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segunda-feira, 4 de abril de 2016

On the Charts #28: Os 45 anos de Aqualung


























Sim, desde o último On the Charts já são mais de 8 meses. O grande problema é que, quando crio o planejamento, aparecem muitos discos dignos de entrar nessa seção do blog. Acabo ficando indeciso sobre quais farei ou não e acabo não fazendo nenhum. O que estou pensando em fazer pra mudar é, não importando a data do disco, toda sexta-feira trazer o (ou um dos) disco(s) aniversariante(s) da semana. Assim eu não falto com esse temático, que é um dos maiores sucessos do blog, e não falta material. Lá em 2021, quando eu ainda espero ter o blog, é claro, terei material para fazer On the Charts. Aliás, como estava pensando nesse formato novo, esse On the Charts vai pro blog logo quando ficar pronto. 

Mas chega de papo, vamos ao aniversariante. Aqualung é o quarto disco de estúdio da vasta - e riquíssima - discografia do Jethro Tull. Lançado em 19 de março de 1971, é o disco que, além de garantir um maior sucesso para o grupo liderado por Ian Anderson, começou a moldar um pouco mais precisamente o estilo da banda, que vinha de um muito mais bluesy This Was, disco de estreia, lançado três anos antes, e os bons Stand Up e Benefit, de 1969 e 1970, respectivamente, que ainda tinham como características mais marcantes músicas curtas e Ian Anderson colocando flauta em TUDO que podia.

Encarte do disco
A partir de Aqualung, vemos uma sensível mudança, com a banda usando mais para os solos o diferencial que a flauta traz em seu som, deixando as harmonias a cargo de baixo, guitarra e piano, além de investir fortemente em músicas mais longas, permeadas por trocas de tempo e jogos de luz e sombra, com momentos acústicos e momentos mais pesados. Tanto que em Thick as a Brick, disco seguinte, a banda mostra ao máximo essa faceta um tanto quanto progressiva (além das pitadas de som "medieval", característica da banda em meados dos anos 70). Mas isso é assunto para outra postagem.

Aqualung inicia com a faixa título. Tida por muitos como o maior clássico da banda (inclua eu nesses "muitos"), cria-se toda uma atmosfera de tensão com o vocal (e a letra também, descrevendo o velho e maltrapilho Aqualung como um nojento, pedófilo, ranhento, etc) de Anderson, o riff pesado de Martin Barre e John Evan, trazendo esse som "estranho", misturado, a bateria, muito marcada nos tambores, de Clive Bunker. Até que, após um minuto desse trem desgovernado, ficamos apenas com Anderson e seu violão, cantando também o fato de Aqualung, por outro lado, ser um pobre mendigo que sofreu na vida. Procurando restos de comida no chão, andando por aí, solitário. Nesse momento, quem se destaca é o baixista, Glenn Cornick, com sua linha cativante.

Logo após, mais uma troca de tempo, e aí temos velocidade, um piano sensacional, Anderson cantando novamente sobre a triste realidade de Aqualung, repetindo a letra da parte anterior. Eis que, após algumas voltas, Martin Barre entra com seu clássico solo, que quase foi estragado por Jimmy Page (segundo o próprio Barre, pois ele estava lá, gravando o solo, e Page apareceu do lado de fora da sala, acenando para Martin, e, provavelmente, esperando que recebesse um aceno também). Imagina que chato isso, né? Estar gravando o solo de um dos maiores clássicos da história do rock e Jimmy Page aparecer e quase estragar tudo xD

Mas voltemos à música. Após o solo, temos mais um breve momento mais calmo, e, após mais ou menos um minuto, Martin puxa o riff inicial novamente e a tensão volta, para nos acompanhar até o final da música. Simplesmente sensacional. Aqualung é uma das músicas mais bem construídas da história do rock. Seus seis minutos e meio parecem três, de tão forte que é a imersão quando ouvimos ela, cheia de trocas de tempo e seções rítmicas diferentes. E, o mais curioso de tudo é que é uma das poucas músicas da carreira do Tull que a flauta não aparece em momento algum.

Já em Cross-Eyed Mary, se tem uma coisa que aparece é a flauta. Já começamos com ela, com Anderson repetindo algumas vezes um riff, bem marcante, diga-se de passagem, e, após mais ou menos um minuto, entra toda a banda, pesando a mão, mas com menos tensão que na faixa título. Ao longo da música, Anderson conta a história da protagonista, uma estudante dos últimos anos da escola, provavelmente, que anda com homens ricos, "roubando-os", uma espécie de "Robin Hood de Highgate", como é descrita na letra.

Parte de trás
Interessante é que Aqualung é citado nessa música também, dando a entender que ele observa Mary dos arredores da escola. Além disso, outro ponto a se destacar, como de costume, é a riqueza do instrumental da banda, com uma linha de guitarra (e, consequentemente, de baixo) sensacional, além das viradas ao fim de cada estrote. Outro clássico, que, aliás, senti falta no show de Ian Anderson aqui em Porto Alegre (aliás, quem não sabe sobre o show, só clicar aqui).

A terceira música é Cheap Day Return. Na real, não é tanto assim uma música, Com 1:20, é mais como uma vinheta, uma passagem do disco. Uma vinheta com um violão simplesmente sensacional e uma pequena letra. Um momento um pouco mais tranquilo no disco, mais "pastoral". Acredito que, se Anderson tivesse investido mais, poderia ter virado uma bela música, mas sabe-se lá por que ele manteve ela curtinha assim.

Já Mother Goose, com seus quase 4 minutos, começa bem camponesa também, com a banda entrando mais no seu estilo famoso, de uma música mais medieval. Muito violão, muita flauta, uma percussão ao fundo, e a letra zueira de Ian Anderson. Mais perto do final, Martin Barre entra com uma guitarra, com uma leve distorção. É uma fórmula mais explorada pela banda mais pra frente, em músicas como Jack-in-the-Green. E dá certo, é o estilo mais característico do Tull.

Após Mother Goose, temos Wond'ring Aloud. Estilo Cheap Day Return, é meio como uma vinheta, mas um pouco mais longa, com quase 2 minutos, além da letra ser maior também. Aqui temos uma coisa um pouco mais romântica, uma letra mais cotidiana, sobre, como o título diz, os pensamentos altos do protagonista, sobre ele, sua mulher, o futuro deles. Acompanhado de um instrumental riquíssimo, um dos melhores do disco. Apesar de não ter bateria, temos até alguns violinos ao fundo.

Up to Me é a última música do lado A. Começa meio sinistra, com as risadas de Anderson e um riff de guitarra acompanhado pela flauta, nota por nota, até cair em mais uma levada de violão e o vocal entrar. Apesar disso, essa música lembra mais as primeiras que as últimas duas ou três, pois mescla acústico e elétrico, com um riff de guitarra bem definido. Ainda assim, se fosse apontar uma característica marcante da música é esse meio non sense que ela causa, por causa do seu andamento bem marcado pela guitarra e a flauta, além dessas risadas durante a música.




Começamos o lado B com My God. Música mais longa do disco, com mais de 7 minutos, inicia bem de leve, com o violão fazendo um belo solo, que vai ficando cada vez com um ar mais sinistro, até que Anderson entra, junto com Evan, dando uma atmosfera tensa para a música. Esse clima se mantém até uns dois minutos, quando entra a guitarra de Barre, distorcida, junto da bateria. É uma das músicas mais fortes do disco, bem construída, com um belo solo de flauta, a banda muito bem azeitada. A passagem logo antes do solo de Anderson é sensacional, cheia de paradinhas executadas à perfeição. Passagem essa que se repete durante o solo de flauta, até que tudo para e Anderson resolve humilhar no solo de flauta. Acelera, atrasa, seguido pelo coro (que acredito se tratar com esse tema "religioso" da música), a banda volta, quebrando tudo, nossa. Tive sorte de poder ver ela ao vivo no show, mas acho que, infelizmente, os problemas que Anderson tem pra cantar ao vivo comprometem a experiência. Tanto que, na resenha do show, exaltei muito mais o fato de valer a pena ver Anderson ao vivo pelo fato do cara ser um MESTRE no instrumental.

Seguimos o baile com Hymn 43. Soa como uma crítica mais ácida sobre o mesmo tema de My God - religião. Enquanto a anterior tem esse ar mais profético, sinistro, sua sucessora tem um ar mais escarnecedor, lembra muito as críticas atuais às religiões, sobre a hipocrisia de uma interpretação literal de livros sagrados, ou, ainda mais especificamente, sobre a hipocrisia das pessoas, que não medem esforços para terem um caráter um tanto quanto duvidoso, mas, aos domingos, estão lá, sentadas no primeiro banco da igreja. Um tema que, como disse antes, continua muito atual, mesmo 45 anos depois da música ser lançada. Uma pena que não seja tocada frequentemente.

Outra parte do encarte
Seguindo, temos Slipstream, quase uma "Wond'ring Aloud 2". Pouco mais de um minuto, um estilo bem parecido, com arranjos de cordas, violão e voz, a terceira - e última - das "vinhetas" do disco. O final, meio sem sentido, até que serve como uma boa introdução para Locomotive Breath, penúltima música do disco. Esta, aliás, que começa com um puta solo de piano no início, mostrando toda a técnica de John Evan, acompanhado, a partir dos 40 segundos, por Martin Barre. Segue o solo até mais ou menos um minuto e meio e a banda entra. Na minha opinião, Locomotive Breath é o que temos de mais parecido com a faixa título no resto todo do disco. A batida é bem marcada, a música em si é mais pesada, mas sem perder sua classe. Ainda assim, é apenas uma lembrança de Aqualung, afinal, durante o disco, a grande virtude que a banda mostra é a versatilidade. E porque essa música tem solo de flauta também.

Fechando esse grande disco, temos Wind Up. Se nunca tivesse ouvido ela antes e fosse chutar de que disco ela pertence, diria Stand Up ou Benefit, pois ela me lembra mais os trabalhos anteriores da banda. Boa música, ela começa um pouco mais "triste" do que o resto do disco, mas logo com uns 2 minutos o peso já entra, e a música ganha aquela riqueza instrumental padrão da banda. E aqui, a exemplo da faixa título, Ian Anderson dá uma aula de como até mesmo a entonação da mesma parte da letra em duas seções diferentes da música pode mudar a nossa interpretação. Ahh, não esqueçamos de Martin Barre, fiel escudeiro de Anderson nesses mais de 40 anos de Tull. Aqui, mais uma vez, temos um solo sensacional, cortesia desse grande guitarrista, subestimado, ofuscado pela liderança de Anderson na banda.

E assim termina Aqualung. 43:30 de muita versatilidade, belos solos, ótimas letras, clássicos incontestáveis, grandes passagens de todos os instrumentistas da banda. Quem não conhece Jethro Tull, recomendo fortemente, apesar de apreciar muito o This Was, mais que a maioria dos fãs. O problema é que o debut é muito mais blues, passando mais longe do que a banda viria a ser no auge. Mas enfim, sobe o som, que agora é só curtir esse clássico do Rock. Parabéns pelos 45 anos.


Agora que eu voltei, vou tentar trazer mais duas postagens até sexta. Uma da nossa boa e velha série de instrumentais, que falhou em março, e outra com mais um On the Charts, agora seguindo esse esquema novo. Valeu!!!

quarta-feira, 4 de novembro de 2015

Aconteceu em Porto Alegre #6: Ian Anderson no Araújo Vianna

Depois de alguns meses, novamente voltei com um show digno de ganhar uma postagem. Aliás, dezembro vai ter outra, afinal, Mr. David Gilmour resolveu dar uma passada aqui em Porto e se apresentar no melhor estádio da cidade. Mas isso é outra história, vamos ao que interessa. 

Estava eu preocupado ainda com a compra do ingresso do Gilmour e o Leão chegou com a novidade: o Jethro Tull/Ian Anderson ia vir pra cá. Abrindo um parênteses, gostaria de lembrar que, teoricamente o Tull acabou ano passado mas né, sabemos que Jethro Tull mesmo era só o Ian Anderson e o Martin Barre, então relaxem, sem xiitismo. Mas enfim, veio a notícia e logo de cara eu fiquei sabendo que ia ter promoção, estilo Carrefour, inclusive. Era comprar um ingresso e dar mais 1 real que tu comprava outro. Tipo uma meia entrada pra todo mundo, mas sem toda aquela incomodação da meia entrada. Sinceramente, se fosse 200 reais pra ver esse show, teria recusado. Por 100 reais, vale a pena ver um mito como Ian Anderson. 

Algumas semanas depois de comprados os ingressos (plateia baixa lateral, bem à frente - afinal, pegando as fileiras mais centrais, a visão é praticamente a mesma de quem pega a baixa central mais ao lado e por 20 reais a menos), dia 6, terça feira. De manhã, comprei aquele fardo de ceva, porque né, tem que ter o aquecimento antes do show. Cheguei da aula umas 17:30, botei pra gelar e, como eu moro bem perto do Araújo Vianna, o Leão passou aqui depois da aula dele pra apanhar um pouco jogar um futebol no videogame, pra passar o tempo. Boatos que foi o álcool no sangue que fez ele perder jogando com o Barcelona, mas né. É a vida. 

Fomos pro show e confesso que me surpreendi com a quantidade de gurizada indo lá prestigiar o velho Ian. Aliás, a promoção também foi um sucesso, porque a casa lotou. Sem ressentimento e tal, mas... CHUPA CREEDENCE. E na boa, não é a questão do show do Creedence não ter promoção, mas sim dos caras terem escrotizado a meia entrada. Amanhã vai ser o show deles e não conseguiram vender todos os ingressos, vai ter entrada pra vender na hora. Mas enfim, não é do Creedence que vim aqui falar hoje.

Diferentemente do que costumo fazer, não vou fazer um faixa a faixa do show pelo simples fato de não conhecer tão bem assim o Tull (nem as músicas novas que Anderson botou no setlist) pra poder falar com propriedade sobre tudo. Prefiro, nesse caso, me ater ao show como um todo. E, sendo assim, posso dizer tranquilamente que, assim como afirmei ali em cima, 100 reais é uma grana razoável para ver um show do Ian Anderson, mas nada muito além disso, tanto em relação à grana quanto ao show.

Explico melhor. Ian é um talentosíssimo músico, isso é inegável. Escreveu inúmeros clássicos e botou seu nome na história do rock com o Tull. Hoje em dia, porém (e isso já vem de algum tempo), sua voz praticamente inexiste. Ele faz um esforço descomunal pra conseguir cantar e ainda assim com um alcance muito limitado. Porém, por não querer se aposentar dos palcos, ele investe em algumas "soluções alternativas" (afinal, sua habilidade na flauta e no violão continuam intocadas), como gravar vocais de "convidados" e passar no telão, fazendo uma espécie de "dueto virtual": Ian canta algumas linhas e os convidados cantam outras.

O problema é fazer isso e chamar o show de "Ópera". Não, o show não tem NADA a ver com ópera. Os arranjos são fiéis, a banda de apoio faz seu trabalho com competência, como qualquer banda de apoio de um artista solo, não há uma grande produção, orquestra, nada disso. É apenas Ian Anderson, com mais quatro músicos e alguns "vocalistas virtuais extras" executando clássicos do Tull. Chamar o espetáculo de "The Rock Opera" soa como picaretagem.

Outro ponto que achei que Anderson pecou foi a pouca - leia-se NENHUMA - interação com o público. Nem um mísero boa noite. Nem a introdução da banda, que foi gravada e passada no telão. O velho simplesmente não falou UMA PALAVRA pro público durante as quase duas horas de show. Mesmo que não seja muito o estilo dele, é de bom tom pelo menos agradecer entre algumas músicas, dar um boa noite, perguntar se o pessoal está se divertindo, qualquer coisa. Teve um cara que fez uma camisa personalizada, com o logo da banda (aquele dele tocando flauta), referenciando Thick As a Brick (um claro pedido pra que Anderson tocasse ela no show) e o cara foi simplesmente ignorado. Mas é a vida, não se pode ganhar todas. Nem sempre teu ídolo vai pegar um encarte de CD da tua mão e autografar ele, durante o show.  

Sobre o aspecto musical, Ian deixa a desejar apenas quando canta, como disse antes. Ver um senhor de quase 70 anos detonando tudo e fazendo sua clássica pose equilibrado numa perna só (que eu e, provavelmente, muita gente, do alto dos seus 19 anos, passa trabalho pra fazer, que dirá tocar flauta junto), trazendo inúmeros clássicos do Tull dos anos 70 junto é algo sensacional. Isso sim fez valer o ingresso, sem dúvidas. As várias sequências de clássicos - por exemplo, o início do show, com Heavy Horses, Wind Up, Aqualung, With You There to Help Me e Back to the Family uma atrás da outra - os solos de flauta, executados à perfeição, a competente banda de apoio, destacando o guitarrista, entre outras coisas.

Do setlist, achei que, pelo fato do Tull ser uma banda de muitas músicas boas, mas poucos clássicos com "C maiúsculo", ficou faltando alguns clássicos. Ou seja, TINHA QUE TER THICK AS A BRICK. PONTO. Além de, é claro, Crosseyed Mary. Considerando que as 5 músicas novas que Ian apresentou são mais do mesmo e, por ser mais do mesmo, não vão ter o mesmo impacto dos clássicos, o efeito, como se poderia prever, foi de arrefecimento no público. Por mais fã que tu seja de um artista solo ou uma banda, tu só vai no show pra ver músicas novas deste quando elas já foram lançadas.

Digo com propriedade porque a sensação de ver o show dos Titãs em 2014, já com o Nheengatu lançado e com o pessoal sabendo as músicas foi COMPLETAMENTE DIFERENTE (pra melhor, é claro) do show de 2013, da turnê Titãs Inédito. E eles tocaram praticamente as mesmas músicas do disco novo, mas o pessoal só levantou quando começou Lugar Nenhum. E ainda gritaram, lá pela 5ª música, algo como "chega de inéditas".

É sim tiro no pé colocar música nova num show se a ideia é trazer clássicos pro espetáculo. Afinal, o nome da turnê é "Jethro Tull: The Rock Opera" pelo que eu me lembre. E não teve ópera e nem teve Tull o tempo todo. Por isso que eu digo, trocaria no taco essas 5 músicas novas por Crosseyed Mary, Thick As a Brick e algo do This Was, o disco de estreia da banda (principalmente as duas últimas ausências, afinal, o Aqualung foi bem representado, foi o disco com mais músicas tocadas). Achei que ficou faltando. Podia ser, sei lá, Serenade to a Cuckoo, já que Anderson precisa preservar a voz.

Mas no geral, foi um bom show. Alguns deslizes todo mundo comete, mas isso pode tranquilamente ser relevado considerando a magnitude dum artista e músico como Ian Anderson. Ainda mais por 100 dilmas o ingresso. Se tivesse que dar um veredito, definitivo, recomendaria. Ian e sua trupe entregam um bom espetáculo, vale o ingresso.



Aliás, lembrei que, mais uma vez, a extorsão veio quando o Leão pediu duas cevas pra nós. Pela manhã, como disse lá em cima, comprei um fardo de Bud pra fazer o aquecimento antes do show. Seis latinhas, 18 pila, normal. No intervalo do show, o Leão pediu DUAS latas de Heineken. Saiu 16 reais. Na moral, só pode ser zueira isso, né? Os caras tão achando que o pessoal vai com dólar pra gastar no show.

Outro momento engraçado foi quando terminou a primeira parte do show. Logo após o final de Songs From the Wood, última música do primeiro set, Ian apareceu em uma gravação no telão falando algo como "Vamos dar um intervalinho de 15 minutos, enquanto isso deem uma olhada em nossa loja de souvenir. Logo logo voltamos pra mais Jethro Tull: The Rock Opera". Sério, não teve como não rir disso. Ian mercenário demais.

Bom, antes de ir, gostaria de me desculpar pela ausência monstra. Acabei não postando nada durante a semana acadêmica, teve prova de novo e, só agora, tá tudo relax de novo. Vamos ver se agora eu consigo voltar. Mas, se essa postagem ficou meio ruim, peço desculpas desde já, devagarinho pego a prática de novo. Só gostaria de lembrar que sexta tem um baita disco do Queen que vai completar 20 anos (depois de dizer isso, fica fácil de adivinhar). É um dos meus preferidos, certamente vai ter On the Charts pra ele.

Mas isso é papo pra outro dia. Por hoje é só. Valeu!!!

sexta-feira, 16 de outubro de 2015

Questões Intertextuais

O desafio aqui é juntar dois tipos de arte e assim, a obra ao todo fica completa. É como gostar de um filme, não só porque a história é boa e sim, porque tem uma boa fotografia ou a trilha é maravilhosa, como em O Fabuloso Destino de Amelie Poulain ou Whiplash ou Intouchables ou Forrest Gump e etc. ENTÃO, EXPERIMENTE OUVIR AQUALUNG E LER SANDMAN! Isso mesmo... Elas se completam.
Aqualung foi o quarto disco do Jethro Tull e tem uma história em si, basta prestar a atenção nas letras. Além disso, a sonoridade é incrível, tanto que este é um dos álbuns mais conhecidos da banda. Agora, se for pra analisar o disco, faça isso depois de Sandman, para o clima não ficar ''disperso''...
Sandman é do Neil Deus Gaiman que enfim, descreve a passagem do ''Sonho'' por aqui... É um HQ que deve ser lido, re-lido... E as ilustrações são demais!

Então, faça a fusão!





sábado, 3 de outubro de 2015

Quando palavras não são necessárias... 25 (Especial Jethro Tull)

Acabei deixando setembro passar, de novo tinha muitas provas, não me senti inspirado e tal. Peço desculpas. Como outubro vai estar mais relax (e vai ter o show do Tull aqui em Porto, o que também é o motivo dessa postagem especial), vou ter bastante tempo e assunto. Mas como essa série aqui não é de muito assunto, vamos ao que interessa.