Eu disse que ia sair hoje... só não falei a hora :D
Steve Vai - Sofa (Vencedor de 1994)
Vale lembrar que Sofa é uma música de Frank Zappa, e que Vai trabalhou com Zappa na década de 80.
B.B. King, Buddy Guy, Eric Clapton, Jimmie Vaughan e outros - SRV Shuffle (Vencedor de 1997)
Zappa Plays Zappa e Steve Vai - Peaches en Regalia (Vencedor de 2009)
Só eu que acho que, se Frank Zappa fosse vivo até os dias de hoje, seria um colecionador de Grammys?
Jeff Beck - Hammerhead (Vencedor de 2011 - Último vencedor dessa categoria)
Bom, eras isso. Amanhã sai mais uma postagem, a última antes de eu ir pra praia. A partir daí, não sei se a frequência das postagens vai cair, mas é provável. O Leão tá falando em voltar, espero que realmente aconteça. Valeu!
Acho que a eleição tá me influenciando bastante, porque eu prometi essa postagem algumas vezes na página do facebook. Desculpem a demora, é que toda vez que eu pensava em parar pra fazer ela, tinha outra coisa mais importante ou eu achava que ia ficar uma bosta. Hoje, porém, senti que o bagulho ia fluir, então vamos lá.
Hot Rats é o segundo álbum solo de Frank Zappa (os anteriores todos foram lançados sob o nome de sua banda, The Mothers of Invention, e seu primeiro álbum solo é Lumpy Gravy, de 1967), gravado em uma mesa de 16 canais (tecnologia revolucionária para a época), entre 18 de julho e 30 de agosto de 1969, em três estúdios diferentes: o TTG e o Sunset, ambos de Los Angeles, e o Whitney, de Glendale. Foi lançado em 10 de outubro de 1969 e dedicado a Dweezil Zappa, seu primeiro filho (homem, porque Moon Zappa, mais velha da prole de Frank, nasceu em 1967).
Hot Rats não é para quem é iniciante na música do Zappa. Uma inadvertida primeira audição pode ser traumática, a pessoa pode pensar que é música pra louco - não que não seja, de certa forma. Como eu sou meio louco, já saí ouvindo ele de cara, por meio do coluna MTV (única vez na vida que a MTV fez algo que preste pra minha vida). Quem nunca ouviu Frank Zappa na vida, sugiro músicas mais palatáveis de início, como Watermelon in Easter Hay, San Ber'dino e Bobby Brown. Depois, o Hot Rats é sim uma boa pedida, pois é um dos discos mais consistentes da carreira de Frank. Extremamente calcado no jazz, Hot Rats é composto de muitos solos, músicas instrumentais (é, basicamente, um disco instrumental, fora um trecho de dois minutos em Willie the Pimp, que conta com vocais de Capitain Beefhart) e longos improvisos. Considerando que as bases foram gravadas em três dias, o resultado não poderia ser melhor. Como o próprio Zappa definiria Hot Rats, é "música para os ouvidos".
Começamos nossa aventura por Peaches en Regalia. Talvez o maior clássico de Zappa. Seu "cartão de visitas". Realmente, se tem uma música que define o que é Frank Zappa, é ela. Estava vendo a versão que Dweezil, sem dúvidas o filho mais fiel de Frank, fez no Zappa Plays Zappa, e é inacreditável. Bem que os instrumentos soam meio indefinidos, os solos nunca são de um instrumento só. É xilofone com guitarra, teclado com xilofone, teclado com guitarra, sax com xilofone e guitarra, enfim. Inúmeras misturas, que geram um clássico incontestável.
Willie the Pimp, segunda música, já é um pouco diferente. De cara, temos a presença de violino, tocado por Ian Underwood, depois entra baixo e guitarra. Por fim, Beefhart começa a cuspir a letra, com seu vocal rasgado. Depois, entra um monte de percussões aleatórias, fazendo um belo jogo de lados do aparelho de som. Tudo isso nos primeiros quarenta segundos. Lá pelos dois minutos, Beefhart nos deixa, assim como a percussão. O que fica é Zappa DEBULHANDO a guitarra por sete incríveis minutos, até repetir o riff lá pelo nono minuto e encerrar a música. Destaco aqui o trecho entre 3:40 a 5:40. Na real, seria uma música normal, com início, vocal, solo e fim, se não fosse Zappa.
Son of Mr. Green Genes fecha o lado A. Tem uma estrutura similar à Willie the Pimp. Fora o fato de não ter vocal, tem duas "estrofes de riff" e depois segue por um longo solo de 7 a 8 minutos, até repetir o riff do início e finalizar. Apesar disso, não é tão roqueira quanto a anterior, algo um pouco mais, digamos, marcial. Também é um dos destaques do disco, que começa a decair um pouco a partir daqui. Apesar disso, de maneira alguma ele fica ruim.
Little Umbrellas abre o lado B. Outra música curta, a exemplo de Peaches en Regalia. É legal, tem um baixo bem marcado e um solo de sax que é sensacional. Falando em sax, The Gumbo Variations, música seguinte, é a grande megalomania do disco. Com seus quase 17 minutos, ela tem de tudo. Nos primeiros 7, é o sax que domina, com MUITO improviso. A partir dos 7:30, entra a guitarra e dá uma equilibrada. Como podem perceber, ela tem de tudo mesmo, solo de sax, guitarra, baixo e bateria, que ficam sozinhos no final, "duelando". Só o final dela consome uns 2 minutos. Enfim, só ouvindo pra entender. Mas alerto vocês, vai ser uma das mais difíceis de digerir. E, sinceramente, por mim o disco terminaria em The Gumbo Variations. Não gosto de It Must Be A Camel, só estou citando-a aqui para não fazer uma desfeita ao disco. Ela tem um solinho de bateria, de marcante, e... só. Não chama a atenção por mais nada, sendo, disparadamente, a mais fraca do disco. Dispensável, eu diria.
Bom, galera, eras isso. Deixem o tio Zappa entrar em vossos corações, não vão se arrepender. São 45 minutos bem gastos.
Bem, vocês sabem que, como baterista, costumo fazer umas postagens puxando a brasa pro meu assado. Só conferir o Top 10 de sempre do blog, onde tem postagens tipo essa e essa. Hoje não vai ser diferente.
A inspiração dessa postagem veio de uma olhada pra esquerda. Vi na minha parede o pôster do Guitar Heaven (pra quem não conhece, só clicar aqui, onde aparece um cantinho dele). Eis que eu pensei... não existe um pôster assim pra kits de bateria que são fodaços. Só pra guitarra. Então resolvi fazer essa postagem, composta inteiramente por imagens. Sem enrolação, vamos lá.
Bateria do Terry Bozzio (Frank Zappa)
Bateria do Alex Gonzalez (Maná)
Bateria "Tattoo" do Chad Smith (Red Hot Chili Peppers): Ele usou no In The Basement, só conferir aqui
Bateria do Ian Paice (Deep Purple)
Por hoje era isso. Só pra fechar, uma homenagem a um baterista que, apesar de simples, é uma referência com sua banda, igualmente simples. Tommy Ramone, último integrante original dos Ramones, morreu no último dia 11, vítima de um câncer.
Bom desdo inicio do ano deixamos passar aniversários de vários álbum então eu novamente vou jogar o Quinta Underground para a próxima semana pra homenagear esses álbuns. Mas não esperem muito vai ser só um lembrete diferente de como foi o Led I, o Bayou Country, 1984 e o Burn. Então vamos lá:
1969 - 45 anos
O primeiro a aparecer aqui é o Yellow Submarine dos Beatles lançado dia 13 de janeiro. Só assim o povo aqui sabe que é ma ideia deixar Beatles nas minhas mãos, a sorte de vocês e que tem muita coisa e se eu for comenta disco por disco a postagem só sai amanha. Mas os mais relevantes vão ter a lista de musicas e uma fotinho aqui. Só pra deixar claro eu sei que isso é uma soundtrack.
Yellow Submarine
Yellow Submarine
Only a Northern Song
All Together Now
Hey Bulldog
It's All Too Much
All You Need Is Love
Pepperland
Sea of Time
Sea of Holes
Sea of Monsters
March of The Meanies
Pepperland Laid Waste
Yellow Submarine in Pepperland
Seguindo em 69 porém passando para fevereiro temos o Ball do Iron Buterfly. Banda que eu e o Lima até curtimos (assim e meio viajado demais mas certas coisas e possível ouvir) então vai ter sua homenagem.
Ball
In The Time of Our Lives
Soul Experience
Lonely Boy
Real Fright
In The Crowds
It Must Be Love
Her Favorite Style
Filled With Fear
Belda-Best
1974 - 40 anos
O primeiro de 1974 é o Planet Waves do Bob Dylan lançado dia 17 de janeiro.
Planet Waves
On a Night Like This
Going, Going, Gone
Tough Mama
Hazel
Something There Is About You
Forever Young
Forever Young (Continued)
Dirge
You Angel You
Never Say Goodbye
Wedding Song
Continuando em janeiro temos o Energized do Foghat que não tem um dia certo de lançamento apenas um mês.
Energized
E agora pra fechar 1974 temos o álbum de debut do Kiss, o Kiss de 8 de Fevereiro.
Kiss
Strutter
Nothun' To Lose
Firehouse
Cold Gin
Let Me Know
Kissin' Time
Deuce
Love Theme From Kiss
100.000 Years
Black Diamond
1979 - 35 anos
Abrindo o ano de 1979 temos o Sleep Dirt do Frank Zappa o disco foi lançado dia 19 de janeiro, e por eu saber que o Lima é fã do Zappa ele vai ter sua homenagem prolongada.
Sleep Dirt
Filthy Habits
Flambay
Spider of Destiny
Regyptian Strut
Time Is Money
Sleep Dirt
The Ocean Is The Ultimate Solution
Outro com o lançamento incerto e o The Def Leppard EP que como o prprio nome diz é do Def Leppard, ele foi lançado em janeiro e tudo isso que se sabe.
The Def Leppard EP
Seguindo sem data precisa e em janeiro temos o No Mean City do Nazareth.
No Mean City
Agora indo para fevereiro mais especificamente dia 19 temos o álbum solo do ex-Beatles George Harrison que leva um nome de extrema criatividade George Harrison.
George Harrison
Love Comes To Everyone
Not Guilty
Here Comes The Moon
Soft-Hearted Hana
Blow Away
Faster
Dark Sweet Lady
Your Love Is Forever
Soft Touch
If You Believe
1984 - 30 anos
No dia 12 de janeiro o Defenders of The Faith do Judas Priest fazia suas três decadas.
Defenders Of The Faith
Freewheel Burning
Jawbreaker
Rock Hard Ride Free
The Sentinel
Love Bites
Eat Me Alive
Some Heads Are Gonna Roll
Night Comes Down
Heavy Duty
Defenders Of The Faith
Nesse mesmo mês porém dia 21 é lançado o Bon Jovi álbum debut do Bon Jovi
Bon Jovi
Dia 27 de janeiro foi lançado o Flex-Able o álbum de debut do Steve Vai.
Flex-Able
E para fechar janeiro temos Slide It In do Whitesnake que foi lançado no mesmo dia que o Flex-Able, 27.
Slide It In
Agora o único que esta sendo comemorado num dia certo o The Smiths outro álbum de estreia desta vez do próprio The Smiths.
The Smiths
1989 - 25 anos
Dia 24 de janeiro o Skid Row lançava seu álbum de estreia o Skid Row.
Skid Row
1994 - 20 anos
Em janeiro temos o Acid Eaters do Ramones lançado dia 4 de janeiro.
Acid Eaters
Já dia 18 temos o Antenna do ZZ Top.
Antenna
Pincushion
Breakawy
World of Swirl
Fuzzbox Voodoo
Girl in a T-Shirt
Antenna Head
PCH
Cherry Red
Cover Your Rig
Lizard Life
Deal Goin' Down
Everything
Bom eu sei que não tem todos mas se eu botasse todos ia ser muita coisa. Então falou curtam a pagina do blog no face e votem no 13 na enquete.
Esse sim é ilustríssimo. Se fosse vivo, Frank Vincent Zappa estaria fazendo hoje 71 anos (e, provavelmente, a todo vapor). Nascido em 21 de Dezembro de 1940 em Baltimore, EUA, Zappa nunca se prendeu a apenas um estilo. É tido como louco, pois suas composições possuem um nível de complexidade acima do normal. Talvez Zappa até o seja, pois todo gênio tem um pouco de loucura. Mas a verdade é que Zappa era um artista, um músico à frente de seu tempo. Suas composições iam da vanguarda até a música clássica, passando por orquestrada, hard rock, soft rock, até um pouco de pop (porque não?) e jazz, MUITO JAZZ. O próprio Zappa disse certa vez "O Jazz não está morto, ele apenas cheira mal". Uma frase um tanto ácida, não acham? Pois Hot Rats, seu disco mais aclamado, é todo calcado no jazz, desde as estruturas, ritmo, melodia, TUDO. Um dos maiores exemplos disso é a fabulosa The Gumbo Variations, que tem que ser divida em parte1/ parte 2, no Youtube. Fora outros discos e outras composições de Zappa. Compositor incansável, sua média normal de discos num ano era de 3 a 5. Isso quando não eram duplos. Zappa, no começo a carreira, fazia discos mais "satíricos", com sua banda, os Mothers Of Invention. Já os anos 70 fizeram bem para Zappa. Neles que surgiram algumas de suas maiores obras, como One Size Fits All, último com os Mothers, que possui o clássico San Ber'dino, Sheik Yerbouti, o disco "pop" de Zappa, onde ele conseguiu emplacar um single nº 1, Bobby Brown Goes Down, e o Joe's Garage, dividido em 3 atos, que possui um dos mais belos solos e Zappa, Watermelon In Easter Hay. Nos anos 80, Zappa experimentou mais do que na década anterior, variou mais seus estilos. Seu último disco de estúdio em vida, Jazz From Hell, como o próprio nome já diz, é uma bela peça de jazz, digna da despedida desse gênio. Infelizmente, um câncer de próstata, que passou despercebido, se desenvolvendo por 10 anos, abreviou a vida do mestre, que acabou por morrer, ou se preferirem, "partir para sua última turnê", como disse a família de Zappa, em 4 de Dezembro de 1993, algumas semanas antes de seu aniversário de 53 anos. Quem quer conhecer um estilo variado de música, Zappa é altamente recomendável, porém quem quer conhecer deve ter uma mente bem aberta. Sua música não é das mais fáceis de digerir e entender. Como Zakk Wylde já diosse certa vez, "O nível de musicalidade exigido dos músicos e a complexidade dos arranjos nos discos do Frank Zappa são tão elevados, que você provavelmente não vai entender muita coisa se você não for um músico". E é fato.
Pra fechar com chave de ouro, algumas frases "marcantes" de Zappa:
- "Se você quer trepar, vá à faculdade. Mas se você quer aprender alguma coisa, vá à biblioteca." - "Funciona assim: Pegue qualquer melodia seja ela qual for, Beethoven ou musica Havaiana, toque na guitarra, adicione baixo e bateria e as pessoas chamarão de rock´n roll." - "Conduzir uma orquestra é abanar as mãos ou um pedaço de pau, criando desenhos no ar, onde são interpretados como mensagens musicais por gente de fraque, que preferiria estar pescando." - "Jornalismo musical é gente que não sabe escrever entrevistando gente que não sabe falar pra gente que não sabe ler."
E a melhor de todas: - "A mulher ideal é aquela que é bonita, adora trepar, e vira uma pizza às quatro da manhã."
Mestre Zappa, onde quer que esteja arrebentando com um solo fuderoso de jazz, espero que ouça meus parabéns, por todo o legado que deixou pra música.
Bom, pra quem não sabe nada sobre Frank Zappa, primeiro dê uma acessada no link que tá no nome dele. O nome do Zappa já foi mencionado aqui no blog (uma vez só, eu sei, deveriam ter sido mais...) quando eu falei sobre a inspiração do Deep Purple para a música Smoke On The Water: o incêndio do cassino em Montreux, que seria o local das gravações do Machine Head. Além de ter destruído o cassino, o incêndio destruiu também o equipamento dos Mothers Of Invention, a banda do Zappa.
Pois bem, o azar não tinha acabado aí: o show do incêndio havia ocorrido dia 4 de Dezembro. Dia 10 de Dezembro, apenas SEIS dias depois, Zappa e os Mothers estavam fazendo outro show e ocorreu uma tragédia. Zappa foi empurrado do palco por um corno namorado ciumento e caiu num fosso de 5 metros entre o palco e a plateia. O resultado disso foi uma perna, tornozelo e crânio quebrados, sendo retirado do local ainda desacordado. Aparentemente Zappa caiu com quase todo o peso do corpo apoiado no pescoço e de alguma forma esmagou suas cordas vocais, nunca mais conseguindo atingir certas notas. Dizem que sua voz desceu aproximadamente uma oitava. Os Mothers Of Invention, por causa desse acidente, se separaram, voltando a tocar juntos apenas um ano depois. Zappa, ainda engessado, descansou compondo trabalhos orquestrais. No ano seguinte lançaria dois discos com este material, "Waka Jawaka" e "The Grand Wazoo".