Como não tínhamos escrito nada essa semana, nada mais justo que fazer uma simples homenagem aqui. O Rei do Blues teve uma vida difícil, onde na infância trabalhava arduamente e foi justamente isso que o impulsionou a tocar e a sair por aí, no ano de 47. Seu estilo inspirou Clapton, Harrison, Hendrix, Winter e entre outros guitarristas. Então, veja aqui algumas músicas de grande sucesso:
Foi difícil escolher as músicas. Deu vontade de sair tocando e cantando.
Parece até que eu abandonei o rock, mas não. Quem conhece Purple sabe o porquê desse show.
Resolvi postar justamente esse show hoje como uma última homenagem a Jon Lord, que faleceu na última segunda feira. Já havia postado esse show lá, mas sem nenhuma descrição. Hoje eu vou falar um pouco sobre o que foi o Concerto For Group And Orchestra. O ano era 1969. A banda, um Deep Purple tentando se afirmar no cenário do Rock inglês. Eles estavam em uma fase de transição: sai Nick Simper e Rod Evans, entra Roger Glover e Ian Gillan. A antiga MK I do Deep Purple dava lugar a uma das formações mais poderosas de uma banda na história do Rock: A MK II, composta por Ian Gillan, Ritchie Blackmore, Jon Lord, Roger Glover e Ian Paice. Uma formação que tinha muito a contribuir no Rock do período de 1969-1973, com discos e shows incríveis. E por incrível que pareça, o primeiro sucesso dessa formação foi... um concerto orquestrado!!?!?? Isso mesmo. Assim como (guardadas as proporções, sou mil vezes o Purple) o Kiss, que não fez sucesso com os primeiros discos, mas seu registro das mesmas músicas, ao vivo, foi o que lhes garantiu o sucesso, o Deep Purple deu seu primeiro passo grande rumo ao sucesso com o Concerto For Group And Orchestra. Aí vocês me perguntam: e onde o Lord entra na história? Simples: Lord, além de ser o tecladista do Purple à época, era simplesmente O CRIADOR do Concerto. Ele, com o auxílio de Ian Gillan apenas para as letras, elaborou um concerto de música clássica, misturado com rock. Além de deixar claro toda a genialidade de Lord, mostra que toda e qualquer banda que já pensou ou fez shows com orquestra, como o Metallica, o próprio Deep Purple anos depois ou o Rush, que vai trazer uma orquestra pra turnê do disco novo, entre outras bandas, devem ao pioneiro Deep Purple. Infelizmente a partitura do Concerto foi perdida após uma segunda e última execução, em 1970. Jon Lord, no entanto, elaborou uma nova versão do mesmo nos anos 2000.
Charlie Patton ou Charley Patton
foi um bluseiro norte americano nascido no Mississipi. Sua data de nascimento é
controversa, mas a maioria acredita que tenha sido em 1891 Patton e considerado
por muitos o Pai do Delta Blues.
Tem essa fama por ter sido anterior
a Robert Johnson e suas gravações datarem dos anos 20 e 30, e é ai que fica o ponto de interrogação. Acreditasse que
seja um homem grande por causa de sua voz bem grave e potente (ha mitos de que se conseguia ouvir ele cantando a centenas de metros). Mas seus retratos indicam
que fosse bem pequeno.
Desde sua infância Patton gostava
de tocar. Historias dizem que ate seu pai o expulsou dizendo que ele não prestava,
pois Patton só queria saber de tocar. Uma coisa já que tao gostando de fala de plagio no blog vamos dizer o seguinte Patton já tocava com os dentes e com o violão nas costas muito antes de Hendrix. Não que eu esteja sugerindo nada mas só por informação ta ai.
Por suas gravações serem tão antigas
e estarem tão cheias de chiados e estalos é muito difícil aproveitar sua obra
mesmo assim aqui esta uma linha do tempo de Patton, da Wikipédia, e algumas
musicas. Pra quem quiser saber mais sobre Patton e blues em geral pode ver o The Roots of Led Zeppelin: Down the Tracks, dirigido por Steve Gammond. Só pros mais chatos não tem nada do Led não tocam nenhuma musica e só sobre suas raízes mesmo.
Linha
do tempo:
Certidão de casamento de Patton
1891
- Patton nasceu em Hinds County, Mississippi perto de Edwards ou Bolton.
1895
- A família muda-se para perto de Patton Edwards Depot.
1900
- A família se muda para o Dockery Plantation in Sunflower County,
Mississippi, onde Charlie encontra a sua influência musical, Henry Sloan.
1905-1907
- Com 14 anos, Patton obtém aulas de guitarra de Earl Harris de Cleveland,
e aprende "You Take My Woman" e "Maggie".
1908
- Com 17 anos, vive com a Millie Barnes, e tem uma menina chamada Willie
Mae.
1910
- Com 19 anos grava músicas, incluindo "Pony Blues", "Banty
Rooster Blues", "Mississippi Boweavil" e "Down The
Dirt Road".
1916
- Ofereceu uma posição no W.C. Handy's Band.
1922
- Casa-se com Mandy França na plantação Oss Pepper's.
1926
- Willie Brown torna-se seu parceiro de dueto.
1929
- Grava 14 canções para a Paramount Records em Richmond,
Indiana.
1929
- Em julho, a Paramount lança "Pony Blues", primeira gravação de
Patton emitidas, que vende bem.
1929
- Grava novoas canções novamente para a Paramount, desta vez em Grafton,
Wisconsin, com Henry "Son" Sims no violino.
1930
- Terceira sessão de gravação Paramount, novamente em Grafton, Wisconsin,
e acompanhado por Son House e Willie Brown na guitarra, e Louise
Johnson no piano.
1932
- Final de gravação Paramount é liberado.
1932
- Casa-se com Bertha Lee, a filha de um capataz, em Morgan City,
Mississippi.
1933
- Quase morreu quando sua garganta é cortada perto de Holly Ridge,
Mississipi.
1934
- Grava 26 canções, incluindo "Oh Morte", para a gravação
American Company em Nova Iorque, entre 30 de janeiro e 1 de fevereiro.
1934
- Morre de insuficiência cardíaca no Heathman-Dedham fazenda no Mississipi.
Discografia:
Patton tocando com a mao virada
tecnica ainda usada hoje em dia.
1929, Richmond
"Pony
Blues"
"Mississippi
Boweavil Blues"
"Screamin'
And Hollerin' The Blues"
"Down
The Dirt Road Blues"
"Banty
Rooster Blues"
"Pea
Vine Blues"
"It
Won't Be Long"
"Tom
Rushen Blues"
"A
Spoonful Blues"
"Shake
It And Break It (But Don't Let It Fall Mama)"
Bob
Dylan dedicou sua canção "High Water (For Charley Patton)",
Em seu álbum de 2001 Love and Theft, Para Patton.
O
compositor francês Francis Cabrel refere-se a Charley Patton na
canção "Cent Ans de Plus" no álbum de 1999 Hors-saison.
A
banda de rock indie "Gomez" gravou uma música em sua versão 2006
How We Operate, Intitulado "Charley Patton Songs".
Há
um retrato de Charlie Patton no estúdio de gravação usado pelo White
Stripes no álbum Icky Thump. Ele pode ser visto ao fundo no vídeo
sobre seu website.
Jule
Brown registada uma actualização arranjo de "Patton's Green
River Blues", em sua versão 2006 Smoke and Mirrors.
Robert
Crumb no livro em quadrinhos "Blues" narra a vida de Patton.
Bom acho que valeu a espera afinal fico bem extenso. No próximo não perca Son House.
Bom galera como deu para perceber pelo titulo hoje temos um post triplo isso se deve a eu estar sem tempo, acho que pela primeira vez essa é realmente a desculpa. Bom mas sem perda de tempo vamos nessa.
Recuperações #3:
Parabéns ao Ilustríssimo:
Bom vamos parabenizar David Gilmour, um pouco atrasado verdade mas fazer o que, por seus 66 anos. Pois é um dos vocalistas e guitarristas do Pink Floyd fez seu aniversario 5 dias atrás. Então vamos as Informações Gerais:
Sir. David Jon Gilmour nascido em Cambridge, 6 de março de 1946 alem de integrante doPink Floyd, editou álbuns, fez álbuns solo e colaboração com outros artistas. Depois da saída deRoger Watersa meio dadécada de 1980tornou-se a principal figura da banda. Foi considerado o 14º melhor guitarrista do mundo pela revista norte-americanaRolling Stone.
Discografia:
Álbuns solo
David Gilmour (1978)
About Face (1984)
On an Island (2006)
Live In Gdansk (2008)
Gilmour em concerto na O2 Arena,Londres, 2011.
Com o Pink Floyd
Obs. Gilmour está presente na discografia do grupo entre 1968 e 2001
A Saucerful of Secrets (1968)
Music from the Film More (1969)
Ummagumma (1969)
Atom Heart Mother (1970)
Meddle (1971)
Obscured by Clouds (1972)
The Dark Side of the Moon (1973)
Wish You Were Here (1975)
Animals (1977)
The Wall (1979)
A Collection Of Great Dance Songs (1981)
The Final Cut (1983)
A Momentary Lapse of Reason (1987)
Delicate Sound Of Thunder (1988)
The Division Bell (1994)
PULSE (1995)
Is There Anybody Out There ?(2000)
Echoes (2001)
Outros
Metallic Spheres (2010), colaboração com a banda The Orb
Dicas #2
Bom seguindo com as dicas ai vai mais 5 covers do Led Zeppelin:
Guitarras #2: Les Paul
Bom Here We Go
Gibson Les Paul popularmente Les Paul, o que na verdade é um erro ja que Les Paul era um guitarrista dos anos 50, é uma guitarrade corpo sólido que começou a ser vendida em 1952.A Les Paul foi desenhada porTed McCartye criada em colaboração com o popular guitarristaLes Paul (lembram dele), a quem a Gibson convidou para aprovar o novo modelo. Esse é um dos modelos de guitarra mais conhecidos do mundo.Alem disso possui dezenas de variações e signatures. Seus principais difusores foram Pete Townshend (The Who), Jimmy Page (Led Zeppelin) e o próprio Les Paul.
Bom galera, como não pretendo estar na frente de um computador escrevendo para o blog amanhã, vou antecipar os votos para hoje.
Então, desejo a todos, leitores, Douglas, Gabriel, um feliz natal, com muita paz, saúde, dinheiro também (não faz mal a ninguém, né...) e, como presente de Natal, vou deixar duas pérolas do Queen para vocês.
Primeiro, um single que a banda lançou no natal de 1984, para arrecadar fundos, Thank God It's Christmas
E um show completo da banda, na véspera de Natal de 1975, no Hammersmith Odeon (torço pra que esse seja lançado oficialmente, showzaço)
“Não estava pensando com clareza. Tive uma horrível decisão de acabar com a vida de outro ser humano por razões egoístas. Pensava que se matasse John Lennon eu me tornaria alguém, e ao invés disso, tornei-me um assassino, e assassinos não são ninguém”. - Mark David Chapman
Uma infelicidade, envolvendo um fã perturbado, um revólver e um ícone da música. Assim foi o assassinato de John Lennon.
A famosa foto de Lennon e Chapman, horas antes do assassinato.
Quando Annie Leibovitz entrou no apartamento de John Lennon e Yoko Ono para uma sessão de fotos no dia 8 de Dezembro de 1980, mas sabia ela que seria ela a responsável por uma das fotografias mais famosas da cultura popular do século XX e que essa imagem seria uma das últimas tiradas ao ex-Beatle em vida. Curiosamente, era a foto de Lennon autografando seu disco mais recente para o seu assassino.
O mês de Dezembro corria bem ao músico britânico: depois de cinco anos sem lançar nada novo, Lennon tinha lançado o álbum Double Fantasy, em colaboração com a sua mulher Yoko Ono: uma obra que celebra a vida em família e o amor. Entrevistas, sessões fotográficas e eventos públicos encheram os últimos dias de vida de Lennon em Nova Iorque.
No fatídico dia oito, após uma entrevista à uma rádio, Lennon e Yoko Ono foram para o estúdio gravar uma versão da música Walking on a Thin Ice. Foi por volta das 17:00, hora em que estavam saindo, que Lennon teve o primeiro contacto com o homem que lhe viria a tirar a vida nesse mesmo dia: Mark David Chapman aproximou-se da limousine à chegada ao estúdio para pedir um autógrafo no álbum recentemente lançado. Paul Goresh, o fotógrafo que acompanhava o músico nesse dia, guardou a imagem deste momento que viria a ser mais tarde recordado por todo o mundo.
O casal só abandonou o estúdio por volta das 22h50. Decidiram nessa noite não jantar fora e ir diretamente para o edifício Dakota, na intenção de encontrarem o filho, Sean, acordado. Além disso, Lennon gostava de cumprimentar os fãs que normalmente esperavam horas à porta da sua casa e, por isso, não guardaram o carro dentro do jardim - estacionaram-no na 72nd Street, permitindo que Chapman abordasse Lennon.
Lennon dando entrevista na rádio.
Ono foi a primeira a sair do carro e rapidamente entrou no edifício. Quando Lennon passou, Chapman alvejou-o nas costas, disparando cinco tiros da sua arma de calibre .38. Apesar de ter errado o primeiro tiro, os outros quatro atingiram Lennon, causando-lhe uma perda fatal de sangue. A polícia chegou poucos minutos depois, mas pouco havia a fazer: Lennon tinha perdido 80% do seu sangue e quando chegou ao hospital Roosevelt, já estava inconsciente e sem pulso. Morria aos 40 anos um dos ícones da música popular do século XX.
O que fica de Lennon é seu legado musical e uma luta por um mundo de paz. Coisas que devem sempre serem lembradas.
Pra quem não sabe, dois anos depois o Queen prestou uma homenagem a Lennon, com a bela balada Life Is Real, presente no Hot Space.
Há exatos 20 anos, se apagava a estrela de um dos maiores, senão o maior, nome do Rock e da música em geral. Freddie Mercury, que há alguns anos travava uma ferrenha batalha contra a tão temida AIDS, acabou por se render e sucumbir à tal em 24 de Novembro de 1991, um dia depois de anunciar para o mundo sua doença.
Não foi uma batalha em vão. Os 4 anos que viveu sabendo que era soropositivo foram talvez os mais produtivos dele e do Queen. Obras incríveis como The Miracle, Innuendo, seu disco solo, Barcelona, vieram à público nesses anos.
Glam, rocker, macho man. Todas essas fases do visual de Freddie simbolizavam perfeitamente sua personalidade: extravagante, pulsante, cheia de vida. Sempre pensando em, como se diz em inglês "have a good time". Freddie, apesar disso, se queixava de sua vida amorosa: era um homem que não conseguia encontrar seu verdadeiro amor. Isso é realmente bem expresso, no começo Freddie teve relacionamentos com mulheres (como Mary Austin, com quem viveu durante 6 anos, e foi quem soube primeiro da opção sexual de Freddie) e homens.
E, como essa promiscuidade era uma roleta russa na época, e ainda é, mas em menor escala, infelizmente Freddie foi sorteado nessa roleta, levou o "tiro", e com ele, uma doença que, na época, se equivalia à assinatura de uma sentença de morte.
Apesar disso, como Brian May já relatou certa vez, "Freddie sempre enfrentou sua doença de cabeça erguida. Ele era realmente forte, nunca o vi reclamar da vida". E realmente, Freddie foi guerreiro. Já em 1989, estava bem doente, apesar disso, gravou incrivelmente os vocais para as músicas do Miracle. Foi a premiações, fez videoclipes.
Já em 1991, no último ano de sua vida, Freddie demonstrou ainda mais dedicação. Brian disse que, "quanto mais doente, mais Freddie queria trabalhar". Provavelmente, isso era uma terapia.
Para as gravações do Innuendo, percebe-se uma voz mais doente, mais aguda (isso também é notável nos últimos trabalhos de Cazuza e Renato Russo). Freddie dava o máximo de si. Brian conta que, na gravação de The Show Must Go On, a última para o Innuendo, ele estava com dúvidas quanto a capacidade de Mercury para cantar. Ele fazia a voz guia, e acreditava que a música exigia muito para alguém que cansava facilmente se ficasse algum tempo em pé.
Pois não é que entra Freddie no estúdio, depois de consumir algumas doses de vodka e fala "I'll fucking do it, darling", algo como "Vou sim fazer essa merda, querido". E foi lá e gravou a música em apenas um take.
E essa mensagem, tanto da música quanto da bravura demonstrada nos últimos anos de sua vida, deve ser tomada como exemplo. Freddie pode ter morrido, mas seu legado e sua música viverá para sempre, pois sua obra e talento são eternos. Vida longa ao Queen. Vida longa à Freddie Mercury.
Pois é, ontem foi mais um Dia Mundial do Rock. Não sei se vocês sabem por que o 13 de Julho foi a data escolhida para esse dia, mas então lá vai. Nesse dia, em 1985, era realizado o maior festival que veio depois de Woodstock: o Live Aid.
Idealizado por Bob Geldof e Midge Ure, o evento tinha como objetivo arrecadar fundos para combater a fome na África. Ocorreu em 2 lugares principais, no Estádio de Wembley, em Londres, e no JFK Stadium, na Filadélfia, embora algumas bandas, como INXS e Men At Work tenham se apresentado em outros lugares, como Sydney, na Austrália.
O Live Aid foi uma das maiores tranmissões televisivas da história - foi transmitido via satélite para 60 países diferentes e estima-se que mais ou menos 1,5 bilhão de espectadores tenham assistido ao evento.
Enquanto que no Estádio de Wembley tocaram Elvis Costello, Sting, U2, Dire Straits, Queen (que a maioria das pessoas dizem ter roubado a cena do festival, sendo uma das melhores apresentações da história), The Who, Elton John e Paul McCartney, entre outros, no JFK Stadium tocaram B.B.King, Black Sabbath, Crosby, Stills and Nash, Judas Priest, The Beach Boys, Neil Young e Eric Clapton, além de outros artistas e uma das únicas reuniões do Led Zeppelin após a morte do lendário baterista John Bonham.
Exceção à parte, Phil Collins tocou nos dois lugares, sendo primeiro em Wembley, depois pegando um voo até os EUA para tocar no JFK Stadium. Além disso, ele também tocou com outros artistas, inclusive sendo o baterista em uma das músicas do Led Zeppelin.
Além disso, tiveram bandas que foram convidadas e, ou não puderam comparecer, ou simplesmente recusaram, como foi o caso do recém-refeito (na época) Deep Purple, onde o chato do Blackmore (sempre ele!!!) se recusou a tocar.
Queen no Live Aid, na foto apenas Freddie Mercury.
Enfim, agora que vocês sabem o porquê desse dia ser o Dia Mundial do Rock, gostaria de mostrar minha insatisfação quanto a esse dia com um trecho de uma postagem sobre esse mesmo dia, ano passado, do finado blog Baú do Roque. Depois que li essa postagem, refleti sobre a plena decadência desse grande gênero que, infelizmente, precisa de um dia para ser lembrado atualmente.
"Pode parecer irônico, mas o Dia do Rock só surgiu depois que o nobre gênero bretão tinha começado a definhar – talvez, por isso mesmo.
Há 30, 40 anos, não era necessário um “dia mundial do rock”, porque naquela época todo dia era dia de rock. Havia muitas grandes bandas em plena forma, concertos históricos acontecendo, álbuns fabulosos sendo gravados e vendidos em grande quantidade.
A criação de uma data para lembrar que o rock existe é algo semelhante à transformação de uma floresta em parque nacional: uma tentativa desesperada de evitar que uma riqueza se perca, num momento em que esse bem já está mais que escasso.
Hoje, ocorre um fenômeno curioso. O chamado “rock” foi pulverizado em dezenas (quiçá, centenas) de subgêneros e, ao mesmo tempo, sua representatividade no cenário cultural caiu ao
extremo.
Hoje em dia, não se sabe bem o que a palavra “rock” significa. Qualquer banda que use uma guitarra com alguma carga de distorção é chamada de “roqueira”."
Falou tudo, não?
E como ontem foi o Dia Mundial do Rock, nada melhor que apresentar a vocês uma das últimas bandas de ROCK que você ouve e pensa que nem tudo está perdido. Com vocês, Airbourne.
Bom, me lembro como se fosse ontem. Há exatos dois anos, voltava de um ensaio da orquestra do colégio. Eram umas 18:30. Quando cheguei em casa, meu pai me perguntou : "Sabe quem morreu hoje?".
Eu, que havia passado as duas horas anteriores no colégio, dentro de uma sala, sem conexão com o mundo, não sabia de nada. Respondi " não, quem?".
Quando ouvi o nome do Rei do Pop, não acreditei. Não era possível. Sabia que Michael já não era o mesmo e que havia especulações sobre seu estado de saúde, porém Michael Jackson parecia ser uma daquelas pessoas imortais, que você não acredita que isso possa acontecer um dia.
Na época, eu tinha 4 músicas de Michael no meu computador, e não costumava ouvi-las. Pois é, eu as havia ouvido no dia anterior. A partir daí eu comecei a conhecer mais a fundo a carreira dessa lenda.
Eu admito : não gostava de Michael Jackson. Nem de sua música, nem da pessoa. As opiniões da mídia me faziam acreditar realmente que Michael era (ou havia se tornado) um monstro, pedófilo e que não admitia e nem gostava de suas origens. Depois de sua morte é que eu descobri certas coisas, como o fato de que Michael realmente tinha Vitiligo, a doença que deixa manchas claras na pele. E, para quem não acredita, existem fotos na internet que provam isso.
Realmente Michael virou uma pessoa excêntrica. O sucesso imediato, as pressões, as especulações da imprensa, os falsos amigos, seu próprio pai, que era extremamente severo com Michael, na infância, tudo isso contribuiu.
Mas não estou escrevendo aqui para falar da vida pessoal de Jackson. A razão pela qual estou aqui é divulgar sua música, que era muito variada, aos fãs de rock. Como já havia falado, a minha intenção não é tomar o lugar de ninguém, apenas adicionar novos artistas e músicas à cultura musical das pessoas.
Porém me deparei com muitos sucessos, tanto discos quanto músicas. Off The Wall, Thriller, Bad, Dangerous, HIStory, Billie Jean, Man In The Mirror, You Are Not Alone, enfim, resolvi pegar duas músicas conhecidas, as duas músicas mais Rock'n'Roll de Michael: Beat It e Black Or White, que estou inclusive indicando o link para o clipe completo, que foi censurado.