Era uma manhã de oito de
agosto de 69, eu estava levando meu cachorrinho para passear quando me deparei
com os Beatles na escada - E sem garotas doidas por perto, estava tudo normal
naquele dia. Era comum ver eles, claro, o estúdio era logo ali... Então fiquei
observando, na real, eu estava curiosa, não sabia o que estava acontecendo...
Até que perguntei para um senhor chamado Paul Cole e um policial que estavam
logo ali. Ambos ficavam reclamando sobre o fato de Paul estar descalços e
achavam esquisito o estilo do quarteto. Eu achava mágico. Então, saí dali e fui
levar meu cachorrinho para casa. Bem, logo depois quando passei em uma loja,
estava ali... O tal Abbey Road, e olha...aquele senhor estava no fundão. Que legal!
Depois disso, até hoje, muitas pessoas tiram suas fotos atravessando a rua.
Bem, polêmicas sobre a capa?
Sempre surge... Como sobre a lenda da morte de Paul: Lennon (de terno branco),
o sacerdote; Starr (terno negro), o agente funerário; e Harrison (de camisa e
calças jeans), o coveiro. O Carro na Rua – Um carro parece vir em direção a
Paul. Ou, como os ingleses dirigem na mão esquerda, parece que o carro já
atingiu Paul e segue em frente. O Carro de Polícia-Um carro de polícia, entre
John e Ringo, esta parado. Parece estar atendendo a alguma ocorrência, como um
acidente de trânsito. O cigarro na mão direita de Paul. Ele era canhoto. Erro
do sósia?Pés descalços – Paul é o único Beatle de pés descalços. Há um costume
de ingleses ser enterrado de pés descalços. Detalhe: seus olhos também estão
fechados. A Chapa do Carro (fusca branco) – A chapa de um fusca que aparece à
esquerda traz a inscrição LMW 28IF. O LMW poderia significar a abreviação de
“Linda McCartney Weeps” (Linda McCartney Chora) ou “Linda McCartney Widow”
(Linda McCartney Viúva). O 28IF seria “28 years IF alive”, o mesmo que 28 anos
SE vivo, se referindo à idade de Paul à época do disco, se não tivesse morrido.
Paul, na verdade, tinha 27, mas, era o dito, em religiões indígenas a idade de
uma pessoa é contada a partir da gestação. Então ela já tem nove meses quando
nasce. Logo, Paul teria 28 anos, na época.
Como eu sou idosa demais pra
acreditar nessas conspirações, deixo aqui, algumas fotos e a minha lembrança.
Colocando os planos em prática.
Treinando para a melhor pose.
Hora de descanso...
''Olha, um pombo''...
Eu daria carona...
Também falei com aquelas senhoras ali...
Foto tirada antes...
Projeto de como seria a foto...
Pose 1...
Pose 2...Depois vieram várias outras...
Oie!
Batalha de estilos...
George musando, John nas dorgas, Paul limpando as unhas e Ringo cheirando a mão (e fumando, claro).
John dando dicas de como ter um cabelo como o dele, Paul achando tudo cansativo...(e os outros dois ignorando)...
Linda? É você de loira?
Observando se você está lendo os comentários...
Comentando sobre a próxima postagem...Que vai ser demais!
Talvez
o melhor álbum (certamente o mais vendido). Ontem o Abbey Road está ficando
velhinho. 45 anos... Bem, tentarei me transportar para o ano de 1969. Ah... 26
de Setembro de 1969! Este 12° álbum foi produzido por George Martin (Quem mais
seria?!).
Não
foi tão conturbado quanto os últimos álbuns, porém,como o empresário Brian
Epstein tinha morrido, os Beatles ficaram nessa discussão sobre o futuro
empresário. Paul até sugeriu que o pai de Linda viesse assumir as coisas, mas
os outros Beatles preferiam Allen Klein (Sim, o mesmo dos Stones). Só que em
ambas as bandas, deu uma confusão (acusações, talvez...) e ele saiu. Mais
brigas dos besouros? Não, as coisas estavam calmas demais até. Ou seja... POR
QUE NÃO VOLTAR AOS VELHOS TEMPOS?!
E
assim basicamente se resumi a história em si: Melhor álbum, George se destacando
nas composições, uma melhor convivência no quarteto, capa emblemática e um
tanto polêmica, uso de novos recursos tecnológicos (como o Moog), primeiro
disco a ser gravado com oito canais de áudio e ótimos engenheiros e assistentes
de som – Geoff Emerick ‘de álbuns como Revolver’,
Phillip McDonald ‘de álbuns como Sgt. Peppers...’, Alan Parsons ‘do
Dark Side of the Moon’, John Kurlande ‘da trilha de O Senhor dos
Anéis...’.
Hey,
Bruna... Mas tu não vais falar sobre as músicas e sobre a capa do disco? Calma,
leitor... Dedicarei a próxima postagem para você... Fã ou apreciador de Beatles,
que dá uma olhadinha no blog...Sem você, não haveria postagem comemorativa dos
45 anos de Abbey Road parte 2.
Aguarde... Eu
estive lá, eu vi quando eles tiraram a foto, eu atravessei a rua logo depois
disso... Eu fui uma nota musical tocada em Something. Então, sei de tudo e te
contarei tudo... Aguarde!
O negócio é estilo "vim do futuro e posso afirmar"? Bem, não, mas é algo muito óbvio. Começou com a picaretagem nova do Queen (que já saiu na outra notícia). O Queen Forever tá com lançamento marcado pra 10 de Novembro e, bem ou mal, qual foi a última música nova do Queen que a gente ouviu? Pra quem não lembra, o último single lançado pelo Queen, inédito e ainda com John Deacon foi No One But You (Only the Good Die Young), com Brian May e Roger Taylor dividindo os vocais. Uma homenagem a Freddie. Eis que, desde 2011, se especula sobre novas músicas inéditas do Queen. Agora, 17 anos depois, três delas virão à tona. Já seria algo pra se comemorar, mas não para por aí. No mesmo dia já estava programado o lançamento de Sonic Highways, novo trampo do Foo Fighters. Legal, ainda que seja algo mais contemporâneo, é uma das poucas bandas que carregam a bandeira do rock. Algumas semanas depois, vem o Pink Floyd e anuncia o novo disco, The Endless River, PRO MESMO DIA DOS OUTROS DOIS. Ou seja, 10 de Novembro teremos o lançamento de três discos, sendo que dois são de bandas consagradas e clássicas. Apenas no dia 10. Pra completar esse mês sensacional, o Deep Purple anunciou seis shows no Brasil e o AC/DC já comunicou que seu novo disco, Rock or Bust, será lançado em novembro. Só o que falta é ser dia 10 também.
Como a notícia com mais informações é sobre o novo disco do Floyd, vamos a ela. Foi divulgada a capa do disco novo e, na minha opinião, ficou beeem legal. Pra quem não tá ligado, The Endless River é composto por sobras de estúdio da época do Rick Wright e, pela sample que eu ouvi, estão ótimas. A maioria, instrumentais curtos. A banda não contou com Roger Waters nas quatro cordas, assim o baixo ficou a cargo de Guy Pratt. A tracklist do disco é a seguinte:
- "Things Left Unsaid"
- "It’s What We Do"
- "Ebb and Flow"
- "Sum"
- "Skins"
- "Unsung"
- "Anisina"
- "The Lost Art of Conversation"
- "On Noodle Street"
- "Night Light"
- "Allons-y (1)"
- "Autumn68"
- "Allons-y (2)"
- "Talkin Hawkin"
- "Calling"
- "Eyes to Pearls"
- "Surfacing"
- "Louder Than Words"
Pra quem quiser ouvir 30 segundos do disco novo, só clicar aqui. Acho que era isso, fiz bem resumido só pra informar o essencial. Calma no coração que ainda vai sair a postagem dos 30 anos do Powerslave e a postagem de aniversário do Neil Peart :D valeu!
Típico da lei de murphy. Num ano não vem ninguém pra cá (o que sobrou do Guns não conta), no outro vem todo mundo. Se a especulação em torno de uma vinda dos Stones a Porto Alegre, para fevereiro de 2015, está muito forte, o Foo Fighters se antecipou e anunciou sua nova turnê, (que provavelmente vai promover o novo álbum da banda, Sonic Highways, previsto pra novembro) passando pela América do Sul no início de 2015. As datas são 21 (Porto Alegre), 23 (São Paulo), 25 (Rio de Janeiro) e 28 de Janeiro (Belo Horizonte).
O que eu acho disso? Deve ser um baita show, na real. É só não vir com frescurinha de ingresso custando o olho da cara que lota fácil. Acho que uns 180 pila pela pista tá mais do que bem pago, é meio que o padrão. Iria no show, tranquilamente, mas a prioridade é os Stones. Se eles vierem mesmo, Grohl e sua trupe que me desculpem, mas vou ter que ir ver os velhinhos.
A segunda notícia do dia é aquela que já andou pelo blog algumas vezes, lembra? Aqui, aqui e aqui também. Infelizmente Brian May provou mais uma vez por que tem a fama que tem. Quando ele falou em "músicas inéditas do Queen", todos ficaram tipo "legal, um disco nos moldes do Made In Heaven talvez", tanto que ele disse que eram "encontramos um monte de coisas não lançadas, músicas inéditas. São 3, 4 ou 5, talvez mais, não importa", o que nos levava a pensar que pudessem existir outras, compondo, pelo menos, um EP de inéditas.
Pois bem. Qual não foi minha decepção ao ver o tracklist do "novo álbum". Comecei a ler e pensava comigo mesmo sobre o que lia...
- "Let Me In Your Heart Again... não conheço, legal, começou bem."
- "Love Kills... hum, o Queen vai arrumar essa música do Freddie, como fez com I Was Born To Love You e Made In Heaven."
- "There Must be More to Life Than This, o famoso dueto com Michael Jackson... legal'
Até aí, de três músicas, apenas uma era uma música do Queen inédita, mas as outras duas eram aceitáveis, nesse sentido. Eis que começa a minha decepção. Continuei olhando o tracklist e lá veio... It's A Hard Life, Love of My Life, These Are the Days Of Our Lives, Who Wants to Live Forever, Somebody To Love, etc.
Logo após, uma "edição deluxe", dupla, que tinha outras 16 músicas, NENHUMA inédita. Naquele momento eu fiquei tipo "puta que pariu, Brian. Tanta demo do Queen rolando por aí e tu me vem com TRÊS inéditas?". Espero muito que algumas dessas músicas já lançadas sejam, na real, versões alternativas, talvez demos. Ninguém mais quer saber de coletânea do Queen, de boas.