (1986 - Cabeça Dinossauro)

É realmente difícil encontrar músicas desconhecidas num disco tocado à exaustão, por isso peguei as que foram menos tocadas até hoje ao vivo.

A Face do Destruidor - Mais como uma brincadeira mesmo, onde experimentaram uns efeitos de reverter a track instrumental e etc. Até era tocada nos anos 90 com um arranjo mais "normal", mas na turnê de 25 anos do Cabeça, eles tocaram ela como tem que ser.

Tô Cansado - Uma das três músicas do Branco no disco. Duas estão aqui, e a outra é a faixa título. Difícil entender porque não gosto tanto assim dele?

Dívidas - Pelos dados no setlist.fm, muito provavelmente ela foi pouco tocada na época do lançamento do disco e foi mais lembrada agora, quando eles tocaram o disco na íntegra. É uma boa música, é meio que um ska. Tipicamente paulista, falando de economia :D

Corações e Mentes, Infelizmente, Mentiras e Armas Pra Lutar (1987 - Jesus Não Tem Dentes no País dos Banguelas)

Tão difícil quanto escolher as do Cabeça é escolher as desse disco. Fora os quatro hits, o resto do disco se divide em músicas que soam mais como vinhetas quase sem letra (pra quem não é fã soa como uma encheção de linguiça do caralho), e outras mais, digamos, "normais".

Corações e Mentes - Uma música que já existia antes do disco ser lançado. Era tocada na turnê do Cabeça Dinossauro e, inexplicavelmente, saiu do setlist depois do lançamento do Jesus. Com um ótimo andamento, cheia de efeitos eletrônicos, mas soando natural. Seria épico ver ela ao vivo hoje em dia.

Infelizmente - Aqui temos um exemplo das "músicas vinheta". Nando reis segura praticamente duas notas em toda a música, que dura apenas um minuto e meio. A história que Sérgio canta durante ela, porém, é interessante.

Mentiras - Cantada por Sérgio, e não por Miklos, como pensava antigamente, curta, mas pesada.

Armas Pra Lutar - Branco quase cuspindo os pulmões pra fora nessa música. Nem fudendo que eles tocam ela hoje em dia, ele não tem mais fôlego pra cantar assim.

Miséria, Racio Símio, O Camelo e o Dromedário, Palavras, Medo, Faculdade e Deus e o Diabo (1989 - Õ Blésq Blom)

Esse disco sofre do caso muito comum de uma ou duas músicas serem hits tão grandes que o resto fica ofuscado. Eu até não ia incluir Miséria aqui, por ter sido single e estar em evidência na época do acústico, mas aí eu parei pra pensar e... bom, já faz tempo pra cacete desde o acústico. Já 32 Dentes eu deixei de fora porque eles andaram tocando ela na turnê do Inédito.

Miséria - Uma Diversão aprimorada. Com letra forte, o jogo de "ping-pong" dos sintetizadores de bateria entre os lados do falante são cativantes. Os teclados, idem. Acredito que esse seja o disco mais inteligente dos Titãs em relação a letra. A parceria definitiva entre Titãs e Liminha.

Racio Símio - Cantada por Nando Reis, mostra divertidas afirmações do dia-a-dia, como "é dos carecas que elas gostam mais", "a soma do quadrado dos catetos é o quadrado da hipotenusa" e "quem come prego sabe o cu que tem".

O Camelo e o Dromedário - Uma das músicas mais zuadas da banda. Cantada por Miklos. O baixo do Nando tá sensacional aqui.

Palavras - Um jogo de palavras sobre... palavras. Coisas do Sérgio.

Medo - Reta, rápida e berrada por Arnaldo. Dá uma sensação de velocidade e claustrofobia.

Faculdade - A outra música do disco cantada por Nando. Faz um divertido jogo de palavras com vocábulos tipo o do título da música.

Deus e o Diabo - Mais uma das "maluquices eletrônicas" da banda. O solo parece uma metralhadora espacial ou algo do tipo. Mas é muito foda.

Bom, era isso. Aliás, por hoje era isso. Prometi 4 e entreguei 3. É a vida :P mas não estaria certo se o Quinta Underground saísse na sexta mais uma vez.

quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

Quinta Underground #21: Jimi Hendrix (1ª Parte)

          Bom, primeiramente vou começar com meus motivos: 1 - Sou muito fã de Hendrix 2 - Esse negão é muito foda 3 - Notei que não tem muita coisa relacionada a ele aqui no blog e 4 - Muitas pessoas já pagam pau pra ele sem saber o que ele fez. Imaginem vocês se elas soubessem o que ele fez pelo rock.
          Agora, explicado meus motivos, vamos começar.

Are You Experienced - 1967

          Já disse isso no blog, mas vale a pena repetir que eu considero esse o melhor álbum de debut já lançado, e tem álbum bom pra caralho. Vamos citar alguns:
  • Creedence Clearwater Revival - 1968
  • Led Zeppelin I - 1969
  • Black Sabbath - 1970
  • Rush - 1974
  • Ritchie Blackmore´s Rainbow - 1975
  • e muitos mais maravilhosos
        Isso sem contar primeiros álbuns de mudança de formação como o In Rock da Mk II do Deep Purple, o Burn da Mk III do Deep Purple o Back in Black do AC/DC, e por ai vai. Tudo isso pra provar que esse álbum não é pouca merda.
        Enfim, falando agora realmente sobre o álbum houve significativas brigas sobre o repertório deste álbum e por consequência disto tivemos várias versões incluindo a presença de capas diferentes. Mas enfim, vamos às musicas:

Versão Britânica

Foxy Lady - Dispensa comentários. Clássico do álbum

Manic Depression - Uma das melhores do álbum, mas acabou ofuscada pelo resto. Vale a pena lembrar que o Chad Smith, batera do Red Hot, fez uma bateria inspirada nesta musica, pra Breaking The Girl, single do Blood Sugar Sex Magik.

Red House - Um dos melhores Bluses (não sei se Blues tem plural, mas vai assim) que já ouvi em minha vida. Infelizmente hoje o povo é muito limitado a Rock, não consegue se divergir a outros estilos como o Blues, o Jazz, o Funk, a Musica Clássica e muitos outros estilos que merecem tanta atenção quanto esse a qual o blog se dedica.

Can You See Me - Prova a pluralidade do disco, que passa por vários estilos. Aqui temos uma bela obra anos 60 que é apagada justamente por este fato ser algo que para a época é ultrapassado.

Love or Confusion - É bem interessante por ser única não consigo pensar em alguma musica para comparar nem modo de descrever. Pois ela começa em um tom meio Wind Cries Mary, mas logo que a bateria entra vemos que não é bem esta a proposta e, quando chegamos ao refrão então, sem descrições.

I Don't Live Today - Se tu não ouvir ela inteira, tu não vai entender o quão boa é esta musica, pois realmente o inicio dela é bem chatinha.

May This Be Love - A mais fraca. Sei que a série e de underground mas ela não underground é só chata.

Fire - Cover dessa musica é o que mais tem. Se tu não gosta da versão do Hendrix tem outras 10 de bandas como Red Hot, Rainbow, etc.

Third Stone From the Sun - Assim: pega tua erva, teu ácido, toma um porre bem grande, ou faz qualquer coisa que tu faz pra ficar doidão, porque esse é único jeito de tu ouvir essa musica.

Remember - Musica sensacional. Meio baladinha, mas sensacional.

Are You Experienced - Musica que dá nome ao álbum e para descrevê-la eu poderia simplesmente copiar a descrição da Third Stone From the Sun.


Musicas Extras

Hey Joe - Se tu nunca ouviu tu merece a morte.

Stone Free - No ano de lançamento foi febre, não considero grande coisa. Pra mim, sua grande importância foi a de inspirar o Blackmore a fazer Speed King.

Purple Haze - Comigo, por favor: Clássico.

51st Anniversary - Uma das mais legais do álbum. Infelizmente foi cortada em ambas as versões.

The Wind Cries Mary - Clássico, se tu não ouviu, não perde tempo: ouve agora.

Highway Chile - Outra musica muito boa. Outra que foi cortada das duas versões.


Versão Americana

  1. Purple Haze
  2. Manic Depression
  3. Hey Joe
  4. Love or Confusion
  5. May This Be Love
  6. I Don´t Live Today
  7. The Wind Cries Mary
  8. Fire
  9. Third Stone From the Sun
  10. Foxy Lady
  11. Are You Experienced
Extras

  • Stone Free
  • 51st Anniversary
  • Highway Chile
  • Can You See Me
  • Remember
  • Red House
        Era isso pessoal vou deixar sem gravura amanha as coloco. Amanha finalmente farei o Parabéns ao Ilustríssimo: Jimmy Page serio já ta ficando vergonhoso. Era isso falou.

quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

Quinta Underground #20: Red Hot Chili Peppers (4ª Parte)

Sim, finalmente, a quarta e última parte do Quinta Underground do Red Hot. Parecia que não ia sair nunca, mas hoje consegui fazer a postagem. Hoje eu vou falar sobre a banda pós 2002, já com muito sucesso novamente, quando lançou o Stadium Arcadium em 2006, último disco com o Frusciante, e o I'm With You em 2011, agora com o Josh Klinghoffer nas seis cordas.

Stadium Arcadium, Slow Cheetah, Especially In Michigan e Warlocks (2006 - Stadium Arcadium Jupiter)

Se por um lado, é difícil uma música de menos de 10 anos ser desconhecida, por outro o RHCP consegue fazer isso parecer fácil. Só lançar um CD duplo e ignorar algumas músicas ao vivo. Ainda que o Jupiter sofra menos desse mal, foi isso que o RHCP fez aqui. Enquanto Dani California, Snow ((Hey Oh)), Hump de Bump, Charlie e Tell Me Baby são temas conhecidos do grande público, se tornando clássicos, algumas músicas como C'mon Girl, Readymade e 21st Century ficaram pra trás, pois só foram tocadas na turnê do próprio Stadium. Outras foram bem recuperadas pela banda, como Wet Sand, Strip My Mind e Hey, ainda que pouco tocadas, ou então She's Only 18 e Hard To Concentrate, essa última que estreou apenas em 2011 na turnê do I'm With You. Ainda assim, tem músicas que até hoje não foram tocadas ao vivo, e são ótimas.
Ahh, pra quem não sabe, esse é o disco de mais sucesso da banda. Estreou na Billboard em primeiro, sendo o primeiro e único disco dos Peppers onde isso aconteceu, concorreu a 7 Grammys e, se não me engano, levou todos, inclusive o de Melhor Boxset, e Dani California é uma das três músicas na história a estrear em primeiro lugar no Alternative Chart da Billboard.

Fala sério... eles mereceram ganhar esse Grammy do Boxset
Stadium Arcadium - Uma das mais belas baladas da banda. Fácil de tocar na bateria e na guitarra, teve apenas um tease do Josh na turnê atual, na Rússia. De resto, só versões ao vivo de 2006 e 2007.

Slow Cheetah - Pega o que eu falei pra Stadium Arcadium e multiplica por 10. Essa é daquelas baladas tipo I Could Have Lied e My Friends, são coisas que o RHCP com o Hillel provavelmente nunca faria, e que com o Josh não são a mesma coisa. Tem o toque do Frusciante. É a única música do Jupiter que nunca teve sequer um tease ao vivo.

Especially In Michigan - Dando um tempo nas baladas, um tema mais funky. Talvez mais puxado pros tempos do Mother's Milk. Conta com a participação de Omar Rodriguez-Lopez, do The Mars Volta, na guitarra solo. Essa o AK deu uma palhinha em 2006, e o Josh e o Chad esse ano.

Warlocks - Ainda mais funky que a anterior, tem um baixo sensacional. Junto com She's Only 18, é a música de menor duração do disco.

She Looks To Me, Storm In A Teacup, We Believe, Turn It Again e Death Of A Martian (2006 - Stadium Arcadium Mars)

Se com Jupiter, onde quase todo o material foi tocado ao vivo, tem músicas esquecidas, aqui o caso é grave: das 14 músicas que formam o Mars, apenas CINCO foram tocadas ao vivo mais de uma vez: Desecration Smile, Tell Me Baby, 21st Century, Readymade e So Much I. De resto, Hard To Concentrate, como dito antes, só estreou em 2011, e a chatíssima If foi  tocada apenas uma vez por AK e Flea, enquanto John teve um ataque de pelanca e saiu do palco.
Ainda que as músicas aqui sejam tão boas quanto no Jupiter, talvez até melhores, certamente a banda preferiu colocar no segundo disco as de menor potencial comercial.

She Looks To Me - O principal empecilho dela, assim como da maioria das músicas do Stadium, é o excesso de tracks de guitarra. São casos em que, com uma guitarra só, o som fica vazio. E essa música ficaria extremamente sem graça assim, tipo This Velvet Glove.

Storm In A Teacup - Junto com Torture Me, uma das mais pesadas do disco. Daquelas pra se esfregar na cara de quem acha o RHCP "bandinha da MTV".

We Believe - Efeitos estranhos, guitarras "fora do tempo" e uma intrincada levada de bateria do Chad. Basicamente isso. Além de tudo, é a única música do Stadium que acaba em fade out (se sabe bem que o RHCP gosta mesmo de acabar afu as músicas).

Turn It Again - A música mais longa do disco. Seis minutos e seis segundos, onde mais de dois minutos é puro solo do Frusciante. Aliás, um dos melhores, mais rápidos e viscerais solos do frusça no Red Hot. Rola até uma fritação.

Death Of A Martian - A música dedicada à cadelinha do Flea, que morreu em 2005, tinha que estar aqui, é claro. Principalmente pela linha de baixo sensacional que ela tem. Além disso, o pegajoso refrão e a levada da bateria.

Pra quem não viu, em 2011 eu fiz resenhas sobre o Jupiter e o Mars. Quem quiser saber mais sobre os dois discos, só clicar nos links.

Annie Wants A Baby, Goodbye Hooray, Happiness Loves Company e Police Station (2011 - I'm With You)

Difícil pensar em músicas esquecidas em um disco de 2 anos atrás, então segui o mesmo critério, das músicas pouco tocadas ao vivo. Não incluí Even You, Brutus?, porque acho ela chata. O principal problema do I'm With You (e isso botou até a veracidade das B-Sides dele sob suspeita... será que não foram criadas depois do lançamento do disco?) é o Josh praticamente esquecer de ligar a guitarra. Não tem um riff decente no disco, fica tudo nas costas do Flea. Espero que esse disco tenha sido pro Josh o que o Mother's Milk foi pro Frusciante: o momento da adaptação.




Annie Wants A Baby - Meia-irmã de This Is A Place (quem não sacou, só clicar aqui), tem uma bateria interessante. Quem curte ela bastante é o Chad mesmo... por que será?

Goodbye Hooray - O ÚNICO momento do disco onde o Josh mostra que tem bolas. Resolveu ligar a distorção e aumentar o volume da guitarra, e o resultado ficou do caralho.

Happiness Loves Company - Com Flea no piano e Josh no baixo de seis cordas. Ficou um resultado interessante, mas nada além disso... legalzinha.

Police Station - Uma das maiores músicas do disco. Na minha opinião, a melhor balada entre as três que entraram no I'm With You.

Bom galera, eras isso. Tava pensando agora e não sei se não vou trazer outro Quinta Underground dos Peppers, de bônus, sobre as inúmeras B-Sides que a banda lançou até hoje. Pra quem quiser saber mais sobre as lançadas entre 2012 e 2013, só clicar aqui, aqui, aquiaqui e aqui.

quinta-feira, 21 de novembro de 2013

Quinta Underground #19: Red Hot Chili Peppers (3ª Parte)

Depois de mais de um mês parada, a série volta pro blog. Na real, todas as quintas feiras que eu deixei passar foram cagada minha. Sempre eu demorava pra me ligar que era quinta e, quando eu via, era tipo, 10 da noite. Mas hoje eu não deixei passar \o

A terceira parte vai tratar justamente dos discos que fazem o RHCP ter fama de "banda de roqueiro de shopping center". Mas pra quem realmente conhece a banda, sabe que não é bem assim. Pra quem não tá ligado, na última parte eu falei do Blood Sugar Sex Magik, auge da banda. Ali, o RHCP saiu da Califórnia para o mundo.

Claro que isso é um exagero, a banda já fazia sucesso fora dos EUA com o antecessor, Mother's Milk. Com o Blood Sugar, porém, a coisa alcançou proporções titânicas. Shows no mundo todo, inclusive tendo a primeira passagem da banda pelo Brasil, no Hollywood Rock de 1993, quando já contava com Arik Marshall nas guitarras, no lugar de John Frusciante (vou falar sobre isso logo), além de mais ou menos 15 milhões de cópias vendidas. Isso tudo com um disco que foi lançado no mesmo dia do Nevermind, do Nirvana, ou seja, provavelmente teve seu desempenho até um pouco ofuscado por isso.

O novo RHCP, agora com Navarrosca
Mas, em 1992, John resolve sair da banda. O motivo principal era que, segundo ele, "ele não estava conseguindo lidar muito bem com o sucesso, os shows e esse tipo de coisa". Ou seja, ele preferiu ficar enclausurado em casa durante alguns anos, gastando todo o dinheiro que ganhou com todos os tipos de droga que se pode imaginar, fazendo algumas pinturas e gravando discos de gosto e qualidade duvidosos, como Niandra Lades and Just Usually a T-Shirt (disco duplo, onde o segundo, Usually Just a T-Shirt, é composto inteiramente de músicas sem título. John não intitulou elas para lançar logo o disco, pensando que estava perto de morrer), e Smile From the Streets You Hold.

E cara, se tem uma coisa que eu acho MUITO chata nos fãs do John é isso... essas gravações são o que existe de pior na carreira dele, mas pior mesmo, mal mixado, mal cantado, ideias (que até poderiam ser boas músicas, se bem trabalhadas) mal organizadas, isso tudo muito por causa do estado físico e mental que ele se encontrava, e elas são tratadas pelos fãs como "genialidade". Sinceramente, o John é um ótimo guitarrista, um dos melhores dos últimos, sei lá, 20, 30 anos. Mas pra gênio falta muito.

Como eu disse... Navarrosca
Enfim, depois desse parênteses, gigante, diga-se de passagem, voltamos ao RHCP. Enquanto John se afundava nas drogas e estava cada vez mais perto da morte, Anthony, com o baque da saída do seu amigo da banda, também volta a usar drogas, algo que ele não fazia desde 1988, com a morte de Hillel Slovak. A solução que a banda encontrou para o RHCP continuar foi a entrada de Dave Navarro, do Jane's Addiction. A ideia de Navarro fazer parte do RHCP já vinha desde a saída do Frusciante, ainda em 1992, mas como ele tava com o Jane's, ele declinou o convite. Até o fim de 1993, a saída foi Arik Marshall (que aparece, inclusive, no clipe de Breaking The Girl).

A partir de 1994, o RHCP agendou uma turnezinha, de uns 10 shows, mais ou menos, para Navarro e a banda começarem a se entender no palco. O segundo show do RHCP com ele foi já no Woodstock 94'. Mas enfim, essa introdução toda sobre o que aconteceu entre 1991 a 1994 foi só pra contextualizar o disco mais obscuro, pesado, esquecido e polêmico do Red Hot Chili Peppers...

Tearjerker, One Hot Minute e Shallow Be Thy Game (1995 - One Hot Minute)

Experimenta perguntar pra um fã realmente poser de RHCP se ele conhece alguma coisa desse disco? Se conhecer, é porque o Josh deu uma palhinha de My Friends num show ano passado e uma outra de Walkabout esse ano. Mas não é culpa dos posers, porque discos mais antigos que esse têm músicas tocadas ao vivo. O problema é a banda. Esse disco, exceto Pea, que o Flea toca de vez em quando, só foi tocado ao vivo até 1997, ano que o Navarro saiu da banda. O John sequer OUVIU o disco até hoje. Desde que o Josh entrou na banda, a esperança é que isso mude, mas como esse disco lembra uns tempos mais nebulosos pro AK, ele prefere não incluir músicas dele nos shows do RHCP. Ou seja, o disco foi COMPLETAMENTE ignorado nos últimos 15 anos. O que deu uma ponta de esperança pro pessoal foram justamente essas palhinhas do Josh.

Outra coisa... se encontrarem esse CD pra vender, comprem. Recomendo. Ele é bem mais pesado, tanto no teor das letras, falando de droga, morte e tal, como no instrumental. Talvez seja mais difícil de assimilar, mas depois que se entende o disco, se torna facilmente um dos melhores da banda, superior até ao superestimado By The Way. Isso principalmente porque aqui o Flea está no seu auge, veloz nos slaps e nas linhas em geral, e mandando solos incríveis de baixo, como em Coffee Shop e Shallow Be Thy Game.

Anthony, dentro de suas limitações vocais, faz um belo trabalho, talvez o mais exigente para a sua voz até
hoje. Chad groovy como sempre e o Navarro acrescentando um peso na guitarra. Mas chega de papo, vamos às músicas. Preferi trazer temas menos conhecidos, porque Warped (o famoso clipe da bitoquinha entre o Anthony e o Navarrosca), Aeroplane, My Friends e Walkabout, mesmo sem serem tocadas hoje em dia, ainda são lembradas pelo pessoal que conhece a discografia da banda.

Tearjerker - Uma das baladas do disco. Com uma bela introdução e solos com bastante feeling, fala sobre a morte do Kurt Cobain, que aconteceu um ano antes. Vale a pena conferir. Foi uma das três músicas do OHM que não ganhou versão ao vivo. As outras duas são Falling Into Grace e...

One Hot Minute - Uma das maiores do disco (junto com Deep Kick e One Big Mob, são as três músicas que ultrapassam seis minutos no disco). Paulada. Afu. Ela começa parecendo até um loop sem sentido na guitarra do Navarro, até que o pau come solto. Pode parecer chata e arrastada, principalmente no final, que repete um riff "ad infinitum", mas tudo isso faz parte da atmosfera da música. No final, tu se acostuma e percebe que é um som legal.

Shallow Be Thy Game - Segue o padrão desse disco. Pesada, agressiva, com uma bateria muito menos funky e mais reta, pro padrão do Chad, algo como o que ele fazia nos tempos do Mother's Milk. Além disso, um puta riff do Navarro e um solaço de baixo do Flea, pra esfregar no chão a cara de quem fala que ele é superestimado. Além disso, pelo lado do Anthony, o que temos de bom nessa música é uma ferrenha crítica à igreja católica na letra.

Get On Top, Easily, Savior e Purple Stain (1999 - Californication)

Eis que em 1998 o pessoal do RHCP resolve visitar John, que estava na rehab. Compraram uma guitarra pra ele (sim, John chegou num ponto tão decadente que ele vendeu TODOS os seus instrumentos, só pra comprar droga), e foram ver se ele realmente estava em condições de voltar para a banda, como ele havia considerado. Ele mostrou que estava recuperado do seu problema com drogas e voltou, com uma turnezinha em 1998, mais ou menos como foi com o Navarro em 1994. A diferença é que o disco que se seguiria aqui seria um marco pro RHCP. Ainda que fosse um bom disco, e que tivesse vendido mais ou menos 7 milhões de cópias, metade do que vendeu o BSSM, o One Hot Minute deu uma apagada no RHCP, no cenário internacional. Pra recuperar isso, tinha que ser algo de sucesso. E o Californication é isso, sem dúvidas. É a banda, sem perder a essência (mesmo que seja acusada de tal), mas fazendo algo realmente mais pop, mais acessível. E deu certo.

Get On Top - Sinceramente, falam em RHCP "bandinha da MTV a partir do Californication". Será mesmo? Aqui não vejo nada além do RHCP antigo. Batida rápida, baixo sempre foda, guitarrinha beeem funky, com wah-wah, e as rimas sem sentido algum, do Anthony. Uma abordagem bem diferente do que é apresentado nos singles. Não é à toa que, das seis primeiras, foi uma das únicas que não foi single.

Easily - Falando em guitarra simples... o que é esse solo? Seria cômico se não fosse trágico. Com um dedo dá pra fazer igual. Isso, inclusive, era um ponto que o Frusciante era muito criticado nessa turnê do Californication: ele ainda sentia as consequências de anos de abuso de drogas e falta de prática. Errava demais ao vivo, fazia solos infantis, mas foi importante pra ele recuperar a técnica. Fora esses solinhos bem simplórios, a música é boa. Mais pesada do que a abordagem normal do disco.

Savior - Talvez a música boa mais esquecida do disco. Isso porque ao vivo ela fica vazia, falta uma guitarra base. Assim, ela não é tocada ao vivo há mais de 10 anos. Não tenho muito o que dizer dela, ela foge um pouco da vibe do disco, mas isso é algo positivo, diferente de Porcelain, a infame oitava música.

Purple Stain - Com groove. O "duelinho" entre baixo e guitarra, que se estende por quase toda a música, é sensacional. No final, Chad dá uma esnobada afu. Não tenho muito o que dizer, só que é uma música boa.

This Is The Place, Midnight, Tear, Minor Thing e Venice Queen (2002 - By The Way)

Eu comecei realmente a acompanhar o RHCP por essa época. Lembro dos clipes de Can't Stop e The Zephyr Song passando na TV direto. Ainda assim, não é um disco que eu tenho facilidade pra gostar, como faz a maioria do pessoal. Como eu falei antes, prefiro o RHCP mais ousado do One Hot Minute. O que parece aqui é que nesse momento a banda realmente se acomodou com o sucesso e, como se diz no jargão futebolístico, resolveu "jogar com o regulamento debaixo do braço". Talvez fosse reflexo da segunda (e permanente até hoje) fase limpa de drogas do Anthony também.

Fizeram um disco com dois sucessos incontestáveis, presenças eternas nos shows, que são a faixa-título e Can't Stop, além de The Zephyr Song, que o pessoal pede muito até hoje. Além de Zephyr, outra que o pessoal anda pedindo é Dosed. Desde 2012 o Josh usa aquela pedaleira gigante pra gravar uma ou duas tracks das 3485734068073489 tracks de guitarra da versão de estúdio, bota pra rodar e dá uma palhinha dela durante os shows. Aqui no Brasil foi assim e o Anthony até cantou um pedacinho... será que não é meio que um teste?

Mas voltando ao que eu tava dizendo, o RHCP se acomodou aqui. Investiu nas baladas. Aliás, muito por causa do John. O Flea, inclusive, brigou com o John nessa época porque ele tava meio que mandando no processo criativo. E não dá pra condenar, porque de novo foi sucesso. Vendeu mais ou menos 16 milhões de cópias até hoje. E já que a proposta é mostrar as baladas, então vamos à elas.

This Is The Place - Não é exatamente uma balada, mas tu sente que não tem peso, ainda que a letra fale da relação de Anthony com as drogas. De qualquer jeito, é uma bela música. Uma boa linha de baixo do Flea (que foi chupinhada por ele mesmo em Annie Wants A Baby, do I'm With You). Talvez tenha sido ela quem deixou Rivers Of Avalon de fora do disco, por causa de uma semelhança entre as duas. Tudo isso eu já falei em uma postagem do começo do ano, só clicar aqui pra ver.

Midnight - Uma das várias músicas que nunca foi tocada ao vivo. Linda. É uma das melhores baladas da banda. Talvez fique um pouco chatinha no final, que eles repetem bastante o refrão. Mas a pegada é outra, nada daquelas baladas açucaradas, típicas desse disco. E o agudo que o AK alcança aqui, assim como em Dosed, é bem exigente pra técnica dele. A verdade é que com o tempo ele aprendeu a manha.

Tear - Outra bela balada. Outra música que nunca foi tocada ao vivo. Aqui, além do piano dando um plus, tem o trompete do Flea, mas sem ser algo funky.

Minor Thing - Aqui é um ponto importante. Ainda que o By The Way seja essa coisa meio sem atitude e tal, essa música é cativante. Merecia ser tocada até hoje, ao invés da saturada Throw Away Your Television e da chata Universally Speaking. Mas é a vida.

Venice Queen - O momento Paul McCartney solo do RHCP. Essa música é uma homenagem a Gloria Scott, terapeuta de Anthony na rehab. Ela morreu, em consequência de um câncer, logo depois de comprar uma casa em Venice Beach, para passar os últimos momentos. Mas a história do "momento Paul" é porque a música segue num padrão até mais ou menos 3 minutos. Depois disso, ela muda completamente.

Acho que eu já me estendi demais aqui. Por hoje eras isso. Semana que vem, a última parte. Amanhã vai ter postagem especial: No mesmo dia, With The Beatles completa 50 anos e o White Album, 45. A nossa colaboradora fã n°1 de Beatles vai escrever sobre isso.

quinta-feira, 3 de outubro de 2013

Quinta Underground #18: Red Hot Chili Peppers (2ª Parte)

Galera, hoje é dia de RHCP. No Quinta de hoje, vamos ver a grande guinada que os Peppers deram na carreira logo depois da morte de Slovak. Isso aconteceu em 1988. Slovak e Kiedis estavam com sérios problemas com drogas desde 1986. Kiedis, depois de uns meses expulso da banda, voltou sóbrio, e Slovak também entrou na onda. Os dois meio que fizeram um trato, pra se manterem sóbrios. Infelizmente, Hillel sentia mais a abstinência que Kiedis, por mais que também fosse difícil para o vocalista.

Lá pelos idos de Maio de 1988, Hillel falava bastante nisso com os companheiros de banda. Pra ele, era difícil se manter sóbrio sem um tratamento médico. Ele parou de escrever no seu diário, lugar onde ele controlava a adição, em Junho, também influenciando na perda da resistência à droga. Pouco se sabe sobre esse período da vida do Hillel, a não ser uma ligação para o seu irmão, James, onde ele falou que estava sendo difícil pra ele se manter sóbio, mesmo o querendo. A banda não conseguiu falar com ele por alguns dias e, no dia 27 de Junho de 1988, Hillel Slovak foi encontrado morto em seu apartamento, pela polícia. O que se diz é que a data oficial da morte foi em 25 de Junho, por overdose de heroína.

Mesmo que a morte de Hillel tenha sido um baque grande nas vidas dos outros três membros da banda (Jack Irons, inclusive, saiu da banda, pois não conseguiu lidar muito com essa situação), principalmente pelo fato dele ser um dos fundadores da banda e ter ensinado Flea a tocar baixo, há males que vêm pra bem. Se não tivesse sido Hillel, teria sido Kiedis. E com certeza o RHCP com outro no lugar de Kiedis talvez nem existisse ou, se existisse, não seria a mesma coisa. Hillel, porém, apesar de seu estilo único de tocar guitarra, foi substituído por ninguém menos que o "melhor guitarrista dos últimos 30 anos", segundo a revista Rolling Stone: John Frusciante.

E justiça seja feita. Frusça é, apesar de no começo da carreira com os Peppers ele copiar o estilo de Hillel, um MONSTRO da guitarra, além de técnica ele tem feeling. John tinha apenas 18 anos, e deu um gás novo pra banda. Junto a ele, Chad Smith assumiu as baquetas. Surgia a formação clássica do Red Hot Chili Peppers.

Good Time Boys, Taste The Pain e Johnny, Kick a Hole In The Sky (1989 - Mother's Milk)


Mother's Milk soa pro RHCP com o John, guardadas as proporções, como o I'm With You com o Josh: um disco meio "verde", imaturo. Não tem o feeling do RHCP com o John, que viria com o inigualável Blood Sugar Sex Magik, certamente o auge da banda. Ainda assim, apesar de meio cansativo, por ser pesado como seu antecessor, Mother's Milk tem ótimos momentos. Stone Cold Bush, que foi meio que "ressuscitada" pelo Josh na turnê do I'm With You (afinal, ele sempre dá uma palhinha dela no começo de Look Around), é uma música sempre lembrada com carinho pelos fãs, bem como Knock Me Down, uma das referências póstumas a Hillel, e o cover de Higher Ground, que é tocado até hoje. Além disso, algumas ótimas músicas ficaram paradas no tempo.

Good Time Boys - Um dos momentos mais pesados do RHCP. Grandes riffs, pegada mais rock do que funk, um puta solo no meio e, de bônus, uma linha no vocal que soa muito, mas MUITO parecido com um "vão tudo se fuder"... 3:23, só conferir. Infelizmente, ela só foi tocada na turnê do próprio Mother's Milk, e Josh, uma vez só, deu uma palhinha dela durante um show esse ano.

Taste The Pain - Momento mais leve do disco, junto com Pretty Little Ditty. Essa música foi ainda menos tocada ao vivo, talvez umas dez vezes, apesar de ter sido lançada em single. Ela é mais popzona.

Johnny, Kick A Hole In The Sky - Única música do disco que nunca foi tocada ao vivo. Pena, porque é porrada o tempo todo, durante os 5 minutos dela. Uma das mais pesadas, junto com Good Time Boys.

Funky Monks, Apache Rose Peacock, Naked In The Rain e Mellowship Slinky In B Major (1991 - Blood Sugar Sex Magik)

Ahh, o Blood Sugar. Disco que levou o RHCP ao estrelato. Mesmo ofuscado pelo Nevermind, do superestimado Nirvana (foram lançados no mesmo dia, pro azar do RHCP... já falei sobre isso no blog, só clicar aqui), vendeu nada menos que 15 milhões de cópias. Aqui o RHCP adquiriu o status de funk rock californiano, muito mais do que na época do Hillel. Sucessos como Suck My Kiss, Give It Away e If You Have To Ask comprovam isso. Além disso, surgiam as primeiras baladas da banda, pela mão de Frusciante: Under The Bridge e I Could Have Lied, sempre lembradas pelos fãs.
Não faria sentido eu colocar músicas como The Power Of Equality e Sir Psycho Sexy, pois são tocadas até hoje. My Lovely Man também não, pois faz pouco tempo que pararam de tocar ela, se não me engano, em 2004. Breaking The Girl, apesar de pouco tocada nesses 22 anos, sempre é lembrada pelos fãs e coletâneas da banda. Sobraram as músicas que nunca foram tocadas, ou que foram pouco tocadas.

Funky Monks - Tocada pouquíssimas vezes durante a turnê do BSSM, e só voltou pro setlist na turnê do Stadium Arcadium porque um fã ganhou um concurso de rádio e pediu pra eles tocarem ela. Merecia muito mais que isso, é uma baita música. Funkeada, é essência do RHCP.

Apache Rose Peacock - Outra música de pegada muito funky, e só foi tocada duas vezes até hoje (em parte): em 2006 e em 2012, em duas oportunidades que a banda esteve em Nova Orleans (na letra Kiedis cita Nova Orleans). Além disso, ela tem um trompete maroto, obra do Flea.

Naked In The Rain - Tocada uma vez na turnê do Mother's Milk, como um teste, e uma vez na turnê do Blood Sugar. De ritmo mais intrincado, é mais pesada, com um baixo mais sujo.

Mellowship Slinky In B Major - Apesar do começo insinuar que é uma música pesada, quando entra a estrofe, muda tudo: o andamento fica completamente funky, com uma guitarra mais limpa e muitas ghost notes de Chad Smith na caixa.

Quem quiser ver algumas dessas músicas sendo explicadas pelo Chad, só conferir nesse vídeo aqui abaixo. Semana que vem é a vez do One Hot Minute, único disco da banda com o Dave Navarrosca, e Californication e By The Way, onde a banda passou a receber o status de "banda da MTV", "banda popzinha" ou, como eu ouvi esses dias "banda de roqueiro de shopping center"... será?


quinta-feira, 26 de setembro de 2013

Quinta Underground #17: Red Hot Chili Peppers (1ª Parte)

Pra quem leu o título da postagem e pensou "Red Hot? Mas é a banda mais modinha que tem, como assim underground?", calma na alma, que a partir de hoje vamos descobrir muita coisa boa que vai além daquele grupo limitado de músicas, como Californication, Under The Bridge, Give It Away, Otherside, Dani California, Scar Tissue, Can't Stop, By The Way e por aí vai.

Pra quem não sabe, o Red Hot já transitou por muitos, mas MUITOS estilos. E até 1989 era uma banda relativamente pequena. E até 1988 não tinha John Frusciante nem Chad Smith. E que o Frusça não é membro fundador. E que a banda já teve Dave Navarro(sca) nas seis cordas. Enfim, tem muito do RHCP que as pessoas não conhecem. Pretendo mostrar isso aqui, quanto à questão musical. A parte da história deles fica pra outra postagem.

Mas pra começar, uma abordagem básica. O Red Hot Chili Peppers começou em 1983, nas mãos de Anthony Kiedis, Flea, Jack Irons e Hillel Slovak. A banda fez seu primeiro show no Rhythm Lounge, em Hollywood, 13 de Janeiro de 1983. Nesse show eles apresentaram Out In L.A., que estaria, posteriormente, no disco de estreia. Em 1983 a banda seguiu fazendo apenas shows, e apenas em 1984 que a banda teve a oportunidade de gravar seu debut.

Baby Appeal, Out In L.A. e Green Heaven (1984 - The Red Hot Chili Peppers)

O disco não contou com a presença de Slovak e Irons, que tinham compromisso com o What Is This?, banda que julgavam ser principal. Para o lugar deles, entraram Jack Sherman e Cliff Martinez. Apesar dos dois serem bons músicos, o feeling não é o mesmo, além da qualidade da gravação e a péssima produção de Andy Gill não ajudarem em nada. O disco saiu sem graça, sem vida. Mesmo assim, há nele boas músicas que foram esquecidas (pra dizer a verdade, nenhuma é realmente lembrada pelo ouvinte casual do RHCP, mas True Men Don't Kill Coyotes e Get Up And Jump foram singles, por isso não entram aqui).


Baby Appeal - Apesar dela e Why Don't You Love Me?, único cover do disco, serem bem parecidas no instrumental, é uma ótima música. Com uma produção mais polida seria, talvez, mais bem recebida pela crítica, assim como o resto do disco.

Out In L.A. - Como dito antes, primeira música composta pelo RHCP, um poema de Kiedis sobre Los Angeles. Essa música é muito boa, tem uma linha de baixo e bateria que são interessantíssimas. Ela é uma das mais lembradas desse disco de estreia, pois abriu shows do RHCP até 1992.

Green Heaven - O que temos de mais pesado no disco. Também é uma ótima música.

Um bônus: Grand Pappy Du Plenty. Música pra viajar, é um instrumental que fecha o disco. Em 1994/1995 o RHCP tocou um trecho dela algumas vezes, pra abrir o show.

Jungle Man, American Ghost Dance, The Brothers Cup e Yertle The Turtle (1985 - Freaky Styley)

O disco mais black do Red Hot Chili Peppers. Também... teve como produtor o grande George Clinton (Parliament, Funkadelic, P-Funk da melhor qualidade, ouçam que vale a pena), só podia dar nisso. Bem melhor produzido e gravado que o anterior, mostra uma grande evolução, um amadurecimento musical da banda. O som não é tão nonsense, é algo mais acessível. Talvez a volta de Slovak pra esse disco tenha sido a diferença.





Jungle Man - Faixa de abertura do disco, teve direito a clipe. Tem um refrão pegajoso, apesar do estilo meio difícil de ser digerido na primeira audição.

American Ghost Dance - Até teve uma palhinha na turnê do I'm With You, mas a última vez que foi tocada por inteiro foi em 1989. Bem suingada, é um dos destaques do disco. Tem um vídeo do processo de gravação dela que é bem divertido. Podem ver ele clicando aqui.

The Brothers Cup - Séria candidata a melhor música dos Peppers. Essa música tem a total influência do Clinton: metais, linha de baixo completamente funky, guitarra é apenas um filler, a la James Brown, etc. Infelizmente ela parou no tempo, desde 1986, na turnê do próprio Freaky Styley, ela não é mais tocada.

Yertle The Turtle - Outra música muito funkeada. Foi tocada na turnê do Californication, na Yertle Trilogy, que ainda incluía a faixa título do disco. A linha de bateria de Martinez é bem interessante nessa música. Infelizmente ao vivo na turnê do califa ela perdia bastante a graça, por causa da falta dos metais.

Fight Like A Brave, Behind The Sun, Funky Crime e Special Secret Song Inside (1987 - The Uplift Mofo Party Plan)

Até o momento, era o disco de mais sucesso dos Peppers, inclusive entrou no Top 200 da Billboard. Único disco de estúdio com a formação original (Irons voltou pra banda), e último de Hillel, que viria a falecer em 1988, vítima de uma overdose de heroína. Não vou negar que é o disco mais cansativo deles, junto com o debut. O tempo todo é paulada, guitarra distorcida e o escambau. Mas as melhores músicas dessa fase vieram daqui. Fora Me And My Friends, tocada até hoje pela banda, não tem nada que seja muito conhecido.



Fight Like A Brave - Uma verdadeira porrada, pra começar o disco. De cara, Anthony canta sobre seus problemas, na época que lutava contra a heroína e, por conta dela, acabou expulso da banda por uns meses em 1986. O solo de Hillel aqui não é nada virtuoso, rápido e etc, mas tem atitude, e isso também é importante.

Behind The Sun - Único momento mais leve do disco. Uma coisa meio surf/indiana. Vale a pena ouvir, é algo muito feliz. Aqui Hillel mostra bem sua técnica e o porquê de ser considerado a alma dos peppers nessa primeira fase. Ela foi a única música do disco que nunca foi tocada por inteiro ao vivo.

Funky Crime - Como o próprio nome diz, é algo bem funky. Mas pesado ao mesmo tempo. Foi tocada pela última vez em 1998, na turnê de volta do John Frusciante pra banda. É uma ótima música.

Special Song Secret Inside - Esse é apenas o nome adaptado dela. Pra quem não conhece, essa é a famosa PARTY ON YOUR PUSSY. Anthony brinca de ser tarado nessa letra, onde ele fala sobre fazer uma festa na pepeca das cocotas. Nada além do Red Hot das antigas. Além disso, o instrumental dela é furioso, destaque para Hillel, com um belo riff no meio da música.

Bom, acho que era isso. Semana que vem tem os discos com o Frusciante na primeira passagem pela banda e o polêmico One Hot Minute, gravado com Navarro.

sexta-feira, 5 de abril de 2013

Quinta Underdround #16: Led Zeppelin (4ª Parte)

Hoje trago a vocês a quarta e última parte do Led Zeppelin nesse temático: os últimos 3 discos (ou pros fãs mais exigentes, a "decadência sem precedentes") da banda. Apesar de não serem discos de impacto como um Led Zeppelin II, II ou um Physical Graffiti, são discos com algumas ótimas músicas. Então vamos a eles:

For Your Life, Royal Orleans, Hots On For Nowhere e Tea For One (1976 - Presence)

Ahh, o Presence, o disco mais criticado, xingado e escorraçado pelos ouvintes. Além disso, o disco menos vendido da banda, até menos vendido que o Coda. Foi um período tão turbulento do Led Zeppelin que as ideias ficaram também turbulentas. É um disco pesado, angustiado e visceral. Mas tem várias músicas boas desconhecidas, pelo fato de ser um disco concebido às pressas (pois o Led teve que interromper a turnê que estava fazendo, devido a um acidente de carro que o Robert Plant sofreu, onde quebrou o tornozelo. Ele, inclusive, grava o disco numa cadeira de rodas.), e mixado ainda mais às pressas, pois os Rolling Stones queriam logo a sua unidade móvel (que o Led alugou para gravar e mixar o Presence). Plant, por estar lesionado e em uma cadeira de rodas, apresenta a sua performance vocal mais fraca desde o começo do Led Zeppelin. Sua voz está rouca, cansada. Mas enfim, chega de detalhes, e vamos as músicas.

For Your Life - Bom, sua única performance ao vivo até hoje foi justamente no mítico show de reunião em 2007, com o Jason Bonham atrás da batera. E não decepcionou. Apesar de meio longa (nada comparado a Achilles Last Stand e Nobody's Fault But Mine), como tem várias trocas de seções, nem se percebem seus mais de 6 minutos passando.


Royal Orleans - Musiquinha comum curtinha, audível, não estaria aqui se não fosse o motivo de sua criação: Uma brincadeira com nosso amigo John Paul Jones, que tomou todas, ficou bem "locão", e saiu pra "caçar". Quando Page chegou no hotel, cujo nome dá título a música, descobriu que a "gata" do Paul Jones era a famosa "mulher de negócio", "mulher de tromba". É JPJ, essa vai ser lembrada mesmo depois de todos os membros do Led morrerem, ficou imortalizada no disco.

Hots On For Nowhere - Boa música, tem um andamento bem interessante da batera do Bonham, além de um feeling mais funky.

Tea For One - Bom, acredito que quem curte Since I've Been Loving You curte essa na boa. É um bluesão de raiz, com uma introdução pesada e cheia de trocas de tempo da guitarra de Page, o que até engana o ouvinte pela primeira vez. Depois disso desemboca nesse belo blues de 9 minutos, cheio de solos, vale uma conferida.

Fool In The Rain, Hot Dog, Carouselambra (1979 - In Through The Out Door)

Bom, o disco já foi comentado aqui (uma das primeiras postagens do blog, pra ver é só clicar aqui), então não tem muito o que falar fugindo do que eu já disse antes. É um disco dominado pelos teclados do Paul Jones, porque o Page tava afundado na heroína, e depois de menos de 20 shows da turnê do disco, John Bonham morreu, o que daria fim à banda.

Fool In The Rain - Apesar de ser muito longa, tem uma bateria simplesmente genial do Bonham, o que prova que só ele e o Paul Jones mantiveram a forma durante todo o Led Zeppelin. Além disso, tem a primeira e única aventura do Led Zeppelin pelo samba xD isso que é samba rock.

Hot Dog - Um verdadeiro rockabilly do Led Zeppelin. Junto de In The Evening e All My Love, foi uma das únicas a ser tocada ao vivo.

Carouselambra - Nada a declarar, mais negócio ver a postagem dedicada a ela aqui.

Poor Tom, Walter's Walk, Ozone Baby e Darlene (1982 - Coda)

A despedida do Led Zeppelin com John Bonham, os outtakes de outros discos que são reunidos em Coda não são do nível de um disco clássico do Led (óbvio, se as músicas ficaram de fora deles é porque não eram boas o suficiente), mas juntas até que fizeram uma boa mistura. Noves fora We're Gonna Groove e I Can't Quit You Baby, ambas registradas no DVD Live At Royal Albert Hall 1970, e que foram transformadas em "músicas de estúdio", sendo que a primeira até recebeu uma nova track de guitarra de Page, o resto são sobras do passado da banda, músicas pouco conhecidas. Algumas, porém, são muito boas:

Poor Tom - Deixada de fora do Led Zeppelin III, é uma música legalzinha. Apesar do maior destaque ser a bateria intrincada e rica em detalhes do Bonham, acredito que entraria facilmente no disco, no lugar de Hats Off To (Roy) Harper, que até hoje não me desce muito bem.

Walter's Walk - Com uma guitarra funky e um andamento bem forward, essa música ficou de fora do Houses Of The Holy. Chegou a ser apresentada ao vivo, inclusive está registrada na medley de 25 minutos (#putaquepariuPage) do How The West Was Won, junto com Dazed And Confused (afinal, o que é uma versão de Dazed com menos de 15 minutos, né?), e The Crunge, outra faixa bem funky, mas essa entrou no disco.

Ozone Baby - Pra mim é uma das melhores do disco. Uma das três que ficou de fora do In Through The Out Door e que entrou no Coda (as outras são Darlene e Wearing And Tearing), tem vários destaques, como uma estrutura coesa (o que era raro no In Through, visto que geralmente as músicas tinham mais de 5 minutos, o que poderia facilmente transformá-las em músicas dispersas), além de efeitos vocais do Plant (em estúdio isso era raríssimo, mas ao vivo Plant já fazia isso desde 1977), e um baixo de 8 (sim OITO, tipo guitarra de 12 cordas, que são 6 pareadas, mas aqui são 4) cordas usado por Paul Jones, o que encorpou bastante o som do baixo na música. Se usado de maneira diferente, pode facilmente ser confundido com uma guitarra, como nesse vídeo aqui.

Darlene - Divertida, mas um pouco longa. Apesar da diferença no estilo, me lembra Hot Dog, que é outra faixa divertida.

Faixa bônus: Hey Hey What Can I Do


Merece estar aqui porque é uma música melhor que qualquer uma do Coda, mas ficou de fora dele. Ela já era uma B-side de Immigrant Song, e entrou apenas na versão bônus do Coda.

Então eras isso, galera... semana que vem começa o Quinta Underground do Red Hot Chili Peppers.

quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

Quinta Underground #15: Led Zeppelin (3ª Parte)

Primeiramente, gostaria de ressaltar o pico de visualizações do blog há dois dias atrás... foram exatamente 693 views num único dia, um recorde. Tudo por causa dessa postagem aqui.

Mas, voltando ao assunto da postagem, o disco de hoje é o Physical Graffiti. Como é um disco duplo e recheado de canções ótimas que não são tão lembradas, resolvi escolher só ele hoje.
Na minha opinião, se fosse um disco simples, no caso só o primeiro disco, o Physical seria disparado o melhor disco do Zeppelin. Por ser duplo, acaba perdendo essa "força", tem mais músicas, é difícil que se mantenha o nível por ele todo.
É um disco histórico começando pela capa, onde as janelas podem ser diferentes, dependendo de qual capa interna tu coloca lá. No aspecto musical, também é um discaço: É o último que o Robert Plant abusa da voz como nos velhos tempos, Jimmy Page toca demais nesse disco, e o último ano que os shows manteriam um nível alto seria 1975. Após isso, Page, principalmente, e Plant, um pouco menos, decairiam, o primeiro pelas drogas e o segundo pelo aspecto físico mesmo, não era nenhum guri de 20 anos mais.
Mas chega de papo e vamos às músicas.

Custard Pie, Houses Of The Holy e The Rover (Primeiro Disco)

Restou escolher as outras 3 músicas do disco. Com In My Time Of Dying, Trampled Under Foot e Kashmir na mesma bolacha, fica difícil de se destacar, mas elas fazem um bom trabalho para completar o disco.

Custard Pie - Com uma bela dose de teclados do mestre John Paul Jones, é uma música bem agitada, meio repetitiva no final, mas tem o selo Led Zeppelin de qualidade. Sonzaço.

Houses Of The Holy - Como é previsível, é uma sobra de estúdio do disco anterior, aliás, metade do Physical foi lançada assim, ideias de outros discos anteriores, o Led Zeppelin só tinha material para um disco simples. Boa música também, e o mais engraçado é que ela não tem o estilo experimental do Houses.

The Rover - A melhor dentre essas três, só a introdução já é matadora. A bateria marcada de Bonham junto com a guitarra de Page formava uma dupla poderosa.

Down By The Seaside, Ten Years Gone, Night Flight, The Wanton Song (Segundo Disco)

Analisando friamente o segundo disco, o que temos? Duas músicas realmente conhecidas (In The Light e Sick Again), uma viagenzinha (Bron-Yr-Aur), uma música que mais soa como uma brincadeira (Boogie With Stu), e as outras quatro músicas, que são as escolhidas. São ótimas, mas não são conhecidas.

Down By The Seaside - Um countryzinho pra ninguém botar defeito. Pra ouvir e relaxar.

Ten Years Gone - Pesada, mas cadenciada, soa como um retorno ao Zeppelin mais clássico, sem tanta experimentação.

Night Flight - Leve, parece um precursor do pop rock, mas as paradinhas são impagáveis, coisa pra banda entrosada.

The Wanton Song - Pra mim, o grande destaque do segundo disco, pesada mas ao mesmo tempo diferente, os acordes do Page naquela parte do meio mostram isso. Até o RHCP pagou um pau pra essa música, Chad, Flea e o Josh tocaram o começo dela no começo do encore de alguns shows ano passado.

Então é isso, galera, espero que gostem das músicas. Valeu!

quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

Quinta Underground #14: Led Zeppelin (2ª Parte)

Sim, finalmente, mais de um mês depois de eu ter prometido, e depois de quase um ano sem dar as caras, o Quinta Underground voltou. E voltou do ponto aonde parou: A discografia do Led Zeppelin, uma das gigantes do Rock.

The Battle Of Evermore, Going To California e When The Levee Breaks (1971 - Led Zeppelin IV)

Ahh, o Led Zeppelin IV. O disco "mais" do Led Zeppelin. Com mais clássicos, o mais forte, o que vendeu mais, o mais misterioso. A única música dele que não me agrada é Four Sticks (esse é o único motivo pelo qual eu considero o Machine Head, do Deep Purple, o clássico absoluto do Rock e, consequentemente, o melhor disco da história).
Apesar disso, o Led Zeppelin IV/Zoso/Four Symbols/Untitled é recheado de músicas que não são tão conhecidas, ou porque não fazem parte das coletâneas, ou porque não foram muito tocadas ao vivo, enfim.


The Battle Of Evermore - Dentre as 5 primeiras, que representam uma das sequências mais matadoras do Rock, é a mais esquecida. Pudera, é cercada "apenas" por Black Dog, Rock And Roll, Stairway To Heaven e Misty Mountain Hop. Apesar disso, passa um clima realmente diferente, muito boa.

Going To California - Falam muito em Stairway, mas essa também é uma emocionante balada do disco. Só não é épica como a música supracitada.

When The Levee Breaks - Deixemos de lado as acusações de plágio da música de mesmo nome, de Memphis Minnie, e apenas foquemos no aspecto musical. Uma melodia 100% autêntica do Led Zeppelin (o suposto plágio é apenas da letra), a qual foi feita com bastante experimentalismo (como o "eco ao contrário" da guitarra de Page e a linha de bateria que foi captada com John Bonham tocando no térreo de um prédio mas os microfones no terceiro andar). Merece um lugar aqui, ótima música esquecida pela banda.

Ahh, também sugiro assistirem a esse cover de When The Levee Breaks, feito pela Zepparella. Além das meninas terem um absurdo bom gosto e talento, são extremamente gatas, principalmente a baterista e a guitarrista. Pode ser bem agradável para os leitOres do blog, se é que vocês me entendem xD

The Rain Song e D'yer Mak'er (1973 - Houses Of The Holy)

"O que? Mas são duas músicas conhecidas." Não, você que é fã do Zeppelin. Teoricamente, para falar sobre esse disco, poderia escolher qualquer música, já que esse disco não contém clássicos absolutos do Zeppelin, o que aconteceu com todos os discos até então. Apesar disso, tenho que partir do pressuposto que, se você, leitor que está correndo os olhos nessa frase aqui (e já está impaciente com a minha excessiva descrição ou, se preferir, "encheção de morcilha"), curte Rock e conhece sobre o assunto, conhece algumas músicas desse disco, como The Song Remains The Same e No Quarter (pois as duas foram tocadas no provável último show da história do Zeppelin, o Celebration Day), além de The Ocean e Over The Hills And Far Away (muito tocadas pela banda na década de 70, e presentes nas coletâneas).

O que sobra? As outras 4 composições do disco: as duas escolhidas, Dancing Days e The Crunge. Como as duas últimas, ao meu ver, não merecem estar aqui, pois são desconhecidas pelo simples fato de serem aquém do nível do Zeppelin clássico, escolhi as duas primeiras.

The Rain Song - Acho que é a música com a afinação mais esquisita da história do Led Zeppelin, e olha que o Page gostava de umas afinações loucas. Falando nisso, é uma afinação tão diferente que até o Gabriel falou uma vez "cara, demorei mais pra achar a afinação no violão do que pra tirar a música. Apesar disso, é uma música calma, mas muito bonita. Valem os quase 8 minutos de duração.

D'yer Mak'er - Conhecida? Talvez. Mas acho injustiçada pelo simples fato de NUNCA ter sido tocada ao vivo. Só por isso merece estar aqui.

Hoje foi mais pra voltar mesmo com o quadro, eu sinceramente acho que já escrevi postagens melhores pra esse quadro, mas fica meio restrito quando se fala de Led Zeppelin, são muitas músicas boas e quase todas conhecidas, então quase não sobra música pra fazer o quadro. Mas semana que vem e nas seguintes teremos as "ovelhas negras" do Led Zeppelin, tais como In Through The Out Door, o póstumo Coda e, principalmente, o Presence, geralmente taxado de "pior disco do Led Zeppelin".

Acho que eras isso, galera, valeu!

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Quinta Underground #13 Green Day (3ª parte)

Eai Galera, ultima quinta underground desse mês, e ultima sobre o Green Day também, eu queria agradecer já agora por poder estar participando e criando posts para alegra los. ou faze los rir, ou chorar, enfim, os ultimos Três:

Shenanigans
GD resolveu lançar todas suas B-Sides num CD, músicas gravadas ao longo de sua carreira na Reprise Records, que foram lançadas apenas em singles. Para muitos, músicas desconhecidas e raras. este, apesar de serem apenas singles, mostra a transformação da banda, em um som novo.






Espionage - Música instrumental que fez parte do Filme “Austin Powers 2 – O Espião Bond Cama”. Simplesmente maravilhosa desbancando por completo o tema de Missão Impossível.

Rotting - Com uma levada calma e meio suave a banda consegue fazer um som um pouco diferente do que é o Green Day que estamos acostumados a escutar.

On The Wagon - Green Day tocando BLUES?!?!?!? Pois é… e quem diria que ia ficar extremamente maravilhosa a música?! Um ambiente bem calmo, bem relaxado que faz com que o ouvinte relaxe e caia no sono.

American Idiot
Depois de 4 anos sem lançar um album com musicas inéditas, a banda retornou muito mais séria e inovando seus conceitos musicais.E em setembro surgiu o American Idiot. Musicalmente, voltaram com sonoridades diferentes e muito mais categóricas que trouxeram a tona a Opera Punk, projeto parecido com a Opera rock (pra quem não sabe, opera punk e opera rock são um album que contam uma históra). Há comparações com Sgt. Peppers dos Beatles que foi para os críticos o melhor album da história da musica. Pessoalmente acho um grande album, mas não acho tudo isso que dizem, apesar de todas as musicas serem conhecidas, o que dificultou um pouco meu trabalho com este, mas não muito, porque é facil saber quais são as maiores e as que são um pouco inferiores.

Are We the Waiting - como eu disse, é uma opera punk, e nessa musica o personagem principal, Jesus of Suburbia faz jogos com sua mente e assim você consegue perceber que aos poucos ele vai perdendo sua sanidade. Ele começa a desacreditar em quem ele é de verdade, já não sabe mais o que ele representa.

Give me Novacaine
- Jesus encontra St. Jimmy e se torna uma pessoa bem próxima dele. Eles se drogam juntos, saem por aí juntos ele acaba dependendo de St. Jimmy para que possa se manter são, pois não conhece mais ninguém.
ps.: video do show de PoA no Gigantinho, tava muito tri!

Extraordinary Girl - A música fala sobre Whatsername, outro personagem importante desta opera. Na música ficam explicitados os sentimentos de Jesus com relação a ela, sempre se negando, deixando uma imagem de que sempre será dependente dela.


21st Century Breakdown

 

Album com uma pegada totalmente diferente dos outros, é bom, bastantes singles, o que dificulta, mas nem tanto, so, here we go:









Last Night on Earth - Musica calma, simples e boa de se ouvir, é uma das minhas favoritas.

Peacemaker - Musica estranha e com letra mais estranha ainda, porém divertida e boa de se ouvir, uma pegada rapida com um som bonito.

See The Light - Ultima musica do Album, Começa do mesmo jeito que a primeira, é uma boa musica para se ouvir quando esta meio desmotivado, it help's you to"See The Light"

Valeu pessoal, esse post ta atrasado há duas semanas mas finalmente achei tempo pra posta, espero poder fazer mais posts sobre outras coisas, mais uma vez, obrigado.