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Projeto comemorativo de 40 anos... envolvia tweets dos fãs |
Mas sim, I'm back. E, como eu queria voltar com uma postagem realmente grande, nada como falar (MUITO atrasado, é claro), do aniversário de 40 anos de um dos maiores clássicos do rock.
Pra começo de conversa, vale lembrar que o Dark Side já foi citado em uma postagem do blog (a qual você pode dar um "conferes" clicando no link), e ainda assim eu acho que é pouco para um disco da magnitude dele.
Lançado em 1° de Março de 1973, esse disco foi O marco na carreira do Pink Floyd. Assim como o Machine Head está para o Deep Purple, o A Night At The Opera está para o Queen e o Kick está para o INXS, o Dark Side Of The Moon está para o Pink Floyd. Não é apenas o melhor disco da banda, mas aquele que mais músicas acompanharam seus shows até o fim. Por exemplo, na turnê do The Division Bell, último disco do Pink Floyd, lançado em 1994, mais de 20 anos depois do lançamento do Dark Side, o mesmo foi tocado na íntegra em todos os shows da turnê.
Então surge aquela pergunta na sua cabeça: e por que foi só com o Dark Side que o Pink Floyd estourou? Bom, se me permitem dar minha humilde opinião, eu diria que a banda só estava madura pra fazer um disco bem sucedido nessa época. Se formos parar pra pensar, o Pink Floyd como o conhecemos só veio a ser assim depois do Meddle, lançado em 1971. Antes disso, era uma banda que não conseguia espantar o fantasma de Syd Barrett das composições, mesmo que este já estivesse "pirado na batatinha" e fora da banda há quase 3 anos.
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Edição comemorativa de 30 anos |
Barrett, mesmo fora desde 1968, influenciou o Pink Floyd no A Saucerful of Secrets (a última música com ele está nesse disco), More e no fraco Ummagumma. São discos lisérgicos, mais experimentais do que o Floyd convencional. No Atom Heart Mother começou a transição, se é que podemos chamar assim: ao invés de músicas com longos improvisos, temos épicos, como a faixa-título e Alan's Psychedelic Breakfast, músicas divididas em várias partes.
O Meddle serviu para terminar essa transição. Se ouvidos com atenção, o Atom Heart Mother e o Meddle aperesentam diferenças gritantes. O Meddle já tem aquele "quê" de Pink Floyd nas músicas, os teclados mais convencionais, a levada de bateria típica e, principalmente, uma veia mais progressiva do que space rock. Ali começou realmente o Pink Floyd. Esse padrão ainda seria visto no ótimo Wish You Were Here. A partir do Animals, Roger Waters tomou as rédeas da banda, mas aí é outra história.

Após Breathe, vem On The Run. Na real, música chata e dispensável, apesar de fazer parte do clima do disco. Três minutos e meio aquela viagem não dá pra aguentar, se ela tivesse no máximo uns 2 minutos seria tranquilo, mas eu quase sempre pulo ela. Já Time, quarta música do disco, é o maior destaque do Lado A. O começo, com o clima que antecede a música, sua bela letra, o solo de Gilmour, e a reprise de Breathe no finalzinho. Perfeita.
Perfeitas também são as vocalizações de Clare Torry em The Great Gig In The Sky. Pensada primeiramente como um instrumental, já seria inspirado o suficiente, com o belo trabalho dos teclados de Wright, mas o que Torry fez com a música é incomparável. Vale a pena ouvir.
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Versão do Immersion Box Set... tive com um na mão, mas a grana é curta |
Terceiro e último instrumental do disco, Any Colour You Like tem uma melodia feliz. Longe de ser uma das melhores do disco, quem se destaca é Wright. Logo depois temos Brain Damage e Eclipse, um belo fechamento para um dos discos mais influentes da história. Vale a pena colocar o disco pra tocar e apagar as luzes, entrar no clima do "lado escuro da lua", e se deixar levar pela viagem do disco.
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