domingo, 5 de maio de 2013

Parabéns de 50 anos Atrasadíssimo

Depois de encarar fases determinantes, como acabar com o QuarryMen e trocar de baterista (adeus a Pete Best, que nem era tão best assim), chega a hora de fazer as notas grudarem nos ouvidos, balançar os cabelos ao som do ''Ie ie iê'', provocar gritos histéricos nas jovenzinhas...MOSTRAR A MÚSICA AO MUNDO (sonho lógico de qualquer banda)...Maaaas, nem tudo é tão fácil assim...
Cheios de talento e esperança, o quarteto fez um teste para a gravadora Decca Music e foram recusados por serem tão...bregas. Mesmo assim, eles correram atrás de outras gravadoras e a EMI foi quem lançou eles.

Em 22 de março de 1963, o ''Please Please'' Me foi lançado, o primeiro e mais importante álbum da fase ''ieieiê'' (que a sua avó, a sua mãe e até a tia solteirona curtiram muito)! ''Love Me Do'' foi considerado o primeiro single, destacando o grupo de Liverpool. Outros três singles foram lançados anteriormente e claro, 10 canções (e algumas regravações) de alguma forma, inéditas...8 CANÇÕES COM O SELO LENNON & MCCARTNEY DE QUALIDADE, terminando com chave de ouro, ou melhor, o cover mundialmente conhecido ''Twist and Shout''.
Aquelas 9 horas e 45 minutos no estúdio 2 da EMI em Abbey Road, número 3 foram mágicos...O álbum foi lançado primeiramente e obviamente no Reino Unido ( em versão mono) e então nos EUA surge o ''Introducing The Beatles'', assim como no Brasil e a ''Beatlemania'' ou ''The Beatles Again'', era a mesma coisa, só mudava o nome, a foto, a distribuição das músicas...OK, mudava muita coisa, mas a essência era a mesma. Em 1976, isso mudou...os LP's eram iguais e em 26 de fevereiro de 1987 chegaram os CD's (Aeeeee! Isso mudou a vida de muita gente, acredite). Você prefere o remasterizado ou o original????



Curiosidade: Foi invertido o nome dos caras nas suas 8 composições, ficando MCCARTNEY & LENNON...










1. I Saw Her Standing There - 2:55

Melhor abertura do álbum não há, acredite, aquele rock e aquela energia transmitida na voz de Paul é demais! De acordo com a sua autobiografia Many Years From Now, Paul escreveu aleatoriamente algumas estrofes e Lennon só complementou em setembro de 62, na casa dos McCartney, isso depois de um show em Southport.
A letra ingênua fala da paixão de um cara, na qual ele dança com a tal moça de dezessete anos e de beleza sem comparação... Seu coração explodiu desde que ele a viu parada lá...
Essa música foi um carimbo da carreira do quarteto, letras com a sua pureza e melódicas, até mesmo melancólicas, mas não aqui.


2. Misery -1:47

Uma baladinha de letra reclamona e ''Que merda, tá dando tudo errado''... A guria deixou ele e o mundo está lhe chutando, lhe maltratando...Lennon apresenta um certo deboche, uma ironia, tirando a tristeza e a seriedade da letra, deixando- a mais leve.A composição começou no camarim da turnê de várias bandas King's Hall, na Inglaterra e terminou na casa dos McCartney em Forthlin Road, 20.
Essa era uma música para presentear...Primeiro a cantora pop Helen Shapiro, porém seu empresário, Norrie Paramor achou melancólica demais a letra. Depois o cantor pop Kenny Lynch, mas esta música não o pertencia, mal fez sucesso com ela...Não adianta, era pra ser dos Beatles.
Curiosidade: O produtor George Martim estreou como músico, tocando piano...



3. Anna (Go To Him) - 2:56

Anna, a garota que partiu o coração...E o cara, apela para pequenas chantagens emocionais e o orgulho...Ok, se quiser, vai com ele...
Eu sou apaixonadíssima por essa música e John curtia muito, tanto que cantava nos shows...Seus olhos brilhavam...Essa música é do cantor country Arthur Alexander, porém é mais dramático na voz de John (fora que ele estava rouco, devido uma gripe...Ele consumiu muuuitas pastilhas Zubes e litros de leite para melhorar a voz)...
Curiosidade: Arthur e John cantam ''Go With Him'' e não ''Go To Him''...


4. Chains - 2:21

Uma cara acorrentado de amor por uma garota, clamando por liberdade.
George participa dos vocais com Paul e o John (que toca gaita na introdução). O produtor deles se arrepende em não ter investido mais em George. Essa música segue a mesma linha baladinha que Misery, Boys e Ask Me Why.
Curiosidade: Essa música é do grupo feminino The Cookies.



5. Boys - 2:24

Revelações sobre garotos, amores inocentes e iniciais, beijos...Algumas frases foram mudadas para se mostrar mais masculino e Ringo canta mal...Ele até que se esforçou...
Curiosidade: Essa música é do grupo feminino The Shirelles.



6. Ask Me Why - 2:24

Uma verdadeira declaração de amor e já no início uma tacada em formato de coração ''I love youuuuuuu...And it's truuuuuuuuuue''...Críticos destacam o som aveludado da guitarra. Eu, particularmente, acho que são músicas que transmitem uma certa alegria, você se sente um jovem daquele lugar e daquela época...Isso que eu gosto dos Beatles, o fato de ser o que hoje não poderíamos ser e ter essa inocência e leveza no modo de levar e vida. Curiosidade: É inspirada na canção ''What's So Good About Goodbye'' de Smokey Robinson and The Miracles.


7. Please Please Me - 2:04

Aquela energia da primeira música transmitida vigorosamente nesta...Um cara que agrada a garota e deseja ser agradado...
''Come On Come On Come On Come On
Come On Come On Come On Come On

Please Please Me oh yeah...like I please you''.
Curiosidade: Foi escrita por John na casa da Tia Mimi (que o criou) e inspirado nas músicas de Roy Orbinson...






8. Love Me Do - 2:20

Um pedido de...adivinha? AMOR!
Single que fez estourar a banda, com aquela gaitinha que caracteriza a música...E só ouvi-la, você reconhece que é Love Me Do (influência de ''Hey Baby'', do cantor Bruce Channett). John e Paul escreveram muito jovens, foi uma das primeiras composições e é a única música deles a ser gravada com três bateristas (o produtor George Martim não curtia nenhum e criticou severamente Ringo, ele não acertava...)
Como John não conseguia cantar o ''Do'' no ''Love Me Do'', logo após a gaita...Paul e George deram uma forcinha...
Curiosidade: Paul estava com a voz tremida porque estava nervoso demais...

9. P.S. I Love You - 2:02

Cartas de amor,amor...amor...
Paul achou um tema fácil de escrever. Não é uma música que se destaque tanto, porém percebemos a voz de Paul nitidamente.
Curiosidade: Andy White foi o baterista dessa música, pois como anteriormente citado, Martim não curtia Ringo.









10. Baby, It's You - 2:42

Realmente, não curto muito...Fala sobre decepções amorosas e apela demaaais:
''Don't leave me all alone,
come home''.
Curiosidade: Nem posso criticar muito, porque nem é deles...é do grupo ''The Shinelles''...







11. Do You Want To Know A Secret - 1:55

Quer saber de um segredo? Estou apaixonado por você!

É uma das minhas músicas favoritas, não pela letra, mas musicalmente. E essa música é repleta de curiosidades...A primeira é que foi inspirado na música ''Wishing Well'', trilha sonora de Branca de Neve e os Sete Anões...A segunda é que duas baquetas batendo uma na outra e percebida na finaleira da música...E a última é que George deveria cantar essa música, só que como ele não cantava bem na época, sobrou para o John.





12. A Taste Of Honey - 2:02

AMOOOO DEMAAAAAIS! É a favorita de Paul também, na real, nem eu sabia disso.
Mas, gente...olhem a guitarra...aquela voz ecoada...melhor do que a versão original de Lenny Welch!







13. There's a Place - 1:49

Tomara que todos nós acharemos nessa vida um lugar na mente quando nada estiver bem...Foi inspirada na canção ''Somewhere'', trilha sonora de West Side Story.











14. Twist And Shout - 2:31

Dane-se que é gravada pelos Top Notes...Conhecemos sempre na versão Beatles! Foi nessa música que John arrebentou a sua garganta, percebe-se o quanto ele está rouco, tanto que nem rolou um segundo take.
A letra animadíssima é um pedido para dançar (Ferris B. que o diga no filme ''Curtindo A Vida Adoidado'' que eu amo demais), girar, gritar (Tanto que Paul solta um ''Hey'')...
A guitarra áspera de George, as pauladas na bateria de Ringo, o baixo hipnotizador de Paul...os vocais que se completam e o vocal feroz e esforçado de John, fez a canção ficar foda.


É por isso que Beatles é tão demais assim...


sexta-feira, 3 de maio de 2013

Em homenagem ao dia do trabalho (atrasado)







Top 5 Nata do Rock: Maio

Sim, decidi voltar a fazer a postagem das 5 mais vistas do blog no mês anterior. Acredito que assim o pessoal interessado pode ir atrás de alguma postagem antiga.

5 - Músicas Desconhecidas - Com 13 visualizações nos últimos 30 dias, a postagem do Leão sobre covers que o Led Zeppelin fazia ao vivo, mas que não eram tão conhecidos, foi a 5ª colocada.

4 - Nata do Rock Apresenta: ZZ Top (Parte 1) - A primeira parte da série sobre os texanos do ZZ Top é uma das mais bem sucedidas do blog, sendo inclusive a 5ª mais vista da história do blog. E continua rendendo, esse mês ela teve 19 visualizações.

3 - Rolling Stones 50 Anos - Apesar de ser só um lembrete do Leão sobre o aniversário, também é uma postagem muito vista no blog. Esse mês ela levou a medalha de bronze, com 21 visualizações.

2 - Neil Peart e a bateria mais megaputaqueparivelmente foda - A segunda postagem mais vista da história do blog também é a segunda mais vista desse mês, com 24 visualizações. Postada há mais de um ano, fala sobre o folclórico kit gigantesco de batera do mestre Neil Peart.

1 - Resenha #4 : Deep Purple - Now What?! - A única postagem de 2013 a figurar no Top 5, é uma das mais bem sucedidas desse ano. Logo na primeira semana já tem 96 visualizações, sendo a campeã desse mês.

Então é isso, galera... fiquem ligados porque hoje ainda tem uma postagem especial no blog, porque não é sobre rock. Talvez eu também faça outro especial, sobre o dia do trabalho (atrasado xD).

sexta-feira, 26 de abril de 2013

Resenha #4: Deep Purple - Now What?!






Depois de muita, mas MUITA enrolação, encheção de linguiça, protelação, intermináveis turnês e declarações opostas de seus integrantes, finalmente o trampo novo do Deep Purple chegou às lojas. Now What?!, disco que já criava uma grande expectativa desde o fim do ano passado, chegou, e chegou com uma força que eu não via desde os tempos do Purpendicular. Se Abandon foi um disco muito abaixo justamente por vir logo depois desse poderoso antecessor, e Bananas e Rapture Of The Deep, apesar de bons discos, são um pouco mornos, Now What?! veio para quebrar essa escrita.

Isso começa pelo fato de, assim como Steve Morse no Bananas, nesse disco estamos finalmente percebendo a personalidade de Don Airey atrás dos teclados, saindo daquela limitada função de "apenas" substituir o saudoso Jon Lord. Além disso, temos, como sempre, Paice destruindo, Glover sempre competente no baixo e Gillan, dentro da limitação imposta pela idade (a perda da potência vocal e da amplitude), fazendo um belíssimo trabalho, afinal, são poucos os que chegam perto dos 70 cantando como esse cara.

Quanto ao disco, começamos com A Simple Song. Confesso que eu achei interessante quando comecei a ouvir, pelo fato deles começarem de leve, com um riff limpo na guitarra, mas mais interessante ainda foi quando, lá pelos 2 minutos, o Purple desce a porrada, e aí é peso até o final da música. Muito bom trabalho de todos, com destaque para o Paice.

Com um "quê" de sinistro, que me lembra bastante Soon Forgotten, temos Weirdistan, segunda música do disco. Com um baixo bem pronunciado durante as estrofes, guitarras dobradas no refrão e um vocal meio desesperado de Gillan, também é uma boa faixa, porém inferior à primeira. Mas o destaque da música fica pelos "espaciais" teclados de Airey no solo. Muito interessante essa fuga do som clássico do Hammond.

Primeira música mais longa do disco, Out Of Hand também possui uma atmosfera sinistra. Sua introdução apenas nos teclados é bem interessante. Essa música me remete a momentos de discos anteriores. Pelos teclados, lembra Bad Attitude, ou o House Of The Blue Light em geral. Pelo andamento da música, algo do The Battle Rages On ou do Perfect Strangers. Além disso, tem um belo riff. Das três primeiras, é a melhor.

Hell To Pay ainda não encontrei a versão completa para ouvir, mas pelo que eu ouvi, que é a versão pra single, acho que não tem muito remédio. É muito enlatada, padronizada... o refrão parece música do Kiss (vai ver é coisa do Bob Erzin), das 4 primeiras é disparadamente a mais fraca. Body Line, que vem na sequência, tem um andamento na bateria que é muito parecido com Ted The Mechanic ou então Sometimes I Feel Like Screaming, principalmente pelo trabalho bumbo, do Paice. Apesar disso, não é nada demais... melhor que Hell To Pay, claro, mas é comunzinha.


Depois dessa sequência abaixo da média, temos um belo som: Above and Beyond. Com um andamento claramente calcado no progressivo, diversas trocas de tempo na introdução, e desemboca numa parte leve (a guitarra lembra um pouco o jeito do AC/DC de tocar, mas só o jeito de tocar as cordas). Pelo que eu ouvi dizer, a letra é de Gillan e começou a ser feita depois da morte do Lord.  Em uma das estrofes, Gillan começa cantando em um tom bem agudo, e o faz com competência. Não chega a ser uma balada, nada de fazer pedras chorarem, mas é bem interessante.

Falando em pedras, Blood From a Stone, música seguinte, tem algo de sensual, mesmo não sendo uma música assim. Lembra muito coisas funkeadas da época do Stormbringer, com Coverdale, como Love Don't Mean A Thing. Aqui, porém, o andamento cadenciado é mais blues que funky, tanto que no refrão temos peso. A guitarra e o teclado aqui estão simplesmente sensacionais.

A música seguinte, Uncommon Man, é a mais longa do disco, com 7 minutos. Foi a primeira música, ainda sem ter o nome divulgado, que apareceu como tease do novo disco. Quando eu ouvi, achei algo bem progressivo, e não deixa de ser. Quando acaba a primeira introdução e entra a bateria linear mesmo, lembra muito os teclados ELP, parece até aquelas cornetas romanas xD uma das melhores do disco também. Além disso, o meio da música, quando fica só teclado e a bateria e baixo marcando o tempo, lembra vagamente On The Run, do Pink Floyd. Aqui, finalmente, temos um solo do Morse que dá pra dizer que é foda mesmo, os outros são bons mas não são destacáveis.

Mesmo Airey tendo assumido um estilo próprio sem emular o Lord, são inevitáveis momentos onde o Hammond é evidente. Après Vous é um destes momentos, é uma música pesada com um teclado muito Lordiano... apesar disso, sem perder o estilo da MK VIII. Aqui temos outro solo de Morse que merece destaque, aliás, o longo duelo de solos merece um destaque. Sonzasso. All The Time In The World era boazinha na versão de single, mas na versão completa ela dá uma boa melhorada, tendo um arranjo mais limpo, menos enlatado.


Fechando a versão standard do disco, temos Vincent Price. A introdução no teclado lembra April vagamente, mas depois dá lugar a uma sinistra atmosfera de guitarras assustadoras e vocalizações, tudo isso com peso, o que dá um resultado bem legal. Além disso, tem um agudo do Gillan que arrebentou, muito foda. Apesar de ser o único exemplar do disco, é impressionante que o véio ainda consiga fazer isso com essa idade.

Como músicas bônus, temos First Sign of Madness e It'll Be Me, as duas bem acima da média, devo admitir. Poderiam tranquilamente (pelo menos a primeira, já que a segunda é um cover) entrar na versão standard do disco, são duas faixas bem trabalhadas e não devem nada pro que foi pra versão final.

Bom, pra uma banda considerada "sombra" e esse tipo de coisa (o que eu sempre vou discordar, depois de ver em 2009 com meus próprios olhos que o Purple ao vivo ainda é uma banda extremamente foda) e, que além disso, considera que realmente só tá gravando o disco pra ter material novo - mais pelo tesão de tocar junto e praticar a milenar arte perdida de fazer material inédito e lançar em álbuns - do que qualquer outra coisa, pois já é uma banda consagrada, o disco tá ótimo.

Apesar de uma ou outra coisinha ali que fica meio abaixo da expectativa, o disco todo tá coeso, tem uma pegada bem pesada até, e é o que vale. Acho que vai sim ser melhor que o disco novo do Sabbath. Não tem nenhum clássico? E daí? O Purple tem clássicos suficientes para tocar 4 ou 5 horas seguidas, não precisamos de mais, sendo um bom disco tá valendo. E é o que você vai encontrar se for ouvir o Now What?!

Falando nisso... Now What?!

Seguinte, pega o disco e vai ouvir porque vale a pena ;)

quinta-feira, 18 de abril de 2013

Notícia: Primeira música do novo disco do Sabbath divulgada

Bom, acredito que o título é auto explicativo. Depois da capa e do tracklist,  está disponível para os ouvintes a primeira música do novo disco, 13, do Black Sabbath. Essa é a primeira colaboração de Ozzy Osbourne, Tony Iommi e Geezer Butler juntos desde 1978.


Pra quem quiser ouvir God Is Dead, a primeira música conhecida do disco, é só ver o vídeo abaixo. Apesar de eu achar que ela poderia ser um pouco mais curta, ela é bem Sabbath mesmo, principalmente a partir dos 5 minutos.